Ideias para Lisboa votadas no Rock in Rio

Julho 01, 2018

Foram quase seis mil os votantes que no espaço de Lisboa no Rock in Rio 2018 quiseram contribuir na apresentação e escolha de ideias para a cidade. Uma iniciativa Lisboa Participa, que no encerramento do festival, este ano com novidades amigas do ambiente, contava com cerca de 130 propostas.

Em votação estiveram ideias como placas de toponímia com QR Code, implementação de uma Jukebox nos principais jardins e praças publicas de Lisboa, formação para situações de catástrofes, uma biblioteca reciclável, uma praia para animais de estimação, um banco de óculos usados, chuveiros gratuitos na rua para quem pratica exercício físico, plantação de árvores de fruto, um banco de explicações em regime de voluntariado ou cinema ao ar livre. 

A imaginação marcou o compasso, não faltou uma proposta para que se passem a realizar Batizados de Santo António. Nem mesmo o próprio festival escapou, destaca-se uma proposta de instalação de fontes de água gratuitas no recinto, que, de resto, saiu vencedora. Das ideias direcionadas para Lisboa, a mais votada propõe a criação de um parque aquático na cidade.

A apresentação de propostas e as votações decorreram através de um dispositivo instalado no stand que a autarquia organizou, este ano com o lema “Eu sou Lisboa”. No espaço estavam áreas como o ambiente, a higiene urbana, a cultura, a inovação ou o desporto, neste caso com destaque para o galardão Lisboa Capital Europeia do Desporto 2021. A rede de Bibliotecas Lx também marcou presença e sobressaiu pela originalidade, pois à entrada instalou um banco construído por livros. 

Um festival mais sustentável

Utilização de água reciclada na rega do relvado, copos de plástico banidos e oferta de mais transportes públicos foram três grandes mudanças que marcaram o Rock in Rio Lisboa 2018, exactamente no período em que a cidade recebe o prémio Capital Verde Europeia 2020

A água tratada, que serviu para regar uma parte do recinto, foi produzida produzida na Fábrica da Água de Beirolas e resulta de uma parceria entre a Câmara de Lisboa, a Águas do Tejo Atlântico, a Agência Portuguesa do Ambiente, a Direção Geral da Saúde, a Administração Regional de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo e o Instituto Ricardo Jorge.

No final de cada dia de espetáculos deixou de ser vista a enorme mancha de copos de plásticos usados e espezinhados, tudo porque estes foram simplesmente banidos. A solução encontrada foi simples. Aos visitantes eram oferecidos copos reutilizáveis com um design inspirado no movimento, que no final puderam levar para casa e lhes permitia usufruir de descontos nas bebidas sempre que os utilizavam. 

Reduzir as emissões de carbono é um objetivo do município de Lisboa, que também no festival esteve entre as prioridades. Por isso a aposta centrou-se na oferta de mais soluções de mobilidade sustentável e passou por parcerias com empresas de transportes partilhados como a Agência Abreu, a BusUp, a aplicação de car sharing “MyTaxi”, a Carris, o Metropolitano de Lisboa, a Comboios de Portugal (CP) e a Fertagus. Nesta estratégia esteve também o contributo da EMEL, que manteve abertos os parques junto às estações de Metro durante 24 horas nos dias de festival e criou uma tarifa fixa de dois euros para os seus visitantes.