Futuro do voluntariado debatido em Lisboa

Outubro 22, 2015
  • Encontro Intermunicipal ESTRUTURAS LOCAIS DE VOLUNTARIADO: QUE FUTURO?
    Encontro Intermunicipal ESTRUTURAS LOCAIS DE VOLUNTARIADO: QUE FUTURO?
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“ESTRUTURAS LOCAIS DE VOLUNTARIADO: QUE FUTURO?” foi tema para um Encontro Intermunicipal que decorreu no  dia 22 outubro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Lisboa.

Esta iniciativa, que se insere no programa Lisboa Capital do Voluntariado 2015 e foi organizada pelas Câmaras Municipais de Lisboa, Torres Vedras e Cascais através dos respetivos Bancos Locais de Voluntariado e da Confederação Portuguesa do Voluntariado, contou com a presença de 12 municípios de todo o país, vários Bancos Municipais de Voluntariado, organizações e entidades ligadas à temática.

Na abertura do encontro, os participantes foram recebidos nas escadarias dos Paços do Concelho com uma surpreendente exibição de “A minha cidade“ pela Tuna da Universidade Sénior de Torres Vedras, dirigida pela Professora Fernanda Pinto. Também os famosos pastéis de feijão de Torres Vedras, premiados em 2014, não faltaram para deliciar os presentes.

João Afonso, vereador dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, Cláudia Marques, coordenadora do Banco de Voluntariado da Câmara Municipal de Cascais, Ana Umbelino vereadora da Divisão de Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Torres Vedras, e Susana Queiroga, vice- presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado, abriram o debate, que pretendia refletir sobre a ação dos Bancos Locais de Voluntariado e dos desafios que se colocam para o futuro.

Ao longo do dia foram feitas várias intervenções, apresentados exemplos do papel dos bancos municipais de voluntariado e partilhadas experiências de outras estruturas nacionais e internacionais. Entre eles contava-se Vicente Ballesteros, representante do Centro Europeu do Voluntariado, que falou sobre a importância do Voluntariado na Europa com “cerca de 100 milhões de pessoas a fazer voluntariado”, e da Plataforma de Voluntariado de Espanha e a sua relação com os Bancos/Centros de Voluntariado. A sua intervenção foi seguida por um animado debate moderado pela jornalista Fernanda Freitas. 

Durante a tarde decorreram  seis workshops, apresentações da Fundação Eugénio de Almeida  de Évora e dos três bancos de voluntariado municipais envolvidos neste encontro, cabendo a Rita Leote, da Confederação Portuguesa de Voluntariado, apresentar a síntese final dos trabalhos.

Para João Afonso, este evento visa ser ” um primeiro passo na criação de um espaço de partilha entre as diferentes plataformas de voluntariado e uma oportunidade para se apontar caminhos possíveis para o futuro. A cidadania faz-se com direitos e deveres, é a vontade de sermos mais humanos, citando José Saramago, “e pensar que cada um de nós pode ser mais humano”, concluiu.