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Praça Duque Saldanha

Freguesia: AVENIDAS NOVAS
Bairro: AVENIDAS NOVAS
 
Compromissos:
Encontra-se abrangida pela área do Projeto Urbano Quatro Praças - Saldanha/Picoas/José Fontana/Estefânia e pelo Estudo de Espaço Público Eixo Terciário Principal.
 
PDM – Qualificação do Espaço Urbano:
Espaço Central e Residencial – Traçado Urbano B Consolidado.
 
Possui frentes edificadas integradas na Carta Municipal do Património:

Conjunto arquitectónico – Conjunto de 2 edifícios de Habitação plurifamiliar (50.46); Imóvel – Atrium Saldanha (44.108); Imóvel – Edifício de habitação plurifamiliar (44.09); Imóvel e Logradouro - Edifício de habitação plurifamiliar (50.47); Objecto Singular – Monumento ao Marechal Duque de Saldanha (44.08).
 
Direcção Geral do Património Cultural:

Confronta com a frente edificada de Monumento de Interesse Público – Edifício na Praça Duque de Saldanha, n.º 12 e é parcialmente abrangida pela Zona Especial de Proteção ao mesmo.
 
O Local

Sendo uma praça localizada no principal eixo terciário da cidade, no extremo sul da Av. da República, a Praça Duque de Saldanha é o centro de uma área que concentra muita atividade comercial e terciária onde pontuam dois centros comerciais: o Atrium Saldanha e o Monumental.
Em termos populacionais, residem na sua vizinhança 13.484 indivíduos, correspondendo a uma densidade de 99,1 habitantes/ha, que pode considerar-se relativamente baixa comparando com outras zonas da cidade. A dimensão média da família é de 2,09 indivíduos.

Obra Concluída (janeiro de 2017)

Na sequência da aprovação do programa UMA PRAÇA EM CADA BAIRRO, em reunião de Câmara de 28 de maio de 2014, passou-se para uma recolha de contributos por parte da população mais diretamente ligada aos locais de intervenção.

Com o processo de participação pretendeu-se obter, por parte dos cidadãos, uma avaliação sobre diferentes questões pertinentes na vivência do espaço público, com implicações tanto na concretização do desenho urbano, como na definição de prioridades de requalificação em cada praça, obter igualmente um diagnóstico da situação existente, recolher ideias e sugestões para a zona, apoiar a definição das prioridades de intervenção e integrar nos projetos os resultados em desenvolvimento. 

Desta forma, foram registadas Online participações dos cidadãos para as Praças de Picoas e Saldanha, durante o período de dois meses, novembro e dezembro de 2014, através da respetiva plataforma digital de participação da CML, e foram também realizadas duas sessões públicas no Mercado 31 de janeiro.

A  1ª sessão decorreu no dia 4 de dezembro de 2014, com o objetivo de ouvir a população sobre os problemas e as sugestões que identificam para a área de intervenção. 

Na  2ª sessão pública, realizada no dia 9 de março de 2015, foram apresentadas as intenções de intervenção face às questões levantadas na 1ª sessão pública, posteriormente compatibilizadas com as questões técnicas inerentes a este tipo de intervenções

 Apresentação (12.2 MB)

 

Da análise das preocupações e sugestões apresentadas na participação Online, salientam-se as seguintes:

ARTICULAÇÃO COM A ENVOLVENTE

• os participantes demonstraram preocupação com a articulação da intervenção com a envolvente urbana

ESPAÇO PARA O PEÃO

• alargar os passeios e criar mais áreas de sombra através da integração de novos espaços verdes no espaço público.

• mais elementos de água, como bebedouros.

• outro tipo de mobiliário urbano, assim como bancos ou mesas para zonas de estadia.

• arte na via pública.

• mais espaços de esplanadas

CIRCULAÇÃO E MOBILIDADE

• introdução de ciclovias

• menos estacionamento automóvel

• impedir o estacionamento abusivo de automóveis e motos nos passeios, através da introdução de elementos dissuasores.

• diminuição da circulação automóvel e melhoria da circulação pedonal introduzindo atravessamentos pedonais mais diretos e eficazes.

TRANSPORTES

• mais percursos para os autocarros da Carris

• retirar os táxis da praça.

MATERIAIS

• utilização de pavimentos diferentes

• retirar a calçada ou manter a calçada?

• trocar o asfalto das zonas de estacionamento.

Espaço Público: aumento do espaço pedonal de estadia principal junto ao edificado, criando um passeio com 22m de largura (atualmente tem 5m, e com zonas de circulação efetiva de 3m);

Permitir a apropriação deste novo espaço com áreas de esplanadas; explorar soluções de espaço público que permitam maximizar as áreas de estadia; potenciar o efeito cénico da Praça no remate urbano da Avenida da República; apostar na eliminação do estacionamento à superfície na Praça, fomentando o mesmo nas artérias envolventes e parques de estacionamento subterrâneo;

Estudo Urbano: estudo de fachadas do edificado ao nível do piso térreo, garantindo uma imagem arquitetónica homogénea dos espaços comerciais, nomeadamente em relação a mobiliário urbano e materiais;

Economia e Inovação: Programa de incentivo aos comerciantes para “virarem” os seus espaços comerciais para a Praça, nomeadamente em relação ao Atrium Saldanha e Dolce Vita Monumental; 

Forças Fraquezas
Principal polo de aglutinação social da área terciária da cidade;
Forte atratividade pedonal associado à sua localização estratégica no Central Business District (CBD) de Lisboa;
Áreas Comerciais fortes (Atrium e Monumental);
Interface de metropolitano com correspondência entre a linha amarela e vermelha;
Com frentes de património edificado classificado.
Integra a rede pedonal estruturante;
Zona que privilegia o automóvel em detrimento do peão devido ao fluxo viário e velocidade;
Difícil atravessamento pedonal;
Área de estacionamento no centro da Praça;
Oportunidades Ameaças
Quadruplicar o espaço pedonal de circulação e estadia principal junto ao edificado;
Introdução de um canal de mobilidade suave e sua integração na rede ciclável da cidade;
Eliminação do estacionamento automóvel à superfície;
A não apropriação do espaço público pelas estruturas comerciais da Praça;