Início » Viver » Urbanismo » Planeamento Urbano » Plano Diretor Municipal » PDM em Vigor » Estudos de Caracterização » Estudo Setorial sobre Risco Sismico

Estudo Setorial sobre o Risco Sismico

Exemplo: Esta fotografia, tirada no Faial após o sismo de Julho de 1998 (Carvalho 2001), mostra as diferentes consequências do mesmo sismo em duas construções com diferentes resistências sísmicas.

Os sismos são fenómenos geológicos recorrentes e praticamente imprevisíveis. Não é possível prever as datas em que ocorrerão novos sismos potencialmente destrutivos mas é possível estimar a probabilidade de uma dada zona ser atingida por sismos de determinadas características num determinado período de tempo. A caracteristica de recorrência, cientificamente comprovada, implica que zonas como Lisboa, que já foram atingidas por sismos de forte potencial destrutivo no passado, voltarão com certeza a sê-lo no futuro. No entanto é possível evitar grandes tragédias, como a de 1755, estudando os efeitos dos sismos na superfície terrestre e aplicando medidas preventivas para reduzir as suas consequências, pois existe o conhecimento técnico necessário.
 
Estudo Setorial sobre o Risco Sísmico e Contribuições da CML para reduzir o risco sísmico
 
Nível de intervenção 1: Planeamento Urbanístico

- Identificação de zonas de potencial deslizamento de terras;
- Identificação de zonas com potencial de liquefação;
- Identificação de zonas potencialmente inundáveis por tsunamis.
Instrumentos para aplicação destas recomendações: elaboração de cartas.
 
Nível de intervenção 2: Definição mais detalhada da ação sísmica
 
Definição mais detalhada do sismo de projeto do que a constante da legislação portuguesa, o Regulamento de Segurança e Ações, fazendo uso da futura legislação europeia, o Eurocódigo 8, para as zonas de terrenos de Muito Alta Vulnerabilidade Sísmica.
 
Nível de intervenção 3: Reabilitação Urbana
 
Situação atual:
Em geral não há componente de reforço sísmico nas obras de reabilitação de edifícios com níveis de risco elevados ( de acordo com os Censos de 2001 mais de metade dos edifícios de Lisboa foram construidos antes da existência da regulamentação técnica que obriga ao cálculo sísmico, que data de 1958) e permitem-se intervenções, em geral executadas por particulares, que os enfraquecem ainda mais.
 
Recomendações:

1 - Incluir explicitamente uma componente de resistência à ação sísmica em obras de reabilitação de edifícios que verifiquem determinados critérios (por exemplo função do custo e tipo de obra);
2 - Impedir intervenções que reduzam a resistência sísmica das estruturas.
 
Instrumentos para aplicar estas recomendações:
 
1 - Legislação a proibir intervenções negativas;
2 - Legislação sobre obrigatoriedade do reforço;
3 -Recomendações técnicas sobre obras de reforço (inclui decisão política sobre o nível de segurança a exigir).
 
Aposta em melhorar a QUALIDADE de construção (tanto reabilitação como obra nova) para garantir a aplicação da legislação técnica.
 
Referência
Carvalho, E. C. “Mitigação do Risco Sísmico Em Portugal. O Papel do LNEC”, Redução da Vulnerabilidade Sísmica do Edificado, SPES e GECoRPA, Lisboa, 200
 
 (Download PDF) (1.6 MB)
 
Instituto Superior Técnico, Departamento de Engenharia Civil e Arquitetura do Instituto Superior
Professor: Carlos Sousa Oliveira (Professor Catedrático)
Professor Mário Lopes ( Professor Auxiliar)
Departamento de Proteção Civil (DPC)