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O Estuário do Tejo

Estuário do Tejo

O estuário do Tejo é um dos maiores da Europa Ocidental. Devido às suas condições únicas foi criada, na zona superior deste estuário, a Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET), através do Decreto-lei n.º 565/76, de 19 de julho. Posteriormente, em 1991, foi criada a Zona de Proteção Especial (ZPE) do Estuário do Tejo, que engloba a Reserva Natural. 

 

 

A zona da frente ribeirinha do Parque das Nações, situada na orla norte do estuário, integra uma zona de sapal e desde 1996 que tem sido objeto de uma monitorização ambiental. A partir de 2010  a Câmara Municipal de Lisboa assumiu este encargo, tendo o estudo sido estendido a toda a frente ribeirinha de Lisboa.

 

Esta monitorização ambiental tem estudado diversas componentes biológicas, incidindo atualmente sobre as comunidades de macroinvertebrados bentónicos, a granulometria e os teores de matéria orgânica dos sedimentos. Tem-se verificado uma tendência genérica de melhoria do estado de conservação das diversas comunidades estudadas.

Principais Espécies Inventariados

Sapais

Desempenham um papel fundamental na manutenção do equilíbrio ecológico do sistema.

As plantas de sapal mais abundantes na zona são Sarcocornia fruticosa, Sarcocornia perennis, Polygonum maritimum, Halimione portulacoides e Aster tripolium.

Invertebrados

Têm um papel de relevo na cadeia alimentar e alguns apresentam interesse económico.

Minhoca-da-pesca (Hedistes diversicolor) e outros anelídeos, lambujinha (Scrobicularia plana) e o búzio (Hydrobia ulvae).

Vários crustáceos, nomeadamente isópodes, anfípodes e decápodes, como o camarão-mouro (Crangon crangon) e o caranguejo verde (Carcinus maenas).

Peixes

As espécies de peixe mais abundantes no local são: as taínhas (família Mugillidae), o xarroco (Halobatrachus didactylus) e alguns cabozes (Gobius niger, Pomatoschistus minutus e Pomatoschistus microps).

Presença também de juvenis de espécies com elevado valor comercial, nomeadamente de robalo (Dicentrarchus labrax), corvina (Argyrosomus regius), sargos (Diplodus spp.) e linguados (Solea spp.).

Aves

Os estuários são muito importantes para as aves, pois constituem zona de invernada, de passagem ou de nidificação para muitas aves.

Na zona ribeirinha do Parque das Nações é comum a presença de gaivota-de-asa-escura (Larus fuscus), guincho (Larus ridibundus), marrequinha (Anas crecca), maçarico-de-bico-direito (Limosa limosa), pilrito-comum (Calidris alpina) e borrelhos (Charadrius spp.). São observados também com alguma frequência exemplares de flamingos (Phoenicopterus ruber) e de garça-real (Ardea cinerea).