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Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura

Instituído há um século, o Prémio Valmor surge na sequência de indicações deixadas no testamento do segundo e último visconde de Valmor, Fausto Queiroz Guedes, diplomata, político, membro do Partido Progressista, par do reino, governador civil de Lisboa e grande apreciador de belas artes.

Falecido em França em 1878, segundo o seu testamento, uma determinada quantia de dinheiro era doada à cidade de Lisboa de modo a criar-se um fundo. Este passaria a constituir um prémio a ser distribuído em partes iguais ao proprietário e ao arquiteto autor do projeto da mais bela casa ou prédio edificado.

Surge assim, com o nome do seu instituidor, o Prémio Valmor de Arquitetura, cuja atribuição era da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, ficando esta sob fiscalização do Asilo de Mendicidade de Lisboa. A Câmara elaborou então um regulamento segundo o qual seria anualmente nomeado um júri de três membros, todos arquitetos, que avaliariam as várias edificações.

Adaptando-se a mudanças, quer de mentalidade, quer no modo de fazer arquitetura, quer ainda a nível de regulamento, é um dos mais prestigiados prémios de arquitetura em Portugal.

O Prémio Valmor continua a ser sinónimo de uma certa qualidade arquitetónica que reflete, tanto pelos bons como pelos maus exemplos, os gostos dominantes das diferentes épocas.

Após uma primeira proposta de regulamento apresentada por Duarte Pacheco, então presidente da Câmara Municipal de Lisboa e Ministro das Obras Públicas, o Prémio Municipal de Arquitetura viria a ser oficialmente instituído em 1943.

Partilhando muitas semelhanças com o Valmor, durante os anos em que foi atribuído, 1943-1957, o Prémio Municipal de Arquitetura premiaria obras de qualidade muito diversa mas geralmente mais modernas dos que as galardoadas pelo Prémio Valmor.

Apesar de um primeiro regulamento apenas contemplar edifícios de habitação, foi posteriormente alterado, permitindo assim um alargamento a qualquer tipo de edificação.

Este prémio foi recuperado em 1982, estando desde essa altura associado ao Valmor passando a designar-se desde então Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura.

A partir de 1997, o Município de Lisboa não atribuiu o Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura. Esta situação veio a ser regularizada em 2003 com outorga do Prémio de 2002 e no início de 2004 dos Prémios de 1997 a 2001.

Em 2003 foi também reformulado o regulamento, passando o mesmo a incluir, pela primeira vez, a área de Arquitetura Paisagista, tendo assim este prémio adquirido uma nova dimensão.

O Prémio relativo a 2003, avaliado em 2006, não foi atribuído. Os Prémios relativos a 2004, 2005 e 2006 foram atribuídos em 2009.

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O regulamento atual do Prémio Valmor foi aprovado em reunião da Assembleia Municipal a 16 de Dezembro de 2003.

Para aceder ao regulamento, clique  aqui (22 KB)

Nota:

A Câmara Municipal de Lisboa informa que a atribuição do prémio Valmor e Municipal de Arquitectura não confere, por si só, a classificação do imóvel como “de interesse municipal”.
Mais informa que não decorre da mera atribuição do Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura qualquer benefício fiscal aos imóveis premiados.

1902/1909

O Prémio Valmor de 1902 foi atribuído ao Palácio Lima Mayer (1), uma construção de 1901, situada na Avenida da Liberdade fazendo esquina para a Rua do Salitre e da qual Adolfo de Lima Mayer era proprietário. O arquiteto foi Nicola Bigaglia (?-1908), italiano radicado em Portugal.

A propriedade incluía, para além do edifício, um extenso jardim, no qual, em 1921, se edificou o Parque Mayer.

Atualmente funcionam no edifício serviços da Embaixada/Consulado de Espanha.

O Prémio de 1903 coube a um edifício, a Casa Ventura Terra (2), na Rua Alexandre Herculano, 57, do qual Miguel Ventura Terra (1866-1916) foi o arquiteto e proprietário.

Edifício com decoração sóbria, vãos esguios com persianas articuladas de recolha lateral, elementos que o distinguiram dos edifícios da altura.

Destaque ainda para o friso superior de azulejos pintados no estilo Arte Nova.

Mantém a função original, habitação para rendimento.

Em 1904 o júri decidiu não atribuir o Prémio Valmor, por considerar que «nenhum dos prédios concluídos em Lisboa durante o ano findo reúne o conjunto de condições artísticas essenciais para ser classificado em mérito absoluto», propondo apenas duas Menções Honrosas.

Uma delas, a Casa Lambertini (3), cujo proprietário Michelangelo Lambertini exprimiu a sua revolta apelando mesmo à Câmara no sentido desta anular a decisão, localiza-se na Avenida da Liberdade, 166-168, tendo por arquiteto Nicola Bigaglia, anteriormente distinguido.

Edifício concebido para cumprir as condições do testamento do Visconde, inspira-se na Renascença Veneziana, o estilo Lombardesco, com uma decoração em mosaicos, executados em Veneza, inspirada na Igreja de S. Marcos.

Atualmente em bom estado de conservação, destina-se a habitação e escritórios.

A segunda Menção Honrosa coube a um edifício de habitação (4), também na Avenida da Liberdade (262-264), que teve como arquiteto Jorge Pereira Leite e cujo proprietário era António José Gomes Netto.

Apesar de ser um edifício premiado, a sua fachada encontra-se degradada. Mantém a função original.

Em 1905 foi premiada a Casa Malhoa (5), localizada na Avenida 5 de outubro, 6-8, edifício que serviu de habitação e também atelier ao pintor José Malhoa, seu proprietário, um projeto do arquiteto Manuel Norte Júnior (1878-1962). Edifício no seu conjunto equilibrado, influenciado pelas linhas Arte Nova, sendo visível nas serralharias dos muros, varanda e portões, e também nas decorações em azulejos nos frisos. A grande janela em ferro, que iluminava o atelier do pintor, é um dos elementos de relevo na composição da fachada onde se insere.

Em 1933 o edifício foi adquirido pelo Dr. Anastácio Gonçalves, que o doou ao Estado, sendo atualmente a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves.

Em 1906 o prémio coube à Casa Viscondes de Valmor (6), propriedade da Viscondessa de Valmor, localizada na Avenida da República, 38, e com projeto de Miguel Ventura Terra.

Segundo o júri, o imóvel proporciona uma «(...) perspetiva agradável do cruzamento de duas artérias (...)». Realça ainda «(...) a boa e lógica proporção (...)» das suas formas. Edifício elegante e agradável, bem conservado, encontra-se revestido a pedra clara, possuindo também, um frontão central com painel de azulejo, decorado com motivos Arte Nova.

Atualmente é a sede do Clube dos Empresários.

Em 1907 foi a vez de uma moradia, a chamada Casa Empis (7), na Avenida Duque de Loulé, 77, propriedade de Ernesto Empis e arquitetura de António Couto de Abreu (1874-1946). Edificado em estilo Francisco I, inspirado na Renascença Francesa, lembrava o castelo de Blois e a casa de Diana de Poitiers. Foi o primeiro edifício premiado com Valmor a ser demolido, em 1954, ocupando atualmente o seu lugar um edifício de 7 andares.

Em 1908 premiou-se, pela primeira vez, um edifício de rendimento (8) cujo piso térreo era ocupado por estabelecimentos comerciais. Edifício de gaveto, localiza-se na Avenida Almirante Reis, 2-2K, propriedade de Guilherme Augusto Coelho com projeto de Arnaldo R. Adães Bermudes (1864-1948). De destacar a decoração em motivos Arte Nova, com elementos em ferro forjado e painéis de azulejo, e ainda a cúpula que remata o edifício.

Atualmente um pouco degradado, mantém a função original.

Houve também uma Menção Honrosa, em 1908, atribuída a um prédio (9) na Avenida da República, 36, propriedade de Henrique Pereira Barreiros e arquitetura de Manuel Norte Júnior. Foi demolido nos anos 1949-1950, dando lugar a um prédio de habitação com 8 andares e lojas no piso térreo.

No ano de 1909 foram entregues quatro prémios, três dos quais Menções Honrosas.

