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Controlo Inteligente de Tráfego de Lisboa

O Controlo Inteligente de Tráfego de Lisboa monitoriza o trânsito da área central da cidade, com o objetivo de melhorar a gestão e a segurança do trânsito, através de diversos subsistemas implementados, nomeadamente sistemas centralizados de semáforos, câmaras de TV, cinemómetros - radar, semáforos acionados por controladores de velocidade e painéis de mensagens variáveis.

Outros objetivos deste sistema são a melhoria das condições do tráfego, a agilização da manutenção dos semáforos com acionamento de alarmes em caso de deteção de falhas nos equipamentos, a melhoria das condições ambientais e a redução do consumo de energia.

A Central de Controlo Operacional concentra todo o fluxo de informações necessárias para operação dos sistemas que o integram:

Controlo centralizado de semáforos em tempo real (semáforos inteligentes)

O sistema de gestão e controlo de tráfego é um sistema centralizado, em tempo real, modular e hierárquico, assumindo-se como o grande defensor da cidade nas zonas em funcionamento.

Os cruzamentos semaforizados são distribuídos em subáreas de tráfego, dotados de detetores que recolhem e enviam informações sobre a procura de tráfego a cada segundo.

Do total das interseções semaforizados, 256 interseções são centralizados, ou seja, monitorizados por computadores instalados no Centro de Controlo Operacional.

São controlados por um sistema que possibilita a manutenção de um relógio único para todos os controladores, garantindo o sincronismo entre os semáforos; a verificação das ocorrências de falhas nos controladores; a verificação da programação de um cruzamento; a monitorização de seu funcionamento e alteração dos tempos dos semáforos, quando necessário (em caso de acidentes, obras, manifestações, etc.).

A estratégia de controlo funciona a dois níveis:

No primeiro nível encontramos a seleção, em tempo real, do programa de tráfego mais conveniente (nível dos fenómenos previsíveis).

No segundo nível o programa pode ser adaptado às necessidades de cada evento, em função de parâmetros obtidos mediante os detetores de filas de espera, adaptabilidade, prioridade aos veículos de bombeiros e aos transportes públicos.

Cruzamentos com controlo não centralizado

278 (52%) das interseções semaforizadas não são centralizadas.

Alguns têm uma gestão dinâmica, outros, porém, funcionam com tempos fixos, havendo necessidade de garantir o sincronismo entre eles.

Semáforos e Indicadores de Velocidade com Radar Micro-ondas

Nove semáforos de controlo de velocidade que deteta a velocidade dos veículos, acionando o sinal vermelho sempre que o valor medido exceder o valor limite programado; os indicadores somente apresentam a velocidade instantânea dos veículos no local da instalação.

São soluções que têm um efeito local mas não desprezável cujos objetivos são: proteger atravessamentos pedonais dos arruamentos, ou informar os condutores da sua velocidade instantânea, assegurando uma velocidade de circulação compatível com a localização e características da via onde se implanta

Cinemómetros – radar

21 cinemómetros/radar nos principais corredores de acesso à área central da cidade e interligadas à Policia Municipal para controlar as velocidades e reduzir a sinistralidade resultante da velocidade excessiva, bem como a originada pelo diferencial de velocidade interveicular.

Os objetivos da instalação do sistema de controlo e vigilância de tráfego por meio de radares fixos (SCVTMRF), foram a redução de sinistralidade associada ao excesso de velocidade.

Nas últimas décadas, numerosos estudos internacionais colocam a velocidade como a principal causa da insegurança rodoviária, não só pelo aumento das distâncias de travagem e da contribuição decisiva para a gravidade do acidente, como também pelo aumento do diferencial de velocidade interveicular.

Estes critérios tornam-se ainda mais incontestáveis em meio urbano, dada a elevada frequência das interações peão/veículo.

Os radares visam também melhorar os padrões de segurança na coroa das entradas da cidade consideradas estratégicas para o controlo dos fluxos evitando acidentes que são com frequência o motivo principal do congestionamento nas horas de ponta.Como é que a medida tem impacto na sinistralidade?

Figura - Exemplo da velocidade média na Radial de Benfica sentido E " W

  • Obriga a reduzir a variância da velocidade;
  • Torna a velocidade mais uniforme;
  • Influencia positivamente os acidentes e as suas consequências.

As recomendações de melhoria do atual sistema de controlo e vigilância de tráfego, as sugestões de alterações pontuais ou novas instalações de radares, serão sujeitas aos seguintes critérios:

  • Artérias que representam eixos radiais de penetração com grandes volumes de tráfego.
  • Zonas de convivência entre o tráfego motorizado e pedonal.
  • Artérias onde são observadas com frequência velocidades excessivas, incluindo vias da rede rodoviária nacional, que atravessam a cidade.
  • Troços viários integrados numa política global de acalmia de tráfego.

Circuito Fechado de Televisão – CFTV

Trinta e uma câmaras instaladas em locais estratégicos da cidade e interligadas ao CCO, permitem acompanhar o tráfego desta área, agilizando a solução de problemas detetados.

Painéis de mensagens variáveis – PMV

Dez painéis nos principais corredores de acesso à área central para transmitir aos motoristas informações sobre caminhos alternativos, ocorrência de acidentes, retenções, incidentes e mensagens educativas.

Outros objetivos são: a melhoria das condições do tráfego; a agilização da manutenção dos semáforos com acionamento de alarmes em caso de deteção de falhas nos equipamentos; a melhoria das condições ambientais; e a redução do consumo de energia.