Primeira vindima no Parque Vinícola de Lisboa

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01 
de janeiro de 1970

Vindimas na cidade de Lisboa não é caso único mas constitui um facto assinalável, também porque pela primeira vez se realizaram no Parque Vinícola da cidade. Foi em 24 de agosto, com a participação do vereador José Sá Fernandes e do vice-presidente da autarquia, Duarte Cordeiro. 

Bem cedo como manda a tradição, e o bom senso porque o calor aperta, cerca de 20 trabalhares agarraram a tarefa com afinco. De tesoura na mão Sá Fernandes não se fez rogado e lançou-se também à empreitada, para depois explicar que a produção deste ano deverá rondar entre as 15 e as 20 toneladas de uva, que será esmagada na Casa Santos Lima, em Alenquer. 

O resultado, espera o vereador, será “uma boa pomada”, seguramente “o melhor vinho do mundo, até porque tem associada a marca Lisboa”. Sá Fernandes não revela ainda o nome do vinho que será engarrafado com marca própria, mas sublinha que na matéria-prima estão algumas das melhores castas como Touriga e Tinta Roriz para o tinto, o Arinto para o branco. 

Trata-se da primeira vindima no parque, este ano como na generalidade do país antecipada, e Sá Fernandes salienta a importância da produção do precioso néctar em toda a região vitivinícola de Lisboa, que oferece, para lá da cidade, uma extensa área de enorme beleza a ser visitada. Cadaval, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Torres Vedras são alguns dos concelhos que, sublinha, “põem o nome de Lisboa no mundo inteiro em mais de quarenta milhões de mesas”, pois todas as garrafas que produzem têm o nome da cidade e da região inscrito. Um nome que “vai dar ainda mais corpo a este vinho”, diz com convicção. 

Já Duarte Cordeiro, salienta a estratégia que tem sido desenvolvida nesta área, a mostrar que “nem todo o espaço verde tem que ser um jardim e há espaços verdes que em toda a cidade podem ser produtivos, servir para a educação ambiental muito grande ou ter um efeito simbólico muito grande, particularmente neste caso na região vitivinícola de Lisboa”. Uma cidade do futuro, ambiental e sustentável tem que se preocupar também com esta dimensão da sustentabilidade, frisa. 

Com cerca de três hectares, o Parque Vinícola de Lisboa resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal e a Casa Santos Lima, iniciada em 2014. Insere-se na estratégia de diversificação de tipologias de espaços verdes da autarquia e tem servido ainda uma vertente pedagógica, com visitas de estudo de crianças e adultos.

Para o futuro Sá Fernandes espera aumentar a produção, que estima poder chegar às 40 toneladas, podendo mesmo algumas virem a ser esmagadas no local.