Nesse ano o Prémio Valmor coube ao Palacete Mendonça (10), na Avenida Marquês de Fronteira, 18-28, um projeto do arquiteto Miguel Ventura Terra para Henrique José Monteiro Mendonça. Edificado no alto do Parque Eduardo VII e um pouco recuado em relação à via pública possui uma fachada simérica e de expressão algo italianizante. O júri destacou ainda a “loggia”, afirmando mesmo que «(...) deveria ser mais amplamente adotado no nosso pais (...)».

Dos edifícios premiados com Menção Honrosa apenas um deles, um Palacete (12), na Rua do Sacramento à Lapa, 34, do arquiteto Arnaldo R. Adães Bermudes e propriedade do Conde de Agrolongo se encontra ainda em bom estado de conservação e destinado a habitação. O edifício (13) da Rua Tomás Ribeiro com projeto do arquiteto António C. Abreu, propriedade de João António Marques Sena foi demolido em 1954, ocupando agora o seu lugar um edifício de escritórios e o edifício (11) da Avenida Duque de Loulé, 72-74, da autoria de Adolfo A. Marques da Silva (1876-1939) para Fortunato Jorge Guimarães, teve um destino semelhante. Demolido em 1965 para dar lugar a um edifício com vários andares e lojas.


Outros acontecimentos nesta década:

1902 – Inauguração do elevador de santa Justa;

1903 – Publicação do novo regulamento de salubridade para as construções urbanas;

1904 – Aprovação do Plano Geral de Melhoramentos, apresentado pelo engenheiro Ressano Garcia (1847-1911);

1905 – Desenvolvimento das construções ao longo da Avenida Fontes Pereira de Melo e da futura Avenida da República;
Jardim Zoológico, nas Laranjeiras, Raul Lino;

1907 –Animatógrafo do Rossio;

1908 - Projeto para o Parque Eduardo VII de Ventura Terra;

Imagens

(1) Palácio Lima Mayer - Av. Liberdade, Rua do Salitre, 1-3
(2) Casa Ventura Terra - R. Alexandre Herculano, 57-57C
(3) Casa Lambertini - Av. Liberdade, 166-168
(4) Av. Liberdade, 262-264
(5) Casa Museu Pintor José Malhoa - Av. 5 de Outubro 6,8
(6) Palacete Valmor -Av. 5 de Outubro 6,8
(7) Palacete Empis - Avenida Duque de Loulé, 77
(8) Avenida Almirante Reis, 2-2K
(9) Avenida da República, 36
(10) Palacete Mendonça - Avenida Marquês de Fronteira, 18-28
(11) Avenida Duque de Loulé, 72-74
(12) Palacete Conde de Agrolongo - Rua do Sacramento à Lapa, 34
(13) Avenida Rua Tomás Ribeiro 4-6

1910/1919

Em 1910 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação (14) sito na Av. Fontes Pereira de Melo, 30. O autor do projeto foi o Arqº Ernesto Korrodi (1870-1944), Suíço naturalizado Português, e o edifício pertencia a António Macieira.Este edifício refletia um certo gosto provinciano com a sua entrada abrindo para um estreito corredor lateral.

Demolido em 1961 deu lugar ao edifício do Teatro Villaret.

O Prémio Valmor em 1911 também foi atribuído a um edifício de habitação (15). Este situa-se no nº 25 da Rua Alexandre Herculano. O projeto é da autoria do Arqº Miguel Ventura Terra (1866-1919) e o proprietário era António Tomás Quartim.

Considerado um excelente modelo de arquitetura urbana, este edifício apresentava um nobre estilo, incorporando diversos materiais e demonstrando uma notória influência parisiense.

Atualmente encontra-se em bom estado e funciona aqui uma Conservatória do Registo Civil.

Em 1912 houve um Prémio Valmor e uma Menção Honrosa atribuídos a duas moradias unifamiliares, a Villa Sousa (16), que se situa na Alameda das Linhas de Torres, 22 e a moradia (17) situada na Praça Duque de Saldanha, nº 12, respetivamente.

Ambos os projetos pertencem ao Arqº Manuel Norte Júnior (1878-1962) e o proprietário da Villa Sousa era José Carreira de Sousa e da moradia do Saldanha Nuno de Oliveira.

A Villa Sousa possuía um grande jardim e destacava-se pela harmonia e elegância do seu torreão. Atualmente encontra-se arruinada ficando reduzida à fachada e algumas paredes.

A moradia do Saldanha, com três pisos e cantarias de pedra contrasta com as fachadas envidraçadas que envolvem a praça, apresentando-se em bom estado de conservação.

Também o ano de 1913 contempla dois edifícios, o Prémio Valmor atribuído a um edifício de habitação (18) na Av. da República, 23 cujo proprietário era José dos Santos e arquitetura de Miguel Nogueira Júnior (1883-1953), e uma Menção Honrosa a uma moradia unifamiliar, a Casa Pratt (19) na Av. António Augusto de Aguiar, nº 3 propriedade de Clementina Pratt e arquitetura de Miguel Ventura Terra.

O edifício vencedor do Prémio Valmor, na Av. da República, ostenta uma forte influência da Arte Nova e Neorromântica. Foi recentemente renovado servindo agora como sede a uma Instituição Bancária.

A moradia distinguida com a Menção Honrosa encontra-se bem conservada e é hoje a sede da Ordem dos Arquitetos.

No ano de 1914 o Prémio Valmor também foi atribuído a uma moradia unifamiliar (20) na Av. Fontes Pereira de Melo, nº 28 pertencente a José Marques e cuja arquitetura se deve ao Arqº Manuel Norte Júnior.

A escolha deste prémio impôs-se pela "originalidade e disposição engenhosa da fachada principal e pela exuberância da decoração".

Bem conservada, funcionam aqui os Serviços Metropolitanos de Lisboa.

Ainda em 1914 foram distinguidas mais três obras com Menções Honrosas, duas delas atribuídas a projetos idealizados por não arquitetos e cujos edifícios já foram demolidos. Referimo-nos a duas habitações unifamiliares, uma na Rua Pascoal de Melo, nº 5-7 (23) e outra na Rua Cidade de Liverpool, 16 (22) pertencente a José Simões de Sousa. Os seus autores foram o "condutor de obras públicas" António da Silva Júnior e o "desenhador" Rafael Duarte de Melo, respetivamente.

A terceira Menção Honrosa também foi para uma moradia unifamiliar (21) situada no Campo Grande, 382 pertencente a Artur Magalhães com Arquitetura de Álvaro Machado (1874-1944).

Nesta escolha o júri considerou que as "duas fachadas de estilização portuguesa recomendam-se".

Atualmente é o Museu Rafael Bordalo Pinheiro.

Em 1915 a distinção com o Prémio Valmor já contempla um edifício em altura (24) que se situa na Av. da Liberdade, nºs 206-218. O autor do projeto foi o Arqº Manuel Norte Júnior e o edifício pertencia a Domingos da Silva.

Trata-se de um edifício com uma implantação pouco usual com frente para duas ruas paralelas, tendo o júri salientado que a "importante composição e opulência decorativa engrandecem aquela nossa primeira promenade".

Necessitando de limpeza, tem atualmente o piso térreo ocupado por um concessionário de automóveis.

O Prémio Valmor em 1916 foi para o edifício de habitação (25) na Rua Tomás Ribeiro, nºs 58-60 pertencente a Rita de Matos e Dias com projeto do Arqº Miguel Nogueira Júnior.

É um prédio de rendimento destinado a habitação, com lojas no piso térreo, tendo sido reconhecido mérito à "dificuldade do gaveto" e manifestando-se agrado pelo "feliz remate decorativo".

Hoje o edifício ainda se encontra em bom estado de conservação.

Em 1917 o Prémio Valmor também foi atribuído a um edifício de habitação (26), composto por cinco pisos, na Rua Viriato, nº 5 que pertencia a António Macieira Júnior e cuja arquitetura se deve a Ernesto Korrodi.

Apesar de o júri ter hesitado, referindo que "parte dos materiais empregados na fachada (...) estão mascarados com argamassa, do qual resulta não se conhecer logicamente a função da parte estrutural da obra", considerou que este seria um "belo edifício (...) quanto à composição da fachada, como (...) da planta (...) com detalhes felizes".

Atualmente apresenta-se em estado muito degradado.

