Pagina principal
Urbanismo » Espaço Público » Uma Praça em Cada Bairro » Alameda das Linhas de Torres

Alameda das Linhas de Torres / Rua do Lumiar

LOCALIZAÇÃO DA ÁREA DE INTERVENÇÃO

Freguesia: LUMIAR
Bairro: LUMIAR
 

A área de intervenção da Alameda das Linhas de Torres  encontra-se inserida na zona norte da cidade, constituindo a porta norte de entrada em Lisboa do corredor oeste da área metropolitana.

A Alameda das Linhas de Torres integra um traçado urbano regular, antiga rua de saída para Norte da cidade e actual área de confluência de múltiplas artérias rodoviárias, com particular importância para a Avenida Padre Cruz e pelo viaduto do Eixo Norte – Sul, que permite entradas e saídas do mesmo para a cidade neste local.

Ao nível da cidade, também esta centralidade constitui o ponto de afluência natural, de todos os bairros das freguesias de Santa Clara e Lumiar, motivo pelo qual o seu caráter aglutinador ser tão importante e a sua requalificação tão desejada.

A intervenção é limitada a norte, pela Rua do Lumiar e Rua Alexandre Ferreira; a nascente pela Estrada da Torre; a sul pela Alameda das Linhas de Torres e Rua Virgínia Vitorino; o limite poente da intervenção é a Avenida Padre Cruz, incluindo o troço da R. Dr. Henrique Martins Gomes.    

Tendo sido definido duas áreas distintas:

Área de Projeto – 10.607m2;

Área de Estudo – 20.412m2.

 

 

Início Obra: janeiro 2017

Obra Concluída em novembro de 2017

Empreiteiro: Consórcio Vibeiras/Luis Fazão

 

Objetivos

  • Aumentar as áreas para peões, de estadia e de circulação, com mais pavimentos confortáveis;
  • Alargar os passeios, junto aos edifícios da Alameda das linhas de Torres, promovendo a estadia, o convívio e a instalação de esplanadas;
  • Aumentar o espaço natural com mais árvores, arbustos e canteiros;
  • Promover o comércio e a instalação de quiosques;
  • Relocalizar a praça de táxis do lado poente da Alameda;
  • Reorganizar o mobiliário e os equipamentos urbanos;
  • Melhorar as zonas de interface rodoviário (autocarros urbanos/suburbanos), integrando-as na arborização existente, através de dois alinhamentos de abrigos;
  • Promover os modos suaves de locomoção através da criação de via bus e ciclovia, entre a Alameda das Linhas de Torres e a Rua Alexandre Ferreira;
  • Melhorar a carácter de alameda através do novo desenho urbano e da arborização.

Na “Praça verde” pretende-se:

  • Criar um jardim intergeracional, com áreas de lazer e de exercício ao ar livre e parque infantil, sob o tabuleiro do viaduto Eixo N/S (protegido da chuva e com iluminação noturna);
  • Alargar os passeios e criar espaços de estadia e de convívio;
  • Implantar um quiosque, sob o tabuleiro do viaduto, junto ao parque infantil, com apoio de bar;
  • Criar uma bolsa de estacionamento para 30 automóveis;
  • Integrar o edifício da futura Universidade Sénior.

 

O concurso de empreitada para a requalificação do espaço público da Alameda das Linhas de Torres foi aprovado em Reunião de Câmara do dia 16 de Dezembro de 2015 (Proposta n.º 818/2015).

A adjudicação da empreitada foi aprovada na Reunião de Câmara de 13 de outubro de 2016 (Proposta n.º 529/2016).

Na sequência da aprovação do programa UMA PRAÇA EM CADA BAIRRO, em reunião de Câmara de 28 de maio de 2014, passou-se para uma recolha de contributos por parte da população mais diretamente ligada aos locais de intervenção.

Com o processo de participação pretendeu-se obter, por parte dos cidadãos, uma avaliação sobre diferentes questões pertinentes na vivência do espaço público, com implicações tanto na concretização do desenho urbano, como na definição de prioridades de requalificação em cada praça, obter igualmente um diagnóstico da situação existente, recolher ideias e sugestões para a zona, apoiar a definição das prioridades de intervenção e integrar nos projetos os resultados em desenvolvimento. 

Desta forma, foram registadas Online participações dos cidadãos para a Alameda das Linhas de Torres, durante os meses de janeiro e fevereiro de 2015, através da respetiva plataforma digital de participação da CML.

Foi também realizada uma  sessão pública, no dia 4 de junho de 2015, no auditório das Escola Profissional Gustave Eiffel / Campus Académico do Lumiar, com vista promover a participação da população face ao projeto em desenvolvimento. 

Da análise das preocupações e sugestões apresentadas durante a fase de participação Online, salientam-se as seguintes:

ESPAÇO PARA O PEÃO

  • alargamento dos passeios e integração de vegetação e aumento dos espaços verdes, fornecendo mais sombras no espaço público;
  • elevar as passadeiras a cota do passeio, para diminuir a velocidade dos automóveis.

CIRCULAÇÃO E MOBILIDADE

  • introdução de ciclovias (que estão a ser estudadas no âmbito da rede ciclável da cidade);
  • implementação de medidas que visem a minimização / abolição do estacionamento abusivo de automóveis e motociclos nos passeios, através da introdução de elementos dissuasores;
  • medidas que desencadeiem a diminuição da circulação automóvel e a melhoria da circulação pedonal, introduzindo atravessamentos mais directos e eficazes; 
  • estudar a relocalização dos táxis, pois no espaço atual têm um grande impacto no espaço público.

Espaço Público: conferir um carácter de Alameda na área da Praça, dando sequência ao perfil deste arruamento, através da introdução de um separador central; pedonalização dos espaços laterais à área do canal rodoviário; introdução de estrutura arbórea central; 

Estudo Urbano: estudo de estrutura urbana de remate de malhas, que permita a ligação da Alameda à Rua Professor Manuel Valadares;

Economia e Inovação: programa de apoio à reconversão de usos no piso térreo da Alameda;   

 

Forças Fraquezas
Interface de transportes;
Principal centralidade da área norte da cidade, com capacidade de atração extra-freguesia (atrai igualmente Santa Clara);
Integra a rede pedonal estruturante da cidade;
Via Histórica de saída de Lisboa;
Excesso de áreas de circulação viária em detrimento da rede pedonal;
Espaço público desqualificado;
Oportunidades Ameaças
Existência de vazios urbanos ocupados por estacionamento desordenado, que poderão ser transformados em áreas públicas de lazer;


Continuação dos vazios urbanos sem tratamento;
Dificuldade em chegar a acordo com os proprietários particulares que são necessários expropriar;