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Corredor Verde Estruturante do Vale de Alcântara

O corredor verde do Vale de Alcântara representa uma importante estrutura do sistema hídrico na cidade e configura um potencial eixo verde muito relevante.

Faz a ligação entre a área planáltica da cidade e a frente ribeirinha na zona de Alcântara.

Dada a falta de estruturação territorial resultado de uma imbricada rede rodoviária e ferroviária, caracteriza-se por ser actualmente uma ligação impossível do ponto de vista pedonal ou ciclável. O actual corredor em projecto caracteriza-se assim por aliar objectivos de importância ecológica, relacionados com a regularização do sistema hídrico, a recuperação e aumento do coberto vegetal, a continuidade ecológica com o Parque Florestal de Monsanto e a utilização de água reciclada para redução do consumo de água potável, com aspectos de resposta à falta de mobilidade activa. Assim, para além de troços em que o aspecto da continuidade ecológica e da ligação entre espaços assume um carácter fortemente linear, haverá espaços de maior dimensão capazes de proporcionar recreio e lazer, com destaque para a área de enquadramento ao aqueduto das Águas Livres e para o Parque Urbano da Quinta da Bela-Flor em Campolide.

Para o funcionamento do corredor, torna-se necessária a construção de uma ponte ciclopedonal e de um túnel com a mesmas função. A actual cobertura da ETAR de Alcântara representa uma mancha verde relevante numa nova Avenida de Ceuta que verá renovados os espaços verdes e ser introduzida a água reciclada na rega e como elemento de recreio.

Tendo em vista uma cidade mais ecológica e ambientalmente sustentável, o Vale de Alcântara irá constituir-se como um corredor estruturante da cidade de Lisboa, ligando Monsanto ao Tejo.

Este corredor tem uma importância vital no processo de adaptação às alterações climáticas, nomeadamente através do aumento das zonas verdes arborizadas e da otimização do ciclo da água.

Ao contrário do que se passa actualmente, o percurso passará a poder ser integralmente feito a pé ou de bicicleta, sem recurso a veículos motorizados.

Serão intervencionados cerca de 13 hectares, ao longo de mais de 3Km, harmonizando:
- Corredores ciclo-pedonais;
- Novos espaços verdes;
- Mais e melhor iluminação;
- A utilização de água reciclada para rega;
- Equipamento urbano;
- Mais de 700 novas árvores.

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Repartida em quatro grandes segmentos, a intervenção incidirá sobre:

Da Quinta do Zé Pinto à Estação de Campolide

Partindo do “Corredor Verde Monsanto - Parque Eduardo VII”, nasce, no Parque Urbano da Quinta do Zé Pinto, o novo Vale de Alcântara, que, bordejando o Parque Florestal de Monsanto, segue um percurso assente na sucessão de novos espaços verdes…
- na direcção do Bairro da Liberdade…
- e do Aqueduto das Águas Livres.

Atualmente pouco fluído para peões e ciclistas, o acesso à interface ferroviária de Campolide, ponto de partida de comboios para múltiplos destinos dentro e fora da Grande Lisboa, sofre grandes melhorias para a circulação de pessoas a pé ou de bicicleta. O antes longe torna-se agora mais perto.

Envolvente ao Aqueduto das Águas Livres

Um novo viaduto ciclo-pedonal facilitará o acesso da Estação de Campolide ao novo Parque Urbano da Quinta da Bela-Flôr, ativando-se assim uma área vital da cidade. Será finalmente possível caminhar entre os arcos do icónico e majestoso Aqueduto das Águas Livres e contemplar o Parque Florestal de Monsanto, mesmo em frente.

Novo Parque Urbano da Quinta da Bela Flôr

Este projeto prevê um parque urbano na Quinta da Bela Flôr, com quase 5 hectares, que combinará lazer e produção hortícola. Uma nova passagem sob a linha férrea assegurará a continuidade do percurso ciclo-pedonal rumo ao Tejo.

Avenida de Ceuta

Sem perder de vista o papel da Avenida de Ceuta como uma das principais vias de circulação automóvel da cidade, a intervenção garantirá o aumento da segurança rodoviária e da qualidade das acessibilidades, através da criação de uma faixa dedicada a transportes públicos e de mais e melhores pontos de atravessamento e acesso às áreas habitacionais.

A água é um dos aspetos-chave de toda a intervenção.

A moderna ETAR de Alcântara, o maior edifício da europa em cobertura verde, permitirá a reutilização da água que percorre o vale através do respetivo caneiro, sobretudo para a rega de espaços verdes, por meio de uma rede de água reciclada que se irá alargar a outros pontos da cidade.

A expansão das zonas verdes, da variedade florística e dos redutos aquíferos serão importantes focos de atratividade do trajeto requalificado que, entre outros objetivos, visa manter e amplificar a biodiversidade.

Mais do que pela sua dimensão ou extensão, são principalmente os seus objetivos ecológicos e ambientais que fazem deste um projeto fundamental para aproximar ainda mais Lisboa dos seus habitantes, para ligar Monsanto ao Tejo, trazendo novos visitantes a novos pontos de interesse.