Início » Viver » Segurança » Proteção Civil » Planeamento

Planeamento

O planeamento, enquanto instrumento de prevenção e preparação dos mecanismos de atuação face às situações de crise, permite dotar as políticas de proteção civil de uma atitude pró-ativa, com particular incidência nos domínios da prevenção e da gestão de emergência.

Na sua vertente preventiva reforça-se o conceito já apresentado de uma atuação , quer de nível estrutural, quer de cariz operativo. Salienta-se a importância da articulação e integração das opções políticas, sociais e urbanas, como fatores de redução das vulnerabilidades e respetivos riscos associados, mediante uma intervenção concertada e sustentada em termos de desenvolvimento sócio-económico e urbanístico do território. Situam-se, neste âmbito, os planos de urbanização, gerais e de pormenor, os projetos de reabilitação urbana e os programas de realojamento, entre outros.

Ao nível da componente operativa, todo o processo de recenseamento, identificação, análise e avaliação de situações que, no âmbito da (re)produção e consumo do espaço urbano, podem constituir-se em fatores potenciadores de risco e vulnerabilidade.

No domínio do planeamento de emergência, e partindo do pressuposto da impossibilidade de reduzir a zero as ameaças e os fatores de risco que afetam a vida em sociedade, registe-se todo o conjunto de ações relativas à preparação e estado de prontidão para fazer frente à iminência ou ocorrência de situações de acidente grave, catástrofe e calamidade.

Voluntariado

O projeto  de Voluntariado de Proteção  Civil de Lisboa assenta no princípio de que, em situações de acidente grave ou catástrofe, as primeiras medidas de socorro são realizadas pela comunidade.

O papel a desempenhar por estes voluntários assume importância capital, em situação de emergência ou perante acidente grave ou catástrofe.
A constituição de equipas de voluntários de proteção  civil implica o cumprimento de todo um processo de formação, ao longo do qual são abordados temas como o sistema de Proteção  Civil – competências e áreas de intervenção, o risco sísmico na cidade de Lisboa, o fogo e os agentes extintores – procedimentos de proteção  e prevenção, planeamento da emergência e primeiros socorros.

O programa de formação tem como principal objetivo  habilitar estes voluntários para o desempenho de diversas missões quer no âmbito da prevenção, como a identificação de riscos e vulnerabilidades, quer no âmbito da emergência, como a 1ª intervenção em caso de incêndio, a prestação de primeiros socorros ou o apoio à evacuação de edifícios ou áreas de risco e respetivo  encaminhamento para pontos de encontro.

Os Voluntários de Proteção  Civil existentes na cidade de Lisboa estão sob a coordenação das Juntas de Freguesia que participam no projeto .
Se pretende inscrever-se e aderir a este projeto  deve contactar a Junta de Freguesia da sua área de residência.

O projeto  em números:

  • Participações: 24 Juntas de Freguesia, Rede de Emissores Portugueses, Brigada de Apoio Local de Alfama e Associação de Residentes de Telheiras
  • Ações  de formação realizadas (2010/11): 25
  • Voluntários registados: 365
  • Voluntários em formação: 211

Planeamento local de emergencia

O Serviço Municipal de Proteção  Civil de Lisboa tem vindo a desenvolver, desde 2001, inúmeras iniciativas no sentido de dotar as diversas freguesias da cidade com Planos de Emergência Locais e Centros de Operações de Emergência. Este trabalho, realizado em estreita articulação com as Juntas de Freguesia, tem como objetivo último preparar e organizar a população para fazer face à ocorrência de acidentes graves ou catástrofes.

Toda a comunidade tem um papel fundamental na resposta à emergência, que só é eficaz se for pensada e organizada previamente. Ao conjunto dos procedimentos e das responsabilidades de todos os envolvidos na preparação da resposta chama-se Plano Local de Emergência. Este documento tem como diretrizes fundamentais:

  • Atribuição de responsabilidades às entidades envolvidas, onde são tidas em conta a eficácia das ações  e do seu tempo de resposta;
  • Estabelecimento de linhas de coordenação e decisão, onde estão descritas as relações e interdependências entre as organizações envolvidas na resposta;
  • Descrição de procedimentos de resposta visando a proteção  de pessoas e bens;
  • Identificação de voluntários que possam colaborar na resposta à emergência.

Em 2010 a nova Lei de Bases da Proteção Civil vem reforçar este programa ao prever a existência de Unidades Locais.

Plano de contingência para os sem-abrigo perante tempo frio

O  Plano de Contingência (1.3 MB) descreve a atuação  dos serviços e entidades que integram o Sistema Municipal de Proteção  Civil, relativamente às responsabilidades, organização e conceito de operações, no domínio da intervenção social e da proteção  civil, relacionado com a ocorrência de ondas de frio, dirigida especificamente à população de rua da cidade de Lisboa.