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Parques Hortícolas Municipais

A Câmara Municipal de Lisboa iniciou, em 2007, o desenvolvimento de uma estratégia para a agricultura urbana, tendo criado, a partir de 2011, vários parques hortícolas – jardins ou parques urbanos com todas as valências próprias destes espaços (áreas de relvado, parque infantil, quiosque, equipamentos de fitness, pistas cicláveis, entre outros) e onde se limitam áreas, também, para a prática da agricultura.

Para além da disponibilização dos talhões, o Município fornece as vedações, os abrigos para armazenamento das alfaias, a água para rega, formação e acompanhamento técnico.

Os talhões são atribuídos mediante Concurso Público, tendo como critérios a distância da residência ao parque e, em caso de empate, a data e hora de entrega de candidatura.

A divulgação dos concursos é sempre efetuada da mesma forma: portal institucional da CML, editais das Juntas de Freguesias onde se localizam os parques, sedes das Associações de Moradores, quiosques municipais existentes e restantes meios de comunicação social.

Em 2011 foram inaugurados os dois primeiros parques: Quinta da Granja, com 56 talhões de 150m2 e Jardins de Campolide, com 22 talhões, entre os 50 e os 100 m2. Mas Lisboa conta, atualmente, com 14 parques hortícolas, servindo mais de 500 famílias.

Para os próximos meses o Município de Lisboa pretende continuar a ser uma referência nacional e internacional a este nível, estando prevista a abertura de novos parques – Vale Fundão (Marvila), Casalinho da Ajuda (Ajuda), Quinta das Carmelitas e Parque de Carnide (Carnide).

Os parques hortícolas fomentam o recreio e um estilo de vida saudável, ao ar livre, assumindo-se como uma alternativa de ocupação de tempos livres e uma oportunidade para os mais jovens adquirirem novas competências.
Estes espaços e atividades permitem o desenvolvimento de uma consciência ambiental pela aprendizagem e aplicação de boas práticas agrícolas. Também a interajuda e partilha de conhecimentos no cultivo das hortas reforçam as relações sociais de vizinhança entre os utilizadores.

Ao nível ambiental, os espaços hortícolas promovem o equilíbrio ecológico do território, quando, como é o caso, neles se aplicam as boas práticas agrícolas. Estas práticas protegem a biodiversidade e os ecossistemas, aumentam a fertilidade e drenagem dos solos. Contribuem, ainda, para a manutenção da humidade, a diminuição de temperatura e a libertação de oxigénio, amenizando, deste modo, o impacto ambiental da excessiva pressão demográfica.

NOTAS: A estratégia de Lisboa de construção de estrutura verde com base na ideia de geração de sistemas e usos multifuncionais, incluindo parques hortícolas visitáveis pelo público, tem sido estudada com exemplo internacional de boas práticas no âmbito da  Ação COST TU1201 “Urban Allotment Gardens”. 

Em 2016,  foi editado o o  relatório final do estudo Avaliação da Qualidade dos Solos, das Águas Subterrâneas e das Espécies Hortícolas em Hortas Urbanas de Lisboa (6.7 MB), no âmbito de um protocolo de colaboração entre a Junta de Freguesia de Alvalade e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e que, entre outros objetivos, indica um conjunto de medidas de mitigação e de recomendações visando a proteção da saúde pública em relação aos vegetais produzidos nas hortas urbanas da cidade de Lisboa.

 Ver Localização dos Parques Hortícolas (2.9 MB)

 

Jardins de Campolide
Quinta da Granja
Telheiras
Cerca da Graça
Quinta Nossa Srª da Paz