Praça da Alegria

LOCALIZAÇÃO DA ÁREA DE INTERVENÇÃO

Freguesia: SANTO ANTÓNIO
Bairro: MÃE D’ÁGUA
 

A Praça da Alegria localiza-se na encosta Poente da Av. da Liberdade, sendo a sua área central ocupada pelo Jardim Alfredo Keil, jardim de planta orgânica de inspiração romântica que se desenvolve em terraço na direcção da avenida. Nos extremos Nascentes da praça encontram-se duas áreas arborizadas, rebaixadas relativamente ao tabuleiro do jardim, ocupadas por estacionamento. 

A área de intervenção proposta para desenvolvimento do projecto abrange ainda os arruamentos contíguos para Norte e Poente da Praça da Alegria: Travessa do Salitre e Rua da Alegria/Rua da Mãe D’Água, respectivamente.

Com excepção da zona central ajardinada, este espaço urbano é marcado pelo seu papel distribuidor no sistema viário das encostas da Avenida da Liberdade e pela presença de estacionamento automóvel, factores que colidem com a mobilidade e acessibilidade de peões, comprometendo a qualidade de fruição e vivência do espaço público.

A área de intervenção definida abrange a Praça da Alegria/Jardim Alfredo Keil, estendendo-se para Norte para a Travessa do Salitre e para Poente através da Rua da Alegria e da Rua da Mãe D’Água.

Área de intervenção aproximada:  10.900 m².

 

Na sequência da aprovação do programa UMA PRAÇA EM CADA BAIRRO, em reunião de Câmara de 28 de Maio de 2014, passou-se para uma recolha de contributos por parte da população mais diretamente ligada aos locais de intervenção.

Com o processo de participação pretendeu-se obter, por parte dos cidadãos, uma avaliação sobre diferentes questões pertinentes na vivência do espaço público, com implicações tanto na concretização do desenho urbano, como na definição de prioridades de requalificação em cada praça, obter igualmente um diagnóstico da situação existente, recolher ideias e sugestões para a zona, apoiar a definição das prioridades de intervenção e integrar nos projetos os resultados em desenvolvimento. 

Desta forma, foram registadas Online participações dos cidadãos para a Praça da Alegria, durante os meses de janeiro e fevereiro de 2015, através da respetiva plataforma digital de participação da CML.

Decorreu, de 7 a 23 de junho de 2019, uma nova fase de participação online para a Praça da Alegria. A Câmara Municipal de Lisboa convidou todos os interessados a responderem a um questionário online, com  o objectivo de atualizar e melhor aferir o diagnóstico da situação existente, bem como possibilitar novos contributos para esta intervenção, agora em fase de execução de proposta de projeto.

No dia 5 de julho de 2019, realizou-se , uma  Opens external link in new windowsessão pública no Cinema São Jorge, organizada pela CML e pela Junta de Freguesia de Santo António, para apresentação desta proposta de projeto de requalificação de espaço público

ESPAÇO PÚBLICO

- A Praça da Alegria sempre foi através dos tempos local privilegiado de encontro de pessoas de vários estratos sociais e culturas e ainda local de manifestações artísticas da mais diversa índole (popular e erudita) quer pela proximidade do principal eixo comercial de Lisboa, Av. da Liberdade, quer pela presença do Parque Mayer, quer ainda pela presença no local de diversas casas de espetáculo tais como o Maxime, Fontória, Ritz Club e Hot Club. Com esta intervenção pretende-se retomar a sua atratibilidade reforçando as suas características centrípetas, como pólo de atração de pessoas e de atividades.

IDENTIDADE E CARÁCTER

- Para tal, será realizada uma requalificação integral do Jardim, com a preservação da imagem romântica da Praça da Alegria, nomeadamente através do reforço de plantação com outras espécies exóticas, do restauro da fonte, da zona da estátua e do bebedouro, como elementos patrimoniais e simbólicos a preservar, com a recuperação dos pavimentos, bancos e candeeiros, conjugando-a com outros equipamentos mais adequados aos usos e funções atuais.

MEDIDAS E SOLUÇÕES

- Reordenamento viário e supressão do estacionamento desordenado, com o redimensionamento das faixas de rodagem e dos estacionamentos permitindo o alargamento dos passeios e a criação de novas zonas eminentemente pedonais;
- Criação de zonas mistas e de desnivelamento de passeios com supressão de lancis, de modo a permitir a circulação inclusiva de pessoas com mobilidade reduzida, em vários espaços e em todas as passadeiras, e a máxima desobstrução dos passeios de armários e outros equipamentos relativos a infraestruturas;
- Melhoria da relação física e espacial do Jardim central com a sua envolvente, nomeadamente através da articulação direta entre os caminhos e atravessamentos do jardim com as passadeiras de ligação, conjugadamente com a eliminação de barreiras visuais e arquitetónicas existentes;
 - Articulação da proposta com intervenções de características similares na área envolvente, como seja a Av. Liberdade e o Parque Mayer, estabelecendo uma linha de continuidade entre espaços com características diversas.

ESPAÇOS VERDES E VEGETAÇÃO

- Seleção de espécies exóticas no Jardim Alfredo Keil que reforcem o seu carácter romântico (séc. XIX) tais como Canforeira, Dragoeiro, Castanheiro-da-índia, bem como Palmeiras muito utilizadas na época, mas resistentes à praga do escaravelho; nas áreas mais ensombradas poderão ser utilizados Fetos incluindo arbóreos e nas zonas com mais sol as famosas Strelizias sp.
 - Selecção de espécies arbóreas nos passeios laterais: Lodãos e Jacarandás que facultam o ensombramento no Verão, sendo que os Jacarandás florescem na Primavera e a sua copa aberta facilita a leitura das fachadas;    

Forças Fraquezas
  • Carácter histórico e patrimonial do local;
  • Zona com identidade e coesão de bairro;
  • Zona associada ao recreio e entretenimento, bem como à cultura;
  • Existência de muito Comércio e Serviços na proximidade, e de muita acessibilidade em termos de transportes públicos;
     
    • Degradação geral do espaço do Jardim e dos seus elementos simbólicos mais antigos, nomeadamente a fonte, a zona da estátua e o bebedouro público;
    • Mau estado de manutenção dos canteiros ajardinados;
    • Pavimentos desadequados e em mau estado de conservação;
    • Estacionamento desordenado e incompatível com o peão em alguns pontos;
    • Topografia do local;
       
      Oportunidades Ameaças
      • Implementação do Plano de Pormenor do Parque Mayer e do Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente, e a respetiva requalificação eminente deste eixo;
      • Reabilitação do edificado, com obras de renovação e de introdução de novas utilizações e a alteração de usos em edifícios da Praça, como seja no âmbito da restauração em pisos térreos, potenciadora da criação de novas esplanadas;

         
        • Demora na requalificação do Parque Mayer e do edificado muito degradado existente, especialmente na Rua da Alegria;
        • Continuação do forte papel distribuidor no sistema viário das encostas da Avenida, nomeadamente na sua ligação à zona do Príncipe Real, limitativo de uma utilização mais humana desta zona;