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Frente Ribeirinha

Lisboa e o rio Tejo têm um namoro que dura desde o nascimento da cidade até aos nossos dias.

Se bem que em algumas épocas esta relação tenha perdido o seu encanto, a partir dos anos 80 do século passado, um novo olhar levou à recuperação de alguns lugares que, hoje,  merecem destaque  enquanto conjuntos  urbanísticos  relevantes.

Assim, a cidade, já de si fotogénica, tornou-se mais cénica do que nunca, proporcionando palcos naturais de uma beleza contagiante ao longo de toda a Frente Ribeirinha (Belém/Alcântara, Praça do Comércio e o conjunto do Parque das Nações).

Antes

Desde o séc. XII a.C. que as condições de navegabilidade do rio Tejo permitiram a criação de um porto comercial na margem norte de Lisboa. A sua última ocupação, feita pelos Mouros, durou até à conquista da cidade em 1147 d. C. por D. Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal.
No séc. XIII surgem as primeiras linhas regulares do Mediterrâneo, para Inglaterra e Norte da Europa pelo Estreito de Gibraltar, e Lisboa é escala obrigatória para todos os navios em trânsito pela costa portuguesa.
Sempre entendida como zona fundamental de defesa e alargamento da nossa nacionalidade, a frente ribeirinha viveu uma época de glória durante o período dos Descobrimentos Marítimos Portugueses (séc. XVI), com a largada das caravelas para conquistar novos mundos e o regresso das mesmas com produtos únicos, exóticos e valiosos para transacionar. Foi também nesta época que o sistema defensivo do estuário do Tejo foi reforçado com a construção de fortalezas, tais como a Torre de Belém.
Em 1500 o Paço Real de D. Manuel I fixa-se no Terreiro do Paço, cujo traçado será profundamente alterado, bem como o das zonas limítrofes, após o terramoto de 1755 no tempo do 1º ministro Marquês de Pombal.
Na reconstrução da cidade a importância comercial do porto mantem-se, e, já no século XIX, com o aparecimento da máquina a vapor, a necessidade de modernização do porto torna-se premente, culminando com a inauguração a 31 de outubro de 1887, por D.Luís I, das grandes obras do porto de Lisboa.

DEPOIS

O Porto de Lisboa é um grande porto europeu de orientação atlântica com grande relevo nos principais circuitos de cruzeiros, tendo recebido em 2011 o prémio para Melhor Porto Internacional de Cruzeiros (2ª edição de Cruise Excellence Awards, - Atlântico e Norte da Europa).
Com a requalificação urbanística, iniciada nos anos 90 do século XX, devolveu-se o rio à cidade, sem perder o porto, o qual tem sido, permanentemente, palco de grandes espetáculos de pirotecnia, de grandes concertos musicais, exposições e outros.
A conservação e reconversão do património arquitetónico afeto à atividade industrial e portuária – Central da Eletricidade, armazéns, linha ferroviária, docas e espaços envolventes - , levou ao aparecimento de novos equipamentos culturais e de lazer, nomeadamente museus, bares, restaurantes e  jardins.
Com ótimas condições de navegação, tanto para os navios de grande porte como para os barcos do desporto náutico, atualmente, o porto dispõe de uma importante infraestrutura logística multimodal para quem quer visitar a cidade (transporte ferroviário e rodoviário).
Ao longo de um circuito entre Belém e a zona do Parque das Nações, a frente ribeirinha de Lisboa oferece cerca de 18km de diversão e lazer, com vários estabelecimentos de  restauração, ciclovias, atrações turísticas,  museus docas e  terminais de cruzeiros, entre outros.

 

 

Belém                       Praça do Comércio  Parque das Nações