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Centro de Arqueologia de Lisboa

Missão

Centro de recursos arqueológicos dedicado à cidade de Lisboa, constitui um equipamento cultural municipal, polivalente e multidisciplinar, sede operacional das competências legais da autarquia em matéria de Arqueologia. O CAL é o centro para onde convergem todos os que investigam, trabalham e querem conhecer melhor as diferentes dimensões da arqueologia de Lisboa.

Com a constituição do Centro de Arqueologia de Lisboa em 2013, a Câmara Municipal de Lisboa deu um claro sinal de que pretende assumir maiores responsabilidades na gestão e no tratamento da informação arqueológica da sua circunscrição territorial. Na verdade, a ligação entre a CML e a atividade arqueológica na cidade de Lisboa remontará à década de 60 do séc. XX, ainda que só na década de 90 se tenha iniciado a constituição de um Serviço de Arqueologia, então adstrito ao Museu da Cidade, de cuja extinção resultou o CAL.

A inclusão no Plano Diretor Municipal de Lisboa de normativo de proteção do património arqueológico, em 1994, revelou-se fundamental no incremento da atividade arqueológica na cidade, mantendo-se como um imperativo legal na recente revisão de 2012, de acordo com os três Níveis de Sensibilidade Arqueológica aí definidos (Cfr. Planta de Níveis Arqueológicos) [1].

Paulatinamente a Arqueologia foi-se integrando na sua dinâmica urbanística, afirmando-se como uma disciplina incontornável na gestão dos múltiplos projetos de construção (e não só) que diariamente surgem na autarquia, sujeita a solicitações que saem do âmbito estritamente arqueológico.

Como consequência deste comprometimento legal, aumentaram exponencialmente a informação e as materialidades do passado, situação que coloca a Arqueologia num patamar de exigência mais abrangente. Foi deixando de ser uma mera disciplina da História, cujo objetivo seria recuperar o conhecimento do passado, para se tornar num ator urbanístico, com competências e responsabilidades diretas e objetivas na gestão da cidade. 

Atualmente, fruto de um entendimento institucional entre a autarquia e a tutela (Direção Geral do Património Cultural), o CAL, além de ser uma unidade orgânica técnica de apoio à ação da Câmara Municipal de Lisboa na área da Arqueologia, é o repositório preferencial do imenso espólio exumado na cidade, pretendendo ser igualmente o da documentação de registo produzida. Podemos considerar que se trata de um arquivo da arqueologia olisiponense, cujas potencialidades têm que ser desenvolvidas e fruídas pública e cientificamente, garantindo que a memória da cidade transita de geração para geração.

O CAL, além das instalações na Av. da Índia, conta com um gabinete de apoio na Rua do Barão, no centro histórico, onde se desenvolve o maior número de intervenções arqueológicas, fruto da sua elevada sensibilidade patrimonial. Faz ainda a gestão de dois espaços de reserva, em Pedrouços e no Bairro do Rego, onde são depositados os diferentes espólios exumados na área do município.

Consulte o Programa  Aqui (728 KB)


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