Home » Living in » Trade » News

Fernando Medina na quarta Gala da AHRESP

31, May 2018
Conciliar o crescimento da procura com a qualificação da oferta e do território “como condição essencial para a qualidade de vida dos que habitam e trabalham na cidade é a equação virtuosa” que a cidade e o país precisam, afirmou Fernando Medina na cerimónia de entrega dos Prémios AHRESP 2018.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa participou em 30 de maio da quarta Gala da AHRESP  - Associação da Hotelaria e Similares de Portugal -, uma cerimónia que decorreu no Pavilhão Carlos Lopes e teve como apresentadora Catarina Furtado. Fernando Medina salientou a intervenção construtiva da associação junto da autarquia e deixou desafios para o futuro do turismo e da restauração na cidade. 

“Já nos conhecemos há muitos anos, já discordámos muitas vezes e concordado outras tantas, mas há uma marca que eu tenho de reconhecer: a AHRESP distingue-se na intervenção cívica e pública com a característica de que nunca traz um problema sem uma proposta de solução.” Foi desta forma que Fernando Medina iniciou a sua intervenção na cerimónia, para afirmar depois que é “um enorme privilégio ter um parceiro assim, com o qual podemos contar, sempre, para a governação de uma realidade tão complexa da cidade de Lisboa.”

O edil salienta ainda a importância do setor no desenvolvimento da cidade, considerando que é necessário criar condições para aumentar a competitividade, criar mais oferta, gerar mais procura, mais emprego e investimento. 

“As coisas vão bem e é muito do vosso trabalho que conseguimos chegar onde estamos” sublinha Fernando Medina, que identifica como prioridade atual da cidade a gestão do crescimento. “Fazer com que este momento se prolongue mais no tempo” é, por isso, um desafio, e o caminho passa por assegurar que haja mais oferta turística em Lisboa, na região e no país. O que exige, continua, a resolução de “questões simples” como a capacidade das infraestruturas aeroportuárias, a capacidade organizativa das cidades, a capacidade de organização e ligação das várias zonas turísticas do país. 

“Temos um imenso trabalho a fazer”, vinca o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e para isso é preciso perceber que a cidade necessita de se adaptar ao crescimento do turismo. “É um erro dizer que há turismo a mais, mas é igualmente um erro achar que uma cidade está a crescer há tantos anos sem nada ter que fazer para se adaptar a esta mudança”, conclui, concretizando que é necessário compatibilizar “de forma muito clara e precisa” o crescimento do turismo, do investimento e do emprego que queremos neste setor, com a qualidade de vida dos residentes, o acesso à habitação, o acesso a transportes públicos de qualidade e a promoção de infraestruturas que respondam à realidade da cidade, preservando os seus elementos de autenticidade.