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Zonas 30

Segundo as Nações Unidas (2007) uma “Cidade Segura” é uma “Cidade Justa”, e tal só é possível se as pessoas forem o elemento central do desenho urbano, traduzindo-se então esta ordem de prioridades na qualidade do espaço público.

As Zonas 30 devem ser implementadas em zonas residenciais, em áreas com elevada atividade comercial, na proximidade de equipamentos escolares, tendo como objetivo:

  • Reduzir a velocidade de circulação;
  • Reduzir a ocorrência e a gravidade de acidentes;
  • Diminuir o tráfego de atravessamento indesejado;
  • Reduzir a poluição sonora e ambiental;
  • Garantir a segurança rodoviária.

Para a criação de uma Zona 30 é conveniente a definição de uma área urbana homogénea, preferencialmente zonas residenciais, sendo necessário assinalar as “entradas” e “saídas”, quer através da construção de medidas que obriguem ao abrandamento, quer através da sinalização vertical.

No interior da Zona 30 a sinalização vertical deve ser reduzida ao mínimo, devendo a acalmia de tráfego ser garantida através de alterações físicas no espaço urbano, que conduzam à sua requalificação, tais como:

  • Redução da largura da via e aumento do espaço pedonal;
  • Introdução de elementos que transmitam a perceção de redução da largura da via aos automobilistas (arbustos/árvores, mobiliário urbano, entre outros);
  • Diminuição dos raios de curvatura;
  • Descontinuidade no alinhamento do eixo rodoviário;
  • Sobre-elevação da via e consequente nivelamento dos atravessamentos pedonais;
  • Partilha dos espaços de circulação.