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Cemitério Alto de São João

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Cemitério Alto de São João


  Municipal

Em 1833, a crescente mortalidade da população lisboeta, causada por um surto epidémico de cólera, levou à criação do Cemitério do Alto de S. João para suprir às necessidades da zona oriental da cidade.

Na altura, situado “fora de portas”, zona rural de grandes quintas, passou a cemitério de gestão pública em 1841, após a legislação publicada em 1835.

Neste cemitério podemos conhecer um pouco da nossa história desde o século XIX até aos nossos dias.

O edificado arquitetónico é tanto de autoria desconhecida como de arquitetos ou canteiros conceituados. Temos por exemplo na entrada do lado esquerdo o Jazigo dos Beneméritos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, do arquiteto Adães Bermudes e à direita o Jazigo dos Viscondes de Valmor, mecenas das artes e criador do Prémio de Arquitetura com o seu nome, do arquiteto Álvaro Machado, ladeado por quatro estátuas dos escultores Costa Mota, Fernandes Sá, Tomás Costa e Moreira Rato (sobrinho) que representam respetivamente a Arquitetura, a Escultura, a Gravura e a Pintura.

Os heróis da implantação da República são também objeto de homenagem, entre eles, o almirante Cândido dos Reis e o médico Miguel Bombarda, Elias Garcia, António José de Almeida, Machado Santos, Heliodoro Salgado, Borges Graínha, os antifascistas que sucumbiram no campo do Tarrafal, durante a Ditadura do Estado Novo.

De realçar ainda o jazigo de homenagem aos Beneméritos da Cidade.
Existem ainda dois talhões privativos, um destinado aos Bombeiros Voluntários, o outro aos Combatentes, bem como a cripta dos Combatentes, a cargo da Liga dos Combatentes, que também pode ser visitada.
Entre jazigos e sepulturas onde repousam figuras de destaque nas mais variadas áreas, das letras às artes, da ciência à política, lado a lado com cidadãos anónimos, podemos ainda conhecer os túmulos donde repousam figuras femininas que se destacaram na vida social e política como republicanas e ativistas, percursoras de movimentos pacifistas e femininos, como Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete, Angelina Vidal e Maria Veleda.

Em 1925, foi aqui construído o primeiro forno crematório do país desativado onze anos depois, por motivos políticos e retomado o seu funcionamento em 1985.

José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, falecido em 18 de Junho de 2010, foi uma das figuras públicas aqui cremada, bem como Álvaro Cunhal, político antifascista e ministro nos primeiros quatro governos provisórios, falecido em 13 de Junho de 2005, cujas cinzas foram depositadas, num dos cendrários existentes: Oriente, Jardim da Saudade e Jardim da Memória, este último inaugurado em Abril de 2013.

Opening hours:

Inverno
. Abertura ao público: 09h00 - 17h00
. Serviços Administrativos: 09h00 - 16h00
. Realização de funerais: 9h00 - 11h30 / 13h30 - 16h00

Verão
. Abertura ao público: 09h00 - 18h00
. Serviços Administrativos: 09h00 - 16h00
. Realização de funerais: 9h00 - 11h30 / 13h30 - 16h00
A entrada nos Cemitérios termina 30 minutos antes do fecho. 

Transport:

Autocarros 718 e 742

Contact

  +351 218 161 020

Location

Parada do Alto de São João1900-053 Lisboa
Lisboa

Zone: Centro Histórico
Date of update:
2014