O Prémio Valmor não foi atribuído em 1918. Possivelmente reflexo da instabilidade política-económica e social que marcava a vida do país e se refletia deste modo na capital.

Em 1919 o Prémio Valmor mais uma vez foi atribuído a uma moradia unifamiliar (27) situada na Av. Duque de Loulé, nº 47 que pertencia a Alfredo May de Oliveira com projeto do Arqº Álvaro Machado.

Esta moradia possuía três pisos de linhas sóbrias e era uma obra de estrutura essencialmente urbana.

Demolida em 1961 deu lugar a um edifício com sete andares e lojas.

Outros acontecimentos nesta década:

1910 – Instauração da República. Até 1910, realiza-se na zona do Campo Grande uma das mais importantes feiras de Lisboa.

1914 – Projeto de monumento ao Marquês de Pombal por F. Santos, A Couto e A Bermudes

1914/18 – Primeira Guerra Mundial

1919 – Início das obras no Bairro Social do Arco Cego

Imagens

(14) Av. Fontes Pereira de Melo, 30
(15) Rua Alexandre Herculano nº 25
(16) Villa Sousa - Alameda das Linhas de Torres, 22
(17) Praça Duque de Saldanha, nº 12
(18) Av. da República, 23
(19) Casa Pratt- Av. António Augusto de Aguiar , nº 3
(20) Av. Fontes Pereira de Melo, nº 28
(21) Rua Pascoal de Melo, nº 5-7
(22) Rua Cidade de Liverpool, 16
(23) Campo Grande, 382
(24) Av. da Liberdade, nºs 206-218
(25) Rua Tomás Ribeiro, nºs 58-60
(26) Rua Viriato, nº 5
(27) Av. Duque de Loulé, nº 47

1920/1929

No ano de 1920 o Prémio Valmor não foi atribuído.

A obra galardoada em 1921 com o Prémio Valmor foi o restauro de um Palácio Setecentista (28) na R. Cova da Moura, nº 1 projetado por Tertuliano Marques (1883-1942) e pertencente a João Ulrich.

Até à data tinha sido o único caso de atribuição do prémio a um restauro, considerado significativo “por se desenvolver dentro de uma arquitetura tradicionalista portuguesa das mais belas”.

Apesar de ainda existir, foi profundamente modificado e acrescentado em 1950 e adaptado para ali funcionar uma dependência do Ministério da Defesa.

Em 1922 o Prémio Valmor também não foi atribuído.

Em 1923 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação (29) sito na Av. da República, 49 com projeto da autoria de um dos arquitetos da nova geração, Pardal Monteiro (1897-1957), sendo Luís Rau o seu proprietário.

Resistindo à renovação da Avenida este edifício surge apertado entre dois caixotes que o diminuem.

Com a fachada recentemente pintada de amarelo, funciona ali um externato e as lojas estão ocupadas.

Os anos de 1924 a 1926 foram marcados por uma profunda crise interna da Câmara de Lisboa, o que esteve certamente na origem da não atribuição do Prémio Valmor nesses anos.

Em 1927 o Prémio Valmor foi atribuído à Pensão Tivoli (30) situada na Av. da Liberdade, nºs 176-180, pertencente a José de Sousa Brás, devendo a sua arquitetura a Manuel Norte Júnior.

Este edifício é marcadamente urbano, tem a frente muito reduzida onde é ocupada toda a profundidade do terreno e completamente abolido qualquer espaço livre.

Esta obra foi alterada logo em 1930. Sendo ampliada a Pensão deu lugar ao Hotel Lis que foi demolido em 1980 à exceção da fachada. Esta esteve amparada por uma cintura de ferro e depois foi integrada no Tivoli Fórum.

O Prémio Valmor de 1928 coube ao Palacete Vale Flor (31) na Calçada de Stº Amaro, 83-85, projetado pelo Arqº Pardal Monteiro sendo a Sociedade Agrícola Vale Flor sua proprietária.

Era uma habitação isolada de estrutura ainda bastante clássica.

O júri recomendou a moradia com jardim como um “modelo de um género de construções que muito conviria desenvolver nas encostas de Lisboa, para interromper com manchas de verdura a monotonia do casario banal e para multiplicar os terraços de onde se possam desfrutar os incomparáveis panoramas da cidade”. Foi demolido em 1953 para dar lugar a um edifício de habitação.

Em 1929 o Prémio Valmor foi para uma moradia unifamiliar (32) pertencente a Félix Lopes e cujo projetista foi Pardal Monteiro.

Esta moradia situa-se na Av. 5 de Outubro, nºs 207-215 e utilizava uma linguagem de formas art deco e foi considerado “um belo exemplar da arquitetura moderna, impondo-se pelo equilíbrio das suas proporções, pela harmonia da sua decoração”. Bem conservada, a moradia tem as duas garagens adaptadas a uma repartição pública.

Outros acontecimentos nesta década:

1920 – Início das obras no Bairro Social da Ajuda

1924 – Teatro Tivoli, Raul Lino.

1925 – Primeiro Salão de outono da Sociedade de Belas-Artes

1926 – Bristol Club e Pavilhão de rádio do Instituto de Oncologia, Carlos Ramos; Cinema Capitólio, Cristino da Silva

1927/35 – Instituto Superior Técnico, Pardal Monteiro

1928 – Estação do Cais do Sodré, Pardal Monteiro; Stand Rios de Oliveira, Cassiano Branco

Imagens

(28) Palácio da Cova da Moura - R. Cova da Moura, nº 1
(29) Av. da República, 49
(30) Pensão Tivoli -Av. da Liberdade, nºs 176-180
(31) Palacete Vale Flor - Calçada de Stº Amaro, 83-85
(32) Av. 5 de Outubro, nºs 207-215

1930/1939

O primeiro Prémio Valmor atribuído nesta década, em 1930, coube a uma moradia (33) na Rua Castilho, 64-66, um projeto do arquiteto Raul Lino da Silva (1879-1974) para Sacadura Cabral, que não viria a ocupá-la, tendo sido vendida nesse mesmo ano a Manuel Duarte. Esta moradia refletia as preocupações do arquiteto com a temática da «casa portuguesa», sobre a qual se debruçou durante vários anos, traduzidos nas formas arquitetónicas portuguesas tradicionais, com jardim circundante e o uso de elementos característicos como o alpendre, os beirais, as cantarias e o azulejo.

Demolida em 1982, as cantarias, colunas e portões foram posteriormente utilizados na construção do Pátio Alfacinha. Atualmente o espaço é ocupado por um parque de estacionamento

Nesse ano foi também atribuída uma Menção Honrosa a um edifício de habitação (34) na Avenida da República, 54, com projeto de Porfírio Pardal Monteiro (1879-1957) para Isidoro Sampaio de Oliveira. Edifício de características modernistas, foi demolido em 1962, dando lugar a um edifício de escritórios.

Em 1931 foi premiado um edifício (35) situado na Rua de Infantaria 16, 92-94, da autoria dos arquitetos Miguel Simões Jacobetty Rosa (1901-1970) e António Maria Veloso dos Reis Camelo (1899-1985) para o pintor Manuel Roque Gameiro. Construção modernista, que não reuniu a unanimidade do júri, sofreu alterações na sua estrutura em 1957, com o acréscimo de dois pisos, que tornaram o edifício premiado irreconhecível.

Entre os anos de 1932 e 1937 nenhum Prémio Valmor foi atribuído. (procurar atas do júri nestes anos)

Após 6 anos sem atribuir nenhum prémio, no ano de 1938 é premiado o primeiro edifício não habitacional, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (36), situada no cruzamento das avenidas Avenida Marquês de Tomar e Avenida de Berna, um projeto do arquiteto Porfírio Pardal Monteiro para a Arquiconfraria do Santíssimo Sacramento de S. Julião.

Única igreja modernista de Lisboa e um dos mais interessantes edifícios deste tipo, causou polémica quando inaugurada. Valeu a intervenção do Cardeal Patriarca de Lisboa, que veio a público defendê-la chamando-lhe “igreja moderna bela”.

Construída em betão armado e com uma nave central com arcos ogivais, conta com a participação de vários artistas plásticos, entre os quais Almada Negreiros (vitrais), Francisco Franco (escultura do Apostolado na fachada) e Leopoldo de Almeida (imagens de Nª Sra. De Fátima e S. João Batista).

