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Captura, Esterilização e Recolocação

Nos termos da legislação em vigor, cabe às Câmaras Municipais proceder ao controle das populações de animais errantes, de modo a salvaguardar a saúde pública e o meio ambiente, bem como promover a correção das situações que possibilitam a subsistência de animais na via ou quaisquer outros lugares públicos, bem como o cumprimento da Lei em vigor que determina que em cada fogo não podem ser acolhidos mais do que 4 gatos.

Os gatos são animais que gostam e precisam de deambular ao ar livre.

É do nosso conhecimento a existência de numerosos gatos errantes que invadem algumas zonas da Cidade, provocando incómodos e insalubridade.

Temos procedido, sempre que solicitado, à sua captura.

No entanto, a captura de animais e a sua occisão não são a maneira mais eficaz de lidar com o excesso de gatos vadios, pois não tem qualquer efeito na origem do problema: o excesso de produção de animais.

Torna-se então necessário a tomada de outras medidas, das quais se destaca o controlo da reprodução através da esterilização – Programas CER (Captura, Esterilização e Recolocação).

Apenas, com a captura, reduz-se temporariamente a população de gatos errantes num determinado local, o que aumenta as probabilidades de sobrevivência dos restantes e encoraja a migração de outros para essas “zonas limpas”.

Se tivermos em conta que, um casal de gatos pode ter duas ou mais ninhadas por ano, podendo vir a gerar exponencialmente 420.000 animais ao fim de um período de sete anos, é fácil tomar consciência de como é importante tomar medidas eficazes de controle desta situação.

Medidas
Essas medidas passam por:

  • Captura dos animais;
  • Despiste das principais doenças e, no caso dos gatos saudáveis, a esterilização e libertação de novo no local, em número adequado aos espaços e caraterísticas do local.

Aconselha-se que sejam tomadas as seguintes medidas:

  • Não forneça restos de comida aos animais, provenientes de refeições, os quais não constituem uma alimentação completa nem equilibrada, para além dos motivos higiénicos; recomenda-se a utilização de comida seca, nas doses indicadas pela marca fornecedora e colocada em recipientes facilmente laváveis; os recipientes de alimentação deverão ser em número proporcional aos animais e colocados em área apropriada;
  • Forneça água em abundância e renove-a com frequência, especialmente se for utilizada ração seca; os recipientes da água deverão ser igualmente colocados no interior do recinto referido;
  • Desparasite os animais, com o uso de desparasitantes de largo espetro (ativos contra nemátodos e cestodos), utilizados a intervalos de 3-4 meses. Deverão ser desparasitados todos os animais em simultâneo;
  • Coloque caixas para dejetos, em número proporcional ao número de gatos, nas quais deve ser colocada. preferencialmente, areia própria para esse fim, ou mesmo serradura ou areia vulgar, sendo estas últimas pouco absorventes; os animais adaptam-se facilmente a defecar e urinar no local, devendo proceder à limpeza diária das referidas caixas; este método facilita a higiene do local, bem como a prevenção da transmissão de doenças cujos agentes são veiculados pelas fezes dos gatos, destacando-se a prevenção da toxoplasmose;
  • Se possível, construa um abrigo, com cobertura total ou parcial, com uma superfície mínima de 0.6 m2 por animal adulto, a qual funcionará como área de repouso, de alimentação e dejetos.

Com a aplicação das medidas propostas, está a contribuir para o bem-estar dos animais e dos utilizadores do espaço e para um ambiente mais saudável.

Está provado que, este método, apresenta as seguintes vantagens:

  • Estabiliza o número de animais nas colónias;
  • Elimina os comportamentos associados ao acasalamento;
  • É mais eficaz, dado que os animais não são retirados do local, não existindo a possibilidade de migrações e de futura procriação;
  • Ajudam a combater os roedores;
  • Para além disso, o custo é menor e pode-se proporcionar uma vida melhor a esses animais.

Estas colónias deverão depois ser supervisionadas devendo ser-lhes proporcionada uma correta alimentação, desparasitações externas e internas periódicas, vigilância sobre o seu estado de saúde e mudanças frequentes das caixas de dejeções (caso existam). A Câmara Municipal de Lisboa está disponível para participar na vigilância de saúde dos animais, através dos médicos veterinários municipais.