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2ª edição

Na 2ª edição, O Projeto “Selo Saudável” tem como finalidade incentivar, através de uma distinção pública, as instituições a implementarem um conjunto de normas, garantindo o cumprimento de requisitos para uma alimentação mais saudável tendo como base o padrão alimentar mediterrânico.

Podem candidatar-se: entidades públicas, instituições particulares de solidariedade social e as que lhe são legalmente equiparadas, bem como as associações, fundações e outras pessoas coletivas privadas de âmbito social sem fins lucrativos, que tenham sob a sua administração equipamentos com gestão direta de refeições e confeção no local, cujos menus se possam adaptar facilmente ao padrão alimentar mediterrânico.

Identifica-se com o Padrão da Dieta Mediterrânica?

A sua entidade tem cozinha própria?

Pode consultar  aqui (6.4 MB) o manual do Projeto “Selo Saudável”.

Sobre o Projeto “Selo Saudável”

Projeto Piloto“Selo Saudável”

Segundo o relatório do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável – 2017, os hábitos alimentares inadequados constituem, em Portugal, o principal fator de risco para o número total de vida saudáveis perdidos (15,8%), sendo este um fator de risco passível de ser modificado através de uma estratégia concertada para a promoção da alimentação saudável.

Face aos números, apostar na prevenção e promoção de hábitos alimentares saudáveis é decisivo. A obesidade, tal como outras doenças crónicas, as cardiovasculares ou a diabetes, estão claramente dependentes de uma alimentação saudável.

Neste sentido, segundo vários estudos científicos, a escolha de um padrão alimentar do tipo mediterrânico garante uma vida mais equilibrada e oferece um maior bem-estar.

A Dieta Mediterrânica, reconhecida como Património Cultural e Imaterial da Humanidade, para além dos inúmeros benefícios para a saúde, contribuí também para o desenvolvimento da agricultura e da economia local.

Sendo a alimentação um dos determinantes com maior impacto na saúde individual e coletiva e estar diretamente relacionada com o aparecimento de inúmeras doenças, é verdadeiramente fundamental ser tratada de uma forma transversal, abrangendo todo o ciclo de vida, desde a gestação, infância, juventude, idade adulta e velhice.

Neste sentido, o Município de Lisboa, no âmbito das suas competências relacionadas com a promoção da saúde, e o planeamento de políticas locais de saúde, não ficou indiferente à necessidade de intervir nesta área, tendo sido lançado em 2016 o “Projecto Piloto “Selo Saudável”, uma iniciativa conjunta entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Direção-Geral da Saúde/ Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.

Este Projeto tem como objetivo incentivar, através de uma distinção pública, as instituições a implementarem um conjunto de normas, garantindo o cumprimento de requisitos para uma alimentação mais saudável tendo como base o padrão alimentar mediterrânico.

E destina-se a que IPSS’s ou equiparadas, associações, cooperativas, com atividade em Lisboa, que tenham confeção própria de refeições possam aderir ao projeto, sendo os principais beneficiários o órgão de gestão do equipamento, os manipuladores das refeições e toda a comunidade que utilize o refeitório. Em 2017 será alargado também a entidades públicas.

Dados da Fase piloto

Foram recebidas 27 candidaturas de entidades de várias áreas de intervenção, como idosos, crianças, pessoas com deficiência, pessoas portadoras de HIV e adultos em situação de vulnerabilidade.

Obtiveram-se 17 candidaturas validadas, atingindo potencialmente as refeições de cerca de 4.167 utentes.

Foram realizadas às entidades 9 ações de sensibilização e capacitação abrangendo cerca de 150 pessoas de 20 entidades e 2 showcooking com participação do Chef Fábio Bernardino.

Decorrido o período para a implementação dos requisitos exigidos e de forma a aferir o cumprimento dos mesmos, bem como a respetiva atribuição do selo, considerou-se que todas as Entidades teriam que obrigatoriamente enviar documentação referente a:

Ementas do mês anterior ao período de avaliação (Agosto ou Setembro);
Fichas técnicas das respectivas ementas;
Registo fotográfico ou outro, das ações de sensibilização efetuadas no âmbito do projeto.

Neste período foram realizadas 60 visitas técnicas às entidades para avaliação e monitorização do projeto.

Vão receber nesta 1ª fase o Selo Saudável 10 entidades, às restantes 7 será concedido um período de 2 meses, a partir do dia 18 dezembro, para correcção das anomalias detectadas e/ou entrega de documentação em falta para posterior reavaliação e entrega do selo.

Caminhos de Infância
Associação Ester Janz
Associação Paralisia Cerebral de Lisboa- Centro Krus Abecasis
Associação da Penha de França
Companheiro – Associação Fraternidade Cristã
Nuclisol Jean Piaget
Associação Infante Sagres
Abraço- Associação de Apoio a Pessoas com VIH/Sida
Centro Social e Paroquial São João de Brito

Casa Menino de Deus

App Mobile
 
Atentos às novas tecnologias desenvolveu-se uma aplicação móvel totalmente inovadora e criada para o efeito, com conteúdos dirigidos ao público em geral e às entidades candidatas e aderentes, onde é possível realizar a monitorização do projecto dando visibilidade pública às boas práticas desenvolvidas por estas.