Terramoto de 1755 estudado por investigadores Japoneses

Novembro 21, 2014
  • Workshop O Terramoto de Lisboa de 1755 - Contributos para o desenvolvimento de cidades mais resilientes
    Workshop O Terramoto de Lisboa de 1755 - Contributos para o desenvolvimento de cidades mais resilientes
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  • Workshop O Terramoto de Lisboa de 1755 - Contributos para o desenvolvimento de cidades mais resilientes
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  • Visita Delegação Japonesa aos serviços municipais de segurança e proteção civil
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  • Visita Delegação Japonesa ao Gabinete de Estudos Olisiponenses
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  • Visita Delegação Japonesa ao Museu Arqueológico do Carmo
    Visita Delegação Japonesa ao Museu Arqueológico do Carmo
  • Visita Delegação Japonesa ao Museu Arqueológico do Carmo
    Visita Delegação Japonesa ao Museu Arqueológico do Carmo
  • Visita Delegação Japonesa ao Museu Arqueológico do Carmo
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  • Visita Delegação Japonesa ao Castelo de Sao Jorge
    Visita Delegação Japonesa ao Castelo de Sao Jorge
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Na sessão de abertura do encontro "O Terramoto de Lisboa de 1755 - Contributos para o desenvolvimento de cidades mais resilientes", Carlos Manuel Castro realçou o trabalho “assumido em conjunto”, na área da proteção civil, entre a cidade de Lisboa e o Japão.

A ”aproximação entre a cidade de Lisboa e o Japão está a concretizar-se”, considerou o vereador das Relações Internacionais e da Segurança da Câmara Municipal de Lisboa, no início dos trabalhos, que reuniram, dia 20 de novembro em Lisboa, investigadores portugueses e japoneses na área da segurança e proteção civil.

Para Carlos Manuel Castro, o encontro enquadra-se na prossecução de 3 objetivos “assumidos” pelos serviços municipais de segurança - ”uma cidade melhor, mais resiliente, mais segura” -, envolvendo “instituições locais, nacionais e internacionais”.

O workshop, que abordou a "Integração da gestão dos riscos, prevenção com base nas boas práticas e planeamento e gestão integrada de emergência sísmica", contou com a participação de Hiroshi Azuma, embaixador do Japão em Portugal; Tetsuo Kazumori, Yoshiteru Murosaki, do Hyogo Earthquake Memorial 21st Century Research Institute; Manuel João Ribeiro, Maria João Telhado, Antónia Amzalak, Isabel Pimentel, Cláudia Pinto, Gonçalo Belo, da Câmara Municipal de Lisboa; Manuel Rodrigues, da Polícia Municipal de Lisboa; Tiago Lopes, do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa; Alexandra Queiroz, Maria Manuel Silva, da Associação Portuguesa de Seguradores; Alexandra Rodrigues de Carvalho, Delta Sousa e Silva, Maria do Céu Almeida, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil; Alexandre Abrantes, subdiretor da Escola Nacional de Saúde Pública; Betâmio de Almeida, Carlos Sousa Oliveira, do Instituto Superior Técnico; Filipa Roseta, da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa; Maria Helena Murteira, da Universidade de Évora; Inês Ferro Ribeiro, do Instituto Inter-regional de Investigação de Crime e Justiça das Nações Unidas; João Duarte Fonseca, do Centro de Estudos em Recursos Naturais e Ambiente; Jorge Miguel Miranda, da Organização Mundial de Meteorologia; José Oliveira, da Autoridade Nacional de Proteção Civil; Luís Miguel Sequeira, especialista em computação gráfica; Maria Ana Baptista, do Conselho Científico da Ciência e Tecnologia Fundação Português; Pedro Rodrigues, arquiteto.

No âmbito da proteção civil, anunciou, “no próximo ano, nos 260 do “nosso” terramoto de Lisboa [1 de novembro de 1755] ”, temos a “ambição de fazer a transposição de todo o bom trabalho a nível da ciência para os cidadãos”, um trabalho “difícil” em conjunto com todos os agentes e com as juntas de freguesia, nomeadamente no desenvolvimento do “plano local de emergência”, à escala micro, afirmou.

Hiroshi Azuma, embaixador do Japão, manifestou a vontade de estabelecer "no próximo ano uma grande cooperação entre Lisboa e a província de Hyogo".  Em 2015, assinalam-se 260 anos sobre o terramoto de 1755, em Lisboa, e 20 anos sobre o terramoto de Hyogo, em 1995, no Japão.

Uma cooperação que, para Yoshiteru Murosaki e  Tetsuo Kazumori, do Hyogo Earthquake Memorial 21st Century Research Institute, fundado em 1997, passa por estudar os efeitos do terramoto de Lisboa, comparando os seus efeitos com os desastres ocorridos no Japão, em 1995, e em 2011 no nordeste do Japão.

Para os especialistas japoneses, a "prevenção é o ingrediente secreto", que as cidades devem ter em conta. Uma cidade "segura mas também amada pela população", defendeu Yoshiteru Murosaki.

O encontro, acontece no final de uma visita de vários dias a Lisboa, acompanhada por técnicos da autarquia, que deram a conhecer a orgânica dos serviços municipais de segurança e proteção civil. Interessados na história da cidade, e nas consequências sofridas com o sismo de 1755, os investigadores percorreram demoradamente locais como o Padrão dos Descobrimentos, Gabinete de Estudos Olisiponenses, Castelo de São Jorge, Museu Arqueológico do Carmo, e Museu da Cidade.