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Prados Biodiversos

No Corredor Verde Gonçalo Ribeiro Telles, que liga o Parque Eduardo VII ao Parque Florestal de Monsanto, foi semeado em 2009 um prado biodiverso de sequeiro. Este prado foi aplicado de forma experimental de modo a testar a sua evolução em meio urbano, poder aferir-se a sua capacidade de resistência, as exigências de manutenção e para ser possível uma auscultação dos utilizadores do Corredor Verde.

Como a água é um recurso cada vez mais escasso, torna-se necessário encontrar alternativas aos relvados, como grandes consumidores em meio urbano de água,  que garantam os elevados padrões de qualidade aos espaços verdes.

Os prados biodiversos de sequeiro, ao contrário dos relvados, são misturas com maior diversidade e que garantem uma grande complementaridade entre espécies, tornando o sistema mais equilibrado. Estes prados, que são altamente produtivos quando pastados, apresentam elevados períodos de permanência no solo, sem requerer rega e garantindo muito reduzidas acções de manutenção.

Dada a riqueza destas pastagens em leguminosas, não é necessário proceder à sua adubação com azoto, pois estas espécies fixam azoto atmosférico, que posteriormente o disponibilizam para as gramíneas.

A utilização de adubos azotados é muito exigente em termos de combustíveis fósseis, e portanto a utilização destas pastagens evita emissões associadas à produção destes adubos. Além disso, este tipo de pastagem é passível de ser semeado com mobilização mínima de solo, o que reduz igualmente as emissões.

A alternância dos cobertos ao longo das estações do ano faz naturalmente parte das dinâmicas da Paisagem e pode aqui ser apreciado.