No ano de 1939 foi premiada uma moradia (37) na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, 52, um projeto dos arquitetos Carlos (1887-1971) e Guilherme Rebelo de Andrade (1891-1969) para Bernardo Nunes da Maia.

Construção sóbria e algo pesada, com decoração de inspiração tradicional, é um dos primeiros trabalhos no qual os irmãos Rebelo de Andrade ensaiam o estilo “D. João V”, presente em muitos edifícios por eles projetados depois.

Outros acontecimentos nesta década:

Anos 30 – Construção da Alameda Afonso Henriques; Bairro Azul

1930 – Cinema Eden, do arquiteto Cassiano Branco

1934 – Casa da Moeda, de Jorge Segurado; Hotel Vitória, de Cassiano Branco; Elaboração de novo projeto para a criação do Parque Florestal de Monsanto

1935 – Lisboa estende-se já até Algés, Poço do Bispo, Ajuda, Campolide, Benfica, Carnide, Lumiar e Areeiro.

1937 – Projetos dos bairros de habitação económica da Ajuda da autoria de Paulino Montês; Café Portugal, de Cristino da Silva

1938/40 – Cinema Cinearte, de Rodrigues Lima

1938/43 – Praça do Areeiro, do arquiteto Luis Cristino da Silva

1938/43- Plano “De Gröer”

1939/45 – Segunda Guerra Mundial

(33) Rua Castilho, 64-66
(34) Avenida da República, 54
(35) Rua de Infantaria 16, 92-94
(36) Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima - Avenida Marquês de Tomar / Avenida de Berna
(37) Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, 52

1940/1949

Nesta década conturbada foram atribuídos oito Prémios Valmor. Foi também nesta década que se instituíram os Prémios Municipais de Arquitetura, a partir de 1943 e perdurariam até à década seguinte, tendo-se fundido com o Valmor em 1982.

Em relação aos Prémios Valmor, o primeiro desta década, em 1940, coube ao edifício do Diário de Noticias (38), situado na Avenida da Liberdade, 266, um projeto do arquiteto Porfírio Pardal Monteiro para a Empresa Nacional de Publicidade.

Edifício enquadrado na estética modernista, concebido para alojar a administração, a redação, um hall para o público e também as instalações industriais do jornal, destacam-se na fachada para a avenida elementos características da linguagem moderna como a iluminação fluorescente (no lettering) e no uso de elementos gráficos no edifício. De notar o tratamento da fachada, que contém uma torre facetada encimada por um farol (que se acende à noite) e também o corpo correspondente ao grande hall para o público, no qual se encontram três murais de Almada Negreiros, rasgado pelas grandes montras.

Atualmente destina-se ao uso para o qual foi inicialmente projetado.

Em 1941 a Prémio Valmor não foi atribuída, situação que ocorre novamente em 1948.

Em 1942 foi premiado um edifício de habitação (39) para rendimento localizado na Rua da Imprensa, 25 com projeto do arquiteto António Maria Veloso dos Reis Camelo para Acácio e Vieira, Lda. Edifício de expressão modernista é interessante pela volumetria das fachadas lateral e posterior. Destina-se ainda a habitação.

O edifício de habitação premiado em 1943 e os edifícios premiados nos anos seguintes são exemplos bastante representativos do chamado estilo “Estado Novo”. Neste período vão premiar-se obras que primem pelo tradicionalismo, não se esperando quaisquer inovações nas obras submetidas a avaliação pelo júri. Assim, a obra premiada neste ano, um edifício de habitação (40) situado na Avenida Sidónio Pais, 6, com projeto dos arquitetos Raul Rodrigues Lima e Fernando Silva (1914-1983) para António Cardoso Ferreira, cumpre o pretendido.

É também neste ano, 1943, que pela primeira vez é entregue o Prémio Municipal de Arquitetura. Premiou-se nesse ano um edifício de habitação (41) situado na Avenida António Augusto de Aguiar, 9, com projeto do arquiteto Miguel Simões Jacobetty Rosa, cujo proprietário era Adriano da Costa Carvalho. Atualmente funciona neste edifício a Sociedade Industrial de Exploração de Hotéis Lda.

Pela primeira vez, em 1944, o Prémio Valmor e o Prémio Municipal de Arquitetura distinguem o mesmo edifício. Trata-se de uma moradia (42) situada na Avenida Pedro Álvares Cabral, 67 cujo autor e proprietário era o arquiteto Luís Ribeiro C. Cristina da Silva (1896-1976). Com uma volumetria densa e pesada e simplicidade decorativa, mantém a função original.

Em 1945 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação (43) localizado na Avenida Sidónio Pais, 14, propriedade de Ferreira & Filho, Lda., com projeto de arquitetura de António Maria V. dos Reis Camelo. Construído no estilo “Estado Novo”, tem um aspeto sólido e algo monótono, com uma fachada em duas cores. O torreão de entrada do edifício eleva-se mais um piso que o restante edifício, sendo rematado por pináculos e telhado com grande inclinação. Mantém a função original.

O premiado com o Municipal de Arquitetura deste ano trata-se de um edifício de habitação (44) situado na Praça Duque de Saldanha, 31, um projeto do arquiteto João Simões (1908-?) para José Alexandre Matos, enquadrado dentro do estilo da época. Mantém a função original.

Em 1946 coube o Prémio Valmor a um edifício de habitação (45) situado na Avenida Casal Ribeiro, 12, propriedade de Fortunato Cardoso Nunes e Saúl Saragga com projeto do arquiteto Fernando Silva. Ao contrário dos premiados nos anos anteriores, o júri optou por um edifício modernista. Serve o propósito de origem, edifício habitacional com estabelecimento comercial no piso térreo.

O Prémio Municipal de Arquitetura desse ano coube a uma moradia (46) situada na Rua D. Francisco de Almeida, 9, propriedade de Maud Santos Mendonça e projeto de arquitetura de Carlos João Chambers Ramos (1897-1969). Atualmente funciona aqui a Embaixada da Argélia.

Em 1947 foi premiada, com o Prémio Valmor, uma moradia (47) situada na Rua S. Francisco Xavier, 8, que o arquiteto Jorge de Almeida Segurado (1898-1990) projetou para si próprio. Construção elegante de um piso e rodeada de jardim, sofreu alterações na sua estrutura em 1960. Atualmente funciona aqui a Embaixada da Tailândia.

O edifício de habitação (48) premiado com o Prémio Municipal de Arquitetura em 1947 enquadra-se na estética do chamado “Português Suave”, apresentando características da arquitetura residencial do Estado Novo. Situado na Avenida Sidónio Pais, 16, com projeto de arquitetura de Porfírio Pardal Monteiro para Sousa e Campos, Lda. é semelhante a um edifício da mesma rua premiado com Valmor em 1945, mantendo a sua função original.

Em 1949 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação (49) com o piso térreo ocupado por estabelecimento comercial, situado na Rua Artilharia Um, 105, um projeto do arquiteto João Simões para a Companhia de Seguros Sagres.

Modelo de referências da arquitetura do Estado Novo, cruzando modelos do século XVIII com a arquitetura tradicional portuguesa. Mantém a função original.

O Prémio Municipal de Arquitetura foi atribuído a um edifício habitacional (50) situado no Largo de Andaluz, 15, um projeto dos arquitetos José Lima Franco (?-?) e Dário Silva Vieira (?-?) para o promotor Manuel José Vieira. Mantém a função original.

