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Largo da Igreja de Santa Isabel

LOCALIZAÇÃO DA ÁREA DE INTERVENÇÃO

Freguesia: CAMPO DE OURIQUE
Bairro: SANTA ISABEL


Ao Largo da Igreja de Santa Isabel é lhe reconhecida centralidade pelas diversas atividades realizadas por iniciativa da Junta de Freguesia e da Igreja de Santa Isabel, construída no Séc. XVIII, no ano de 1748, arquitectura de estilo Rococó, Revivalista e Neoclássica, bem como, por se integrar num bairro consolidado de habitação, com uma oferta de comércio e serviços relevantes, geradores de grande dinâmica no local, nomeadamente, o Ministério do Trabalho Social; o Ministério da Educação/Instituto de Inovação Educacional; Os Serviços Sociais da Administração Pública e a Junta de Freguesia de Santa Isabel.     

A intervenção é limitada a Norte pela Rua de S. Joaquim, pelo alinhamento do edificado da Igreja de Santa Isabel e seguintes da Rua Saraiva de Carvalho; a Nascente pelo final da Rua Arrábida, o início da Rua de D. Dinis e o início da Tv. Terras de Santana; a Sul pelo alinhamento do edificado da Rua Saraiva de Carvalho; a Poente pela Rua Sta. Isabel e Rua São Joaquim que são intersetadas pela Rua Saraiva de Carvalho.

Área de intervenção aproximada:  4.944m².

Início Obra: 7 de novembro de 2016
Obra Concluída (junho de 2017)

Planta Síntese

Objetivos

  • Valorizar a arquitetura da Igreja de Santa Isabel e a identidade do local, com a criação de um espaço amplo e confortável que convide à estadia e que possa ser utilizado para celebrações, festividades e feiras;
  • Melhorar as condições de acessibilidade e de mobilidade: mais áreas para peões, nivelamento dos pavimentos viários e pedonais, e uniformização dos materiais utilizados;
  • Reordenar o estacionamento automóvel, com manutenção de lugares existentes;
  • Plantar novas árvores de alinhamento, na Rua Saraiva de Carvalho e na Rua de Dom Dinis;
  • Melhorar a iluminação pública, valorizando a fachada e as torres sineiras da Igreja de Santa Isabel;
  • Melhorar e reordenar o mobiliário urbano e criar zonas de lazer.

Na sequência da aprovação do programa UMA PRAÇA EM CADA BAIRRO, em reunião de Câmara de 28 de maio de 2014, passou-se para uma recolha de contributos por parte da população mais diretamente ligada aos locais de intervenção.

Com o processo de participação pretendeu-se obter, por parte dos cidadãos, uma avaliação sobre diferentes questões pertinentes na vivência do espaço público, com implicações tanto na concretização do desenho urbano, como na definição de prioridades de requalificação em cada praça, obter igualmente um diagnóstico da situação existente, recolher ideias e sugestões para a zona, apoiar a definição das prioridades de intervenção e integrar nos projetos os resultados em desenvolvimento. 

 

Desta forma, foram registadas Online participações dos cidadãos para o Largo da Igreja de Santa Isabel, durante os meses de janeiro e fevereiro de 2015, através da respetiva plataforma digital de participação da CML.

Foi também realizada uma  sessão pública, no dia 15 de fevereiro de 2016, na Igreja de Santa Isabel, com vista a apresentar o projeto e a auscultar a população.

Da análise das preocupações e sugestões apresentadas durante a fase de participação Online, salientam-se as seguintes:

ESPAÇO PARA O PEÃO

Desenho Urbano direcionado para o peão, reduzindo o espaço atualmente afeto ao automóvel, valorizando zonas de estadia e de passagem 

Pavimentar o Largo

Alargar passeios

Arranjo e manutenção dos pavimentos

Novas áreas ajardinadas associadas a zonas de sobras e de lazer

Plantação de mais árvores

Dotar o espaço de mobiliário urbano: bancos; caixotes do lixo; ecopontos; etc.

Melhorar a iluminação pública, em particular a iluminação da Igreja

CIRCULAÇÃO E MOBILIDADE

Opiniões divergentes sobre o estacionamento. Foi proposto por uns a redução do número de lugares de estacionamento existentes, e por outros, foi sugerido o aumento do estacionamento.

Em ambos os grupos, gostariam de ver retirado os lugares de estacionamentos abusivos em 2ª e 3ª filas.

Sugestão no encerramento do transito no troço da Rua Saraiva de Carvalho em frente à Igreja. Contudo, permanece a vontade de manter os dois sentido, noutro grupo de sugestões.

Foi solicitado o rebaixamento de todos os passeios e colocação de passadeiras.

Espaço Público: criação de um espaço público unificador com a elevação da faixa de rodagem;  espaço público polivalente - diariamente com trânsito local condicionado e estacionamento; nos períodos das cerimónias religiosas permite a maximização de estacionamento; em alturas festivas poderá ser totalmente encerrado ao trânsito permitindo uma utilização totalmente pedonal; através de um pavimento único unificador da Praça; redução das áreas verdes permeáveis sem utilização atual; regularização do troço inicial da Rua D. Dinis através do aumento do espaço pedonal;

Estudo Urbano: elaboração de um estudo de fachadas do edificado ao nível do piso térreo, garantindo uma imagem arquitetónica homogénea dos espaços comerciais;

Economia e Inovação: Programa Rés do chão, através da dinamização dos espaços comerciais devolutos, estudando ocupações efémeras ligadas à ação social e comércio de bairro; 


 

Forças Fraquezas
Igreja de Santa Isabel;
Atividade social intensa da Paróquia de Santa Isabel através de serviços complementares às cerimónias religiosas; Poder aglutinador da Igreja para uma população exterior ao Bairro;
Existência de Serviços Públicos;
Exemplares arbóreos com forte presença no ambiente urbano;
Espaço público de descompressão no percurso pedonal entre o Largo do Rato e Campo de Ourique;
Falta de uniformização no pavimento Estacionamento com interferência no sistema pedonal;
Ausência de diversidade de oferta comercial;
Fachada sul da Praça sem uso público no piso térreo;
Espaço inclinado com diferenças de cota no seu atravessamento longitudinal e transversal;
Oportunidades Ameaças
Reformulação das circulações viárias dos quarteirões envolventes;
Reabilitação da Igreja de Santa Isabel em curso;
Espaços comerciais fechados na frente sul;


Redução do estacionamento automóvel na área da Praça;
Degradação do Rés-do-chão da frente sul, devido aos espaços comerciais fechados;