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Largo do Conde Barão

LOCALIZAÇÃO DA ÁREA DE INTERVENÇÃO

Freguesia: MISERICÓRDIA

Bairro: CONDE BARÃO

O Largo do Conde Barão está genericamente circunscrito a norte pela frente edificada descendente da encosta da Bica, centrada nos seus três Palácios contíguos – Palácio do Conde-Barão de Alvito, Palácio Almada Carvalhais e Palácio Alarcão – e a sul pela frente edificada plana do aterro da Boavista; no espaço “alargado” que surge entre os eixos bem definidos da Calçada Marquês de Abrantes, vinda da Madragoa, e da Rua da Boavista, vinda do Cais do Sodré.

A intervenção abrange todo o espaço público do Largo, bem delimitado pelas suas densas frentes edificadas norte/sul, fronteiro aos Palácios, complementado na envolvente a nascente e a poente pelo último quarteirão da Rua da Boavista, a partir do seu alargamento após o Beco Francisco André, e pelo primeiro quarteirão da Calçada Marquês de Abrantes, terminando na Av. Dom Carlos I, no sentido de vinda do centro da cidade, como espaços de transição entre estes eixos distribuidores e o espaço do Largo propriamente dito.

Encontra-se igualmente contemplada nesta intervenção a requalificação e reconversão funcional da totalidade da Travessa do Cais do Tojo, bem como dos segmentos finais da Travessa dos Pescadores e da Rua da Silva, na sua interseção respectivamente à Calçada Marquês de Abrantes e ao Largo do Conde Barão, por forma a unificar o espaço público de toda a “Praça” do Conde Barão.

Área de intervenção aproximada: 5.240 m².

Na sequência da aprovação do programa UMA PRAÇA EM CADA BAIRRO, em reunião de Câmara de 28 de Maio de 2014, passou-se para uma recolha de contributos por parte da população mais diretamente ligada aos locais de intervenção.

Com o processo de participação pretendeu-se obter, por parte dos cidadãos, uma avaliação sobre diferentes questões pertinentes na vivência do espaço público, com implicações tanto na concretização do desenho urbano, como na definição de prioridades de requalificação em cada praça, obter igualmente um diagnóstico da situação existente, recolher ideias e sugestões para a zona, apoiar a definição das prioridades de intervenção e integrar nos projetos os resultados em desenvolvimento. 

Desta forma, foram registadas Online participações dos cidadãos para a Largo do Conde Barão, durante o período de dois meses, março e abril de 2015, através da respetiva plataforma digital de participação da CML.

Da análise das preocupações e sugestões apresentadas, salientam-se as seguintes:

NA ENVOLVENTE/PROXIMIDADE

A Rua do Merca-Tudo e a Travessa dos Pescadores servem de beco para se estacionarem carros à noite, sobretudo ao fim-de-semana;

As ruas da zona têm pouca luz e pouca vigilância, juntando grupos de jovens com comportamentos excessivos;

A má frequência da zona afasta investidores e turistas.

CIRCULAÇÃO AUTOMÓVEL

A excessiva ocupação do espaço público pelo automóvel tem de ser reduzida;

As cargas/descargas têm de ser melhor ordenadas;

Nas zonas pedonais, faltam pilaretes para impedirem as passagens indevidas dos carros.

CIRCULAÇÃO PEDONAL

O espaço pedonal tem de ser melhorado;

Os passeios são por vezes estreitos e encontram-se em mau estado de conservação;

Mau estado de conservação dos bancos do largo.

ESPAÇO PARA ESTAR / LAZER

Mais árvores;

Mais espaço para esplanadas;

Aumento da iluminação.

OUTRAS SUGESTÕES E QUESTÕES

Requalificar edifícios degradados;

Investimento nos edifícios existentes, sobretudo ao nível da preservação e revalorização das casas;

Atrair mais e melhor comércio.

Decorreu no dia 12 de abril de 2018, nas instalações da Junta de Freguesia da Misericórdia, na sala Fernando Farinha, uma  sessão pública, organizada pela CML e pela Junta de Freguesia da Misericórdia, para a apresentação do projeto. Foram apresentadas as intenções de intervenção face às questões levantadas na participação online, posteriormente avaliadas e compatibilizadas com as questões técnicas inerentes a este tipo de projetos, e foi acolhida a participação da população.

 

Espaço Público: introdução de um pavimento contínuo com um albedo elevado, que garanta a unidade de todo o espaço público; articulação deste espaço com a intervenção do Largo da Esperança; garantir a continuidade aos percursos pedonais em todas as transversais através do pavimento; pedonalização da Travessa Cais do Tojo;

Economia e Inovação: programa de apoio à reabilitação dos imóveis situados no Largo do Conde Barão; implementação do programa rés-do-chão aos espaços comerciais devolutos;

Forças Fraquezas

Existência de frentes de comércio;

Apropriação do espaço público com esplanadas;

Proximidade da futura estação de metropolitano da Avenida D. Carlos (ligação linha amarela a verde, Rato – Cais do Sodré);

Frentes de património edificado classificado; Via Histórica de saída de Lisboa;

Zona de edificado degradado e devoluto;

Falta de uniformização e coerência ao nível do pavimento;

Zona de sombreamento excessivo criando desconforto;

Reduzida dimensão do passeio sul;

Sobredimensionamento dos lugares de estacionamento;

Interrupções do canal pedonal, devido aos diversos arruamentos que intersetam o Largo;

Oportunidades Ameaças

Potencialidade de reconversão de espaços comerciais em rés-do-chão devolutos;

Implementação do Plano de Urbanização do Núcleo Histórico da Madragoa,

Plano de Pormenor de Reabilitação Urbana do Bairro Alto e Bica,

Planos de Pormenor do Aterro da Boavista Nascente e Poente;

Projeto Urbano Avenida 24 de Julho; 

Estado de conservação do edificado;