Outros acontecimentos nesta década:

1940 – Exposição do Mundo Português, sob a orientação geral de Cottinelli Telmo

1940/42– Café Cristal, de Cassiano Branco

1943 – Estudo de Faria da Costa para o Martim Moniz

1945 – Laboratório Sanitas, Rodrigues Lima disponibilizar; Plano para o Parque Eduardo VII, Keil do Amaral; Edifício da Standard Electric, com projeto do arquiteto Cottinelli Telmo

1946 – Conclusão da 1ª fase de construção do aeroporto, início da sua ampliação; Projeto do Bairro da Encarnação, Paulino Montês

1946/51– Igreja do Santo Contestável, pelo arquiteto Vasco Regaleira

1947 – Plano de urbanização do Bairro de Alvalade; Início da construção do «Bairro de S. Miguel», Miguel Jacobetty Rosa e Sérgio Gomes

1949/53 – Igreja de São João de Deus, António Lino

Imagens

(38) Diário de Noticias - Avenida da Liberdade, 266
(39) Rua da Imprensa, 25
(40) Avenida Sidónio Pais, 6
(41) Avenida António Augusto de Aguiar, 9
(42) Avenida Pedro Álvares Cabral, 67
(43) Avenida Sidónio Pais, 14
(44) Praça Duque de Saldanha, 31
(45) Avenida Casal Ribeiro, 12
(46) Rua D. Francisco de Almeida, 9
(47) Rua S. Francisco Xavier, 8
(48) Avenida Sidónio Pais, 16
(49) Rua Artilharia Um, 105
(50) Largo de Andaluz, 15

1950/1959

O Prémio Valmor de 1950 foi atribuído a uma moradia do Restelo (51), de Joaquim Cantante Mota, situada na R. Duarte Pacheco Pereira, nº37 (encosta da Ajuda) na freguesia de St.ª Maria de Belém. Projetada pelo Arq. Alberto José Pessoa, esta moradia afirma-se como o primeiro exemplo de uma composição manifestamente moderna, como bem merecedora de distinção de prémio.

Caracterizada por dimensões modestas é ocultada pelas sebes e arbustos e sem qualquer identificação que a faça sobressair das outras moradias, passa despercebida.

Em 1950 é atribuído o Prémio Municipal de Arquitetura ao Cinema São Jorge (52), situado na Av. da Liberdade, nº 175.

Sendo uma encomenda da Sociedade Anglo-Portuguesa de Cinemas, o Cinema S. Jorge, projetado pelo Arq. Fernando Silva, é considerado uma novidade na arquitetura central de Lisboa. A opção por obras modernas teve continuidade neste período , que foi igualmente marcado por uma irregularidade de prémios atribuídos e por uma clara oposição “ideológica” entre os do antigo regime e os das obras «politicamente» diversas. Em 1951, o Prémio Municipal de Arquitetura foi atribuído a uma obra do Arq. Francisco Caetano Keil do Amaral (1910-1975).

Esta obra situada na Avenida D. Vasco da Gama, nº2 na freguesia St.ª Maria de Belém, traduz uma nova tendência expressa na arquitetura e urbanismo.

A moradia unifamiliar (53) manifesta particularidades próprias do cliente António de Souza Pinto, presentes na disposição do espaço e na decomposição da multidimensionalidade dos elementos das fachadas. Sem dúvida funcionalista,apresenta volumetria geral menos rígida. A conceção da casa é sujeita à melhor orientação solar possível e às necessidades próprias.

Em 1952 recebeu título de Prémio Valmor o prédio de habitação (54) projetado pelos Arqts. Fernando Silva e o Arq. João Faria da Costa, situado Av. do Restelo, nº 23 – 23A. Esta obra teve como promotor Américo Serpa e Melo Queiroz

A progressiva terciarização, evidente a partir da década de 60, traduziu-se na discrepância entre o planeamento traçado e a situação real dos bairros de barracas que caracterizavam os arredores da capital. Perante tais problemas urbanos, tornou-se urgente por parte da Câmara, Municipal de Lisboa, a realização de Planos de Urbanização.

O prémio Municipal de Arquitetura de 1954 distinguiu uma das mais inovadoras experiências que se caracterizou por aplicar os novos princípios do urbanismo moderno estabelecidos na Carta de Atenas (1933). Os Edifícios de Habitação do chamado Bairro das Estacas situa-se na Rua Bulhão Pato, nº 2-14 (Bairro das Estacas) na freguesia de Alvalade.

Esta encomenda, feita pela Câmara Municipal de Lisboa aos arquitetos Ruy Jervis Athouguia (1917-) e Sebastião Pedro Leal Formosinho Sanches (1922-), incidiu na alteração de dois quarteirões previstos no “ Plano de Urbanização do sítio de Alvalade”.A proposta, baseada num conjunto de blocos de edifícios, paralelos entre si mas perpendiculares ao eixo viário, representa um traçado racionalista em trocar de tradicionais quarteirões que eram previstos.

Os blocos assentes sobre “pilotis” permitiram a criação de uma extensa superfície verde, que qualificou uma pequena parte da cidade, onde a separação de percursos é constante. Cada habitação, em “duplex” ou não, tem acesso a uma espaçosa varanda que recebe sol nascente ou Poente.

Em 1956 o prémio municipal coube ao Conjunto Habitacional (56) situados na Av. Infante Santo, nº 70 (Bloco nº2) pertencentes à freguesia da Lapa. Este conjunto foi desenvolvido pelos arquitetos; Alberto José Pessoa, Hernâni Guimarães Gandra (1914-1988) e João Abel Carneiro de Moura Manta; sendo o promotor a Câmara Municipal de Lisboa.

Caracterizou-se, tal como o chamado Bairro das Estacas, dentro de uma linguagem moderna, em que os edifícios surgem, mais uma vez, perpendiculares ao eixo da via, contrariando o desenho tradicional proposto no plano.

Em 1957 o prémio municipal vai para o Conjunto Habitacional (57) da Av. da Estados Unidos da América, nº 12-40 A (antigo Lote 367) na freguesia S. João de Brito. Este facto acontece depois de conquistada a imagem provinciana do primeiro momento de Alvalade.

Mais uma vez, a Câmara Municipal de Lisboa foi o cliente.

Neste projeto os arquitetos Manuel Maria Cristóvão Laginha (1919-1985), Pedro Anselmo Freire Braancamp Cid (1925-1983) e João de Barros Vasconcelos Esteves (1924-); encontravam-se a desenvolver os princípios da cidade em movimento. Desta forma, a longa série de blocos perpendiculares ao eixo da via e assentes sobre pilotis, permitiu a continuidade das plataformas ajardinadas e dos percursos pedonais.

A década de 50 também ficou marcada por um considerável crescimento do trabalho liberal, para Organismos Oficiais, Câmaras Municipais, Caixas de Providência, novos empreendimento … sendo ensaiados novos princípios de conceção de espaço urbano.

O Valmor de 1958, coube ao Edifício dos Laboratórios Pasteur (58), situado na Av. Marechal Gomes de Costa, sendo o proprietário Virgilio Leitão. Um projeto de Carlos Manuel Oliveira Ramos, considerado um dos pioneiros da arquitetura Moderna em Portugal.Até à data, é a 1ª vez que se distingue um edifício Industrial com o Prémio Valmor. Sendo este edifício de boa qualidade, está entre as mais expressivas obras representantivas da arquitetura desse período.

Este edifício Industrial é marcante na evolução da arquitetura do séc. XX pois revela a imagem funcionalista da arquitetura moderna mais diretamente ligada às necessidades imediatas da produção mecanista, espécie de modelo estrutural económico

Este integra-se perfeitamente dentro dos cânones da arquitetura internacional, possui formas geométricas simples, implantação liberta do alinhamento da rua (característica rara), que divulga a implantação subordinada a melhor orientação.Atualmente funciona como Universidade Independente.

Em 1959 O Prémio Valmor não foi atribuído

A interrupção na atribuição do Valmor estava relacionado com o facto de o júri lamentar a falta de qualidade das obras que lhe eram apresentadas perante as condições normais do prémio.

Imagens

(51) R. Duarte Pacheco Pereira, nº37
(52) Cinema São Jorge - Av. da Liberdade, nº 175
(53) Avenida D. Vasco da Gama, nº2
(54) Av. do Restelo, nº 23 – 23A
(55) Rua Bulhão Pato, nº 2-14
(56) Av. Infante Santo, nº 70 (Bloco nº2)
(57) Av. da Estados Unidos da América, nº 12-40 A (antigo Lote 367)
(58) Universidade Independente - Av. Marechal Gomes de Costa

1960/1969


1961 O Prémio Valmor não foi atribuído

Em 1962, o Arq. Francisco Keil do Amaral é premiado com o Valmor, sendo o único existente em sua carreira.

Tal facto resultou da sua obra, o Edifício de Habitação (59) promovido por Ernesto da Silva Brito, situada na Rua Almirante António Saldanha, nº 44 (Restelo), na Freguesia S. Francisco de Xavier.

