Fernando Medina destaca liberdade religiosa nas boas-vindas a Aga Khan

Julho 10, 2018
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Fernando Medina destacou o papel da Fundação Aga Khan no mundo e em particular em Portugal e em Lisboa, realçando que “Lisboa conhece “bem essa história de solidariedade e cooperação que é marca da Rede Aga Khan”.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa falou do programa de desenvolvimento e educação na infância, que já chegou a quase 100 mil crianças em Lisboa, “conheço bem o trabalho do Centro Infantil dos Olivais e a forma como serve de exemplo e referência para as entidades do setor”, destacando ainda o programa de apoio às comunidades urbanas, em execução, “um programa de inclusão social e laboral dirigido aos mais desfavorecidos que já apoiou 150 mil pessoas em risco, 30% das quais imigrantes”.

O autarca mencionou ainda o programa de apoio aos idosos, numa parceria entre a Fundação Aga Khan e o Patriarcado de Lisboa.

“Lisboa recebe de braços abertos 50 mil participantes de 45 países"

A comunidade ismaelita é constituída por cerca de 15 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo e o seu líder espiritual, o príncipe Aga Khan, escolheu Lisboa para a sede da comunidade, bem como para o encerramento das comemorações que decorrem no Parque das Nações.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa disse hoje que a comunidade ismaelita encontrou em Portugal um território para desenvolver a atividade religiosa devido ao diálogo intercultural e tolerância religiosa que marca a sociedade portuguesa,  “Lisboa orgulha-se de ser uma cidade aberta, que entende a diversidade como fator de enriquecimento pessoal e de desenvolvimento humano”.

Numa sessão no salão nobre do parlamento português, o presidente da Câmara de Lisboa sublinhou que  “mais que a “extraordinária oportunidade que isto representa para a economia da cidade e para a projeção externa do nosso País, o retorno cultural e humano destas Celebrações é sem dúvida o mais importante”.

O líder ismaelita, Aga Khan, considerou Portugal "um país de oportunidade", cuja visão pluralista se revelou ao longo da História e mais recentemente nos "fortes papéis" desempenhados na ONU, na UNESCO, na Comissão Europeia e na OIM.

Na assembleia da Republica Aga Khan definiu Portugal e Lisboa como "o local ideal" para concluir as celebrações do aniversário do jubileu de diamante, 60 anos como imã dos muçulmanos shia ismaili.

A abrir a sessão solene o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, afirmou hoje que a instalação da sede mundial dos ismaelitas em Lisboa é a "melhor ilustração" de como Portugal quer ser projetado no mundo, como "país construtor de pontes plural e dialogante".

"A sua vinda para Lisboa é a melhor ilustração de como nos queremos projetar na comunidade internacional, como país construtor de pontes plural e dialogante", disse Eduardo Ferro Rodrigues na cerimónia na Assembleia da República.

Após a cerimónia teve lugar a a inauguração da exposição “ Ideais de Liderança: obras-primas das coleções do Museu Aga Khan”.

Nos últimos dois dias de visita a Portugal Aga Khan, segundo o programa oficial, tem encontros com a comunidade ismaelita, na zona do Parque das Nações, onde decorrem iniciativas culturais sobre os 60 anos de liderança.

A Comunidade muçulmana “Shia Imami Ismaili”

A chamada comunidade muçulmana “Shia Imami Ismaili”, um ramo dos muçulmanos xiitas, vive espalhada por cerca de 30 países, com as maiores comunidades na Europa a residirem na Grã-Bretanha, França e Portugal, onde vivem cerca de 7.000 membros.

Aga Khan fundou uma das maiores redes privadas para o desenvolvimento do mundo, empregando 80.000 pessoas.

A AKDN, Aga Khan Development Network, é hoje um grupo de agências privadas internacionais que procuram melhorar as condições de pessoas em várias regiões do mundo, com um orçamento anual, para atividades sem fins lucrativos, que ronda os 600 milhões de euros.

Números oficiais da AKDN indicam que a organização trabalha em 30 países, incluindo Portugal.