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Corredor Ribeirinho

O corredor ribeirinho constitui uma notável interface fluvial-estuarina, com uma enorme importância ecológica e uma área sensível do ponto de vista dos riscos de cheias. Fortemente artificializada ao longo de séculos, tem sido possivel sequencialmente abrir o rio à cidade através de um conjunto de requalificações, várias deles ainda em curso e outras previstas.

A estrutura verde assume um carácter descontínuo em vários pontos onde, para além da artificialização das margens, as actividades portuárias adquirem preponderância.

Desde a requalificação operada pela organização da exposição de 1998 que se tem assistido a um movimento de retorno ao Tejo e à fruição com as suas margens. É aliás no Parque das Nações que as margens adquirem um carácter natural face à artificialização das margens que se verifica na restante zona ribeirinha. Mesmo artificializadas, são relevantes do ponto de vista do uso público as alterações levadas a cabo no Terreiro do Paço e mais recentemente na Ribeira das Naus. Em 2009, a pretexto da ligação ciclável entre o Cais do Sodré e a Torre de Belém foram abertas ao público diversas áreas ribeirinhas e foi abolido o estacionamento automóvel em frente ao rio entre as Docas de Santo Amaro e a Torre de Belém, bem como criados corredores arborizados. O troço Torre de Belém – Algés viu a instalação do Centro Champalimaud e dos seus jardins e espaços públicos ao mesmo tempo que variadas edificações foram demolidas na área da “docapesca”. Em 2013 uma ligação ciclável entre Santa Apolónia e o Parque das Nações abriu ao público a possibilidade de se circular entre áreas anteriormente isoladas por uma frente portuária contínua, em funcionamento.

O corredor ribeirinho terá um impulso em 2017 com a ligação com o frente ribeirinha do Concelho de Loures, através da articulação entre os dois municípios na criação de uma ligação ciclopedonal sobre o Rio Trancão e a adaptação das margens com percursos de fruição e lazer.

A ligação para ocidente com a extensão da ciclovia da Torre de Belém a Algés será mais um passo para a dinamização de toda uma frente, que beneficiará ainda das qualificações do Cais do Sodré, Campo das Cebolas e Parque Ribeirinho Oriental, as duas primeiras em obra e a última em projecto.