Nesta pequena moradia verifica-se que o arquiteto ao usufruir do declive apresentado pelo terreno proporciona espaços com certa intimidade, revelando uma elaboração cuidada com os pormenores e com a escolha dos materiais, que refletem a coerência e a economia dos meios manifestados.

Apesar do uso de materiais e formas simples e equilibradas, como é hábito deste arquiteto, nota-se influências de arquitetura nortenha principalmente, quando se refere no tratamento das coberturas.

(1962-1967) O Prémio Valmor não foi atribuído

Em 1967 recebeu título de Prémio Valmor o edifício de habitação (60) projetado pelo Arq. Nuno Teotónio Pereira e do Arq. António Pinto Freitas, situado na Rua General Silva Freire, nº 55 – 55 A (Olivais Norte) pertencente à Freguesia St.ª Maria dos Olivais.

Esta obra teve como promotor; a Sociedade Cooperativa “O Lar Familiar”

Outros acontecimentos nesta década:

1960– Plano dos Olivais, início das 1as construções, Rafael Botelho e Carlos Duarte

1961– Estudo do arquiteto Carlos Ramos para o Campo Pequeno; Biblioteca Nacional, inauguração, Pardal Monteiro

1962/66– Ponte 25 de Abril

1962/70– Palácio da Justiça, Andresen/Godinho

1965/69– Edifício «Franjinhas», Nuno Teotónio Pereira

1967– Plano de Chelas, início das construções, Francisco Silva Dias

1969
– Inauguração da sede da Fundação Calouste Gulbenkian, Alberto Pessoa, Pedro Cid e Ruy Jervis d’Athouguia

Imagens

(59) Rua Almirante António Saldanha, nº 44 (Restelo)
(60) Rua General Silva Freire, nº 55 – 55 A (Olivais Norte)

1970/1979

A década de setenta teve início com a atribuição de um Prémio Valmor situado no cruzamento entre a Avenida dos Estados Unidos da América n.º 53-53G e a Rua Coronel Bento Roma n.º 12A-12E. Este edifício de utilização mista (61), cuja promotora foi a Sociedade Construtora Fernando Pires Coelho Lda., contempla nos pisos térreos as zonas destinadas ao comércio, e nos pisos superiores toda a habitação.

Relativamente à escolha deste prémio muito se tem especulado, ao referir-se que a sua atribuição se destinou mais a prestar homenagem à carreira do arquiteto autor, Leonardo Rey Colaço de Castro Freire, que pouco tempo depois faleceria, e não tanto a premiar especificamente a obra.

No ano de 1971 foi atribuído um dos Prémios mais polémicos de sempre. Propriedade de Nuno Franco de Oliveira e autoria dos Arqt.ºs Nuno Teotónio Pereira e João Braula Reis, ergueu-se na Rua Braancamp n.º 9 o Edifício “Franjinhas” (62), assim denominado pelo aspeto resultante do esquema adotado como proteção solar das janelas. Na altura, o júri justificou a sua escolha pela «posição corajosamente polémica que o edifício assume no panorama da edificação urbana», considerando todo o projeto de uma extrema qualidade.

Tal como no edifício acima referido, existe uma utilização mista, onde se procura recuperar a galeria de lojas aberta à Rua, sendo que, em relação ao anterior, difere no espaço destinado à habitação, que aqui dá lugar a escritórios.

Dadas as polémicas despertadas em torno do Edifício “Franjinhas”, nos anos de 1972 a 1974 não foram atribuídos quaisquer Prémios. Neste período levantou-se pela primeira vez a questão da datação das obras, problema que se foi complicando com a progressiva burocratização dos serviços. As inúmeras questões levantadas, que punham em causa o próprio Regulamento dos Prémios, fizeram com que se deteriorassem as relações entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Sindicato dos Arquitetos, «prejudicando a política de valorização da arquitetura citadina que constitui o objeto do referido prémio».

Em 1975 voltou-se à atribuição do Prémio, curiosamente, a duas obras: Sede, Jardins e Museu da Fundação Calouste Gulbenkian (63) e Igreja do Sagrado Coração de Jesus (64).

Em relação à primeira, situada na Av. de Berna, propriedade da Fundação Calouste Gulbenkian, destaca-se uma interligação entre jardins e espaços arquitetónicos, notável num sentido de organicidade. O conjunto, concebido pelos Arqt.ºs Ruy Jervis Athouguia, Alberto Pessoa, Pedro Cid, Gonçalo Ribeiro Teles e António Barreto, foi pensado como um todo organizado, onde os serviços se interpretam com naturalidade e onde o público circula livremente sem setores rígidos delimitados. Pela primeira vez era atribuído o Prémio, não só a um edifício isolado, mas também a todo um conjunto que incluía, além do edificado, todo o espaço exterior de enorme valor paisagístico.

A segunda obra notavelmente reconhecida, da autoria dos Arqt.ºs Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas, pertencente ao Patriarcado de Lisboa, destaca-se pela preocupação relacionada com o tratamento dos espaços de circulação. Assim sendo, o percurso que liga a Rua Camilo Castelo Branco a uma outra bastante desnivelada da anterior, integra-se perfeitamente com os diversos espaços do próprio edifício. A Igreja do Sagrado Coração de Jesus mostra a vontade de se relacionar com uma malha urbana que, aqui se casa, com as preocupações da nova Arquitetura religiosa. Segundo os autores: “os corpos do conjunto, igreja propriamente dita e outros serviços, tinham de realizar a amarração à cidade que tínhamos à volta”.

Em 1976 e 1977 houve um novo interregno na atribuição dos Prémios.

O ano de 1978 ficou marcado pela escolha de três edifícios: um Prémio Valmor distinguindo um conjunto habitacional (65), situado na Rua Maria Veleda n.º 2-4 e duas Menções Honrosas.

No que se refere ao edifício premiado, cuja promotora foi a Sociedade Geral de Empreitadas, caracteriza-se por uma volumetria monótona, em que as atenções se voltam para a sobrevalorização de aspetos relativos ao bom equipamento técnico dos apartamentos, esquecendo-se as preocupações inerentes ao tratamento dos espaços que permitem o enriquecimento e a qualidade. A pobreza de todo o edificado, da autoria do Arqt.º Fernando Silva, poderá dever-se a uma atitude passiva perante a envolvente construída, uniformizando-se e perdendo-se naquela.

Quanto às duas Menções Honrosas atribuídas regista-se, tanto no prédio de escritórios (67) do Arqt.º Fernando Eugénio Ressano Garcia, como na moradia unifamiliar (66) do Arqt.º Fernão Lopes Simões de Carvalho, a mesma simplicidade formal e o mesmo traço arquitetónico que possui o principal premiado deste ano.

Outros acontecimentos nesta década:

1971/72 – Plano para o Alto do Restelo, Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas

1974 – Plano de Telheiras, por P. Vieira de Almeida e A Pita

1975 – Edifício da sede da Sociedade Portuguesa de Autores, por B. Costa Cabral

1976/79 – Edifício «Pantera Cor-de rosa», Gonçalo Byrne e Reis Cabrita

1978/80 – Escola Secundária de Benfica, R. Hestnes Ferreira

Imagens

(61) Avenida dos Estados Unidos da América n.º 53-53G e a Rua Coronel Bento Roma n.º 12A-12E
(62) Edifício “Franjinhas” - Rua Braancamp n.º 9
(63) Fundação Calouste Gulbenkian - Av. de Berna
(64) Igreja do Sagrado Coração de Jesus - Rua Camilo Castelo Branco, 4
(65) Rua Maria Veleda n.º 2-4
(66) Rua João Bastos, 6-6 A
(67) R.Dr. António Cândido, 10

1980/1989

Em 1980, voltou a ser premiado um edifício de escritórios (68), à semelhança do que tinha acontecido em 1971. Desta vez, volta a tratar-se de um edifício de gaveto situado no cruzamento da Rua Castilho n.º 223-233 com a Rua D. Francisco Manuel de Melo n.º 2-8, da autoria dos Arqt.ºs Manuel Salgado, Sérgio Coelho e Penha e Costa. Neste edifício, cuja promotora foi a Companhia Imobiliária de Turismo, Comitur, encontra-se, sobretudo, uma nítida preocupação para com a valorização do espaço, da qual resulta uma maior interiorização do público em todas as áreas do edifício. Esta interiorização procura fundamentalmente uma maior vivência dos espaços, e não o simples armazenamento de áreas de trabalho sem qualquer atrativo. Apesar do conceito inicial dos autores ainda estar implícito, atualmente, muito dos aspetos acima referidos já se perderam por completo na sequência das posteriores alterações que foram introduzidas e que a médio prazo levaram a uma alteração radical da estrutura do edifício.

No ano de 1981 o Prémio Valmor volta a não ser atribuído e dá-se início a uma nova fase na história dos Prémios, consequência das significativas alterações de que foi alvo o seu Regulamento. Deste modo, passou a ficar associado ao Prémio Valmor o Prémio Municipal de Arquitetura, permitindo, não só a atribuição de uma verba consideravelmente superior, como também uma maior dependência do Poder Político Camarário. Esta dependência ficará patente na modificação introduzida na composição do Júri que a partir de agora passará a contar com dois membros pertencentes à Câmara Municipal de Lisboa, um dos quais, o próprio Presidente da Câmara que passará a presidir todo o Júri.

O Prémio relativo ao ano de 1982 foi apenas atribuído em 1984, sendo a primeira obra a ser destinguida com o novo Regulamento em vigor. O conjunto habitacional da Encosta das Olaias (69), foi a obra escolhida, da autoria do Arqt.º Tomás Taveira, promovida por Fernando Martins. Caracterizada por uma excessiva rentabilização do solo disponível, a Encosta das Olaias destaca-se do tecido urbano da cidade, não pela originalidade das soluções arquitetónicas apresentadas, mas por uma implantação bastante compacta disposta ao longo das vias. Apresenta-se aqui uma arquitetura entendida enquanto espetáculo, com formas e cores exuberantes.

Deste conjunto faz ainda parte um bloco de comércio e escritórios e também um hotel, construídos posteriormente.

Relativo ao ano de 1982, foi também destinguido mais um edifício, neste caso uma Menção Honrosa, para a Escola Secundária José Gomes Ferreira (70), projetada pelos Arqt.ºs Raul Hestnes Ferreira, Jorge Gouveia e José Teixeira. Esta escola, localizada em Benfica, em paralelo com o conjunto habitacional de Tomás Taveira, levanta uma polémica entre uma Arquitetura de maior visibilidade através da cor, forma e dimensão urbana, e outra mais ponderada, verificada até então. Caracterizada por uma enorme clareza compositiva garantida pela utilização de geometrias elementares, transporta para o exterior uma imagem forte com uma dimensão que confere ao conjunto uma certa monumentalidade digna de referência.

Em contraste com o grande impacto das construções acima referidas, em 1983 não foi atribuído nenhum Prémio Valmor, mas apenas uma Menção Honrosa à remodelação (71) de uma habitação na Graça, da autoria dos Arqt.ºs António Marques Miguel, Manuel Graça Dias e António de Campos Barbosa Magalhães. Esta intervenção no n.º 46 da Rua da Senhora do Monte, praticamente invisível do exterior, destaca-se “pelo sentido de integração dos espaços interiores renovados, servindo as necessidades atuais sem prejuízo da forma existente”.

O edifício do Banco Fonsecas & Burnay (72) situado na Rua Castilho, esquina com a rua Barata Salgueiro, propriedade do banco acima referido, foi distinguido com o Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura relativo ao ano de 1984. À equipa autora, composta por sete arquitetos, chefiada pelo Arqt.º Carlos Tojal, o Júri teceu inúmeros elogios: “… um projeto bem desenhado e bem concebido, uma peça que marca uma época…”, que se destaca pela adoção de uma solução plástica e cromaticamente exuberante, num sítio particularmente complexo.

Em 1984 foi também atribuída uma Menção Honrosa ao Edifício Gemini (73), na Quinta das Freiras em Entre-Campos. Trata-se de um conjunto de dois Blocos Habitacionais unidos por um Centro Comercial, da autoria do Arqt.º João Monteiro Andrade e Sousa. Uma tipologia que nesta década se desenvolveu sob as mais diversas formas e dimensões um pouco por toda a cidade de Lisboa.

O ano de 1985 apresentou, até à data, um número recorde de obras premiadas. Ao todo foram dois Prémios Valmor ex-aequo e três Menções Honrosas.

Um dos edifícios premiados com o Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura foi o edifício de escritórios (74) do Banco Credit Franco Portugais, atual EDP, situado no cruzamento da Rua Castelo Branco n.º 46 com a Rua Ator Tasso n.º 13. Este edifício, da autoria dos Arqt.ºs Eduardo Paiva Lopes e Manuel Silva Fernandes, é uma obra bastante discreta quer no desenho da fachada, quer na organização do espaço interior, contrastando em muito com a exuberância do edifico acima referido, premiado no ano anterior.

A outra obra premiada com o galardão máximo foi um conjunto habitacional (75) no Lumiar, da autoria do Arqt.º Sérgio Menezes de Melo. Esta obra, de iniciativa camarária que teve como promotora a EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa), caracteriza-se por um grande conjunto urbano, formado por mais do que um edifício onde, quase todos, se apresentam com áreas comerciais que muito ficam a dever a uma solução de contornos ideais.

Relativamente às Menções Honrosas atribuídas, uma foi para o INETI (76) (Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial), da autoria dos Arqt.ºs José Mantero e João Mota Guedes, localizado na Estrada do Lumiar. Outra foi para um edifício de habitação (78) na Estrada do Poço do Chão em Carnide, do Arqt.º Rodrigo Rau cuja promotora foi a EPUL. Sendo a última atribuída à recuperação (77) de uma moradia no Largo da Oliveira n.º 4-4B, projetada pelo Arqt.º Armando de Matos Salgueiro, sob a promoção da Companhia de Seguros Império.

No ano de 1986 um outro conjunto habitacional (79) foi premiado, mas neste caso apenas com a Menção Honrosa, tendo ficado o prémio principal por atribuir. Quanto à Menção, da autoria do Arqt.º Rodrigo Rau, trata-se de mais uma obra da promotora EPUL, que na altura constituía já uma das empresas que maior contributo trazia à cidade, pela qualidade de arquitetura que as suas obras apresentavam. Neste conjunto de formas pouco extravagantes, a zona comercial, ao nível do piso térreo, não é esquecida.

O ano de 1987 ficou marcado pela atribuição de um Prémio Valmor ao Instituto Jacob Rodrigues Pereira (80) e de três Menções Honrosas.

Em relação ao edifício que mereceu o Prémio, trata-se de um equipamento educativo, de caráter excecional, pelo tipo de pessoas a que se destina. Segundo o Júri “…integra-se perfeitamente no conjunto pela função que desempenha como centro para deficientes, pelo cuidado posto na conceção dos espaços interiores e por se tratar de um projeto de equipamento público notável”. Da autoria do Arqt.º Rui de Sousa Cardim, cuja promotora foi a Casa Pia de Lisboa, localiza-se na Rua D. Francisco de Almeida n.º1, uma das principais obras de referência desta década.

As Menções Honrosas atribuídas em 87 premiaram ainda um conjunto habitacional (81) dos Arqt.ºs Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas e Pedro Botelho, situado na Rua Diogo Silves n.º 18; uma recuperação (82) de um prédio de habitação no Largo do Rilvas n.º 1-1A, da autoria do Arqt.º João Raposo de Almeida; e por último, um outro prédio de habitação (83) de construção original, projetado pelos Arqt.ºs António Flores Ribeiro e Diogo Lino Pimentel, para a Rua dos Navegantes n.º 38-38B.

O Prémio Valmor de 1988 foi atribuído por unanimidade ao edifício do Lloyds Bank (84), na Av. da Liberdade n.º 222, cujo projeto pertencente ao Arqt.º António Augusto Nunes de Almeida, foi requerido pelo Lloyds Bank Plc. Este edifício, muito elogiado na altura pelo Presidente de Câmara, é um exemplo da boa construção que se fazia na cidade, pelas referências modernistas patentes nas suas formas.

Além do edifício da Av. da Liberdade, foram também premiados com Menção Honrosa dois prédios de habitação e uma moradia unifamiliar, segundo o Júri “…representativos de cada uma das tipologias selecionadas e já previamente escolhidas”. Assim sendo, a Residência Paroquial de São Tomás de Aquino (85), da autoria dos Arqt.ºs José Eduardo Pires Marques, Nuno Moreira de Carvalho e José Barbedo de Magalhães, situada na Rua Ginestal Machado n.º13, foi uma das premiadas, tal como o edifício (86) localizado na Rua Gonçalo Nunes n.º 31-45, pertencente à EPUL, projetado pelos Arqt.ºs Nuno Teotónio Pereira e João Paciência. A moradia unifamiliar (87) do Arqt.º Vítor Manuel Afonso Alberto, construída na rua S. João Dias n.º 15, propriedade da EPUL, também se inclui no conjunto de edifícios premiados com a Menção Honrosa.

Em 1989 o Prémio Valmor foi atribuído ao conjunto habitacional (88), promovido pela Cooperativa Coociclo. O projeto da autoria dos Arqt.ºs Duarte Nuno Simões, Maria do Rosário Venade, Maria Teresa Madeira da Silva, Nuno da Silva Araújo Simões e Sérgio Almeida Rebelo, foi o primeiro ser premiado como um todo. Até à data muitos outros conjuntos habitacionais foram premiados, mas em termos legais o Prémio só era atribuído a um dos edifícios que o constituía.

Localizado na Rua Professor Queiroz Veloso n.º 2-38, o bairro integra 30 habitações, compostas por moradias em banda que foram implantadas numa área de 3.300 metros quadrados. Com este conjunto, tornou-se possível harmonizar convenientemente o espaço privado familiar com o espaço público, criando-se um território intermédio, que constitui, cada vez mais, um aspeto fundamental para a criação de boas soluções para a habitação urbana. A ocupação do conjunto que se apresenta disposta em três bandas paralelas às ruas, deixa o espaço interior do quarteirão livre para o convívio e lazer dos seus habitantes.

Neste ano foram ainda atribuídas duas Menções Honrosas a edifícios de habitação: um situado na Rua Professor Mark Athias n.º 4-6 (90), da autoria dos Arqt.ºs João Lopes da Silva, Luís Serrano Rodrigues e Rui Ferreira; e outro, que se apresenta como um restauro, dos Arqt.ºs José Vaz Pires, César Barbosa e Fernando Pinto Coelho, localizado na Rua do Quelhas n.º 48 (89), cuja promotora foi a Sociedade de Construção Civil Restauro.

Outros acontecimentos nesta década:

1980/85– Complexo das Amoreiras, Tomás Taveira

1983– XVII Exposição de Arte, Ciência e Cultura do Concelho da Europa; Intervenção na Casa dos Bicos, Manuel Vicente e José Santa-Rita ; Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém classificados como Património da Humanidade

1984– Edifício «Totobola» (IADE), Tomás Taveira

1985– Sede da Caixa Geral de Depósitos, Campo Pequeno, por Arsénio Cordeiro

1988– Incêndio no Chiado

Imagens

(68) Rua Castilho n.º 223-233 com a Rua D. Francisco Manuel de Melo n.º 2-8
(69) Rua Engenheiro Arantes e Oliveira, 4-4 A , Rua Aquiles Machado, 3-3N
(70) Escola Secundária de Benfica - Rua Professor José Sebastião e Silva
(71) Rua da Senhora do Monte, 46
(72) Rua Castilho 5-5B
(73) Edifício Gemini - Quinta das Freiras Lotes P,Q,R,S
(74) Banco Crédito Franco Portugais - Rua Castelo Branco n.º 46
(75) Rua Francisco Gentil 6-6E, 8-8E
(76) Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial - Azinhaga do Lumiar
(77) Estrada do Poço do Chão, 61
(78) Largo da Oliveira n.º 4-4B
(79) Empreendimento São Vicente -Rua Francisco Gentil. 32,38ª
(80) Instituto Jacob Rodrigues Pereira - Rua D. Francisco de Almeida n.º1
(81) Rua Diogo Silves n.º 18
(82) Largo do Rilvas n.º 1-1ª
(83) Rua dos Navegantes n.º 38-38B
(84) Lloyds Bank - Av. da Liberdade n.º 222
(85) Residência Paroquial de São Tomás de Aquino - Rua Ginestal Machado n.º13
(86) Rua Gonçalo Nunes n.º 31-45
(87) Rua S. João Dias n.º 15
(88) Cooperativa Coociclo - Rua Professor Queiroz Veloso n.º 2-38
(89) Rua Professor Mark Athias n.º 4-6
(90) Rua do Quelhas n.º 48

1990/1999


Em 1990 o Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura foi atribuído a um conjunto de residências [91] , localizadas na Rua do Século, 107-109, Rua da Academia das Ciências, 2, e Travessa da Horta, 2-6, um projeto dos arquitetos João Paiva Raposo de Almeida, Pedro Lancastre Ferreira Pinto e Pedro Emauz e Silva, para a SINVAC Sociedade de Investimentos Imobiliários e Industriais Lda.

Reorganizando todo o espaço de um dos antigos palacetes existente na zona, aproveita volumetrias de edifícios preexistentes, reformulando-as e ampliando-as, tratando-o como um condomínio fechado sob diversas formas.

Diz o júri «que este projeto introduz de uma forma sensível novos valores numa zona antiga da cidade». Neste mesmo ano foi também atribuída uma Menção Honrosa a um prédio misto [92] (habitação/comercio), um projeto dos arquitetos José Lobo de Carvalho e João Paiva Raposo de Almeida para HCI-Construções, Lda., situado na Avenida 5 de Outubro, 250, esquina com a Avenida das Forças Armadas, 22. Sobre este projeto 0 júri refere que «.. reinterpreta o problema das esquinas num quarteirão das Avenidas Novas, podendo representar um valor paradigmático».

Em 1991 o Premio Valmor e Municipal de Arquitetura coube a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa [93], um projeto do arquiteto Manuel Mendes Tainha para a Universidade de Lisboa, situada na Alameda da Universidade, Cidade Universitária.

O edifício apreende 0 sítio relacionando-se com a formalidade da alameda e com a informalidade da antiga Rua do Malpique, aproveitando tal facto para resolver a relação entre os eixos de modo a organizar os dois setores, a partir de entradas/fachadas diferentes.

Uma Menção Honrosa foi atribuída a um edifício de habitação [94], situado na Avenida Mª Helena Vieira da Silva, 14, e Rua Professor Salazar de Sousa, 22, um projeto do arquiteto Luiz Amilcar de Almeida Moreira para Vitor Silva Ribeiro, Irmãos Lda., SOTIF, SCO, VAR e LERIMO.

No ano de 1992 não foi atribuído qualquer Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura.

Em 1993 0 Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura foi atribuído ao Complexo das Amoreiras [95],um projeto do arquiteto Tomas Cardoso Taveira para Empreendimento Urb. Torres das Amoreiras, Lda., Mundicenter-Soc. Imobiliária SA e LONLIS-Emp. Imobiliários Amoreiras SA, situado na Avenida Duarte Pacheco, lotes 7-7 A.

Conjunto situado num ponto alto de Lisboa, a sua imagem tornou-se num ponto de referência da cidade. Obra pertencente a arquitetura Post-Moderna, nela se encontram referencias ao lugar onde foi implantada e ao uso da cor que aqui se toma inovador.

Apesar de só terem sido apresentadas algumas das parcelas, 0 júri decidiu atribuir 0 prémio a todo o complexo, considerando que ele conferiu uma nova singularidade à cidade de Lisboa.

Também em 1993 foram atribuídas duas Menções Honrosas. Uma delas premiou a Escola Superior de Comunicação Social [96], um projeto do arquiteto João Luís Carrilho da Graça para o Instituto Politécnico de Lisboa, situado na Rua Carolina Michaelis de Vasconcelos.

É de destacar o enquadramento e a relação do edifício com o sítio. 0 seu corpo pousa sobre uma colina na Quinta de Marrocos, no meio de uma densa zona urbana, desenvolvendo-se ao longo da sua extensão. O ambiente proporcionado pela envolvente leva o autor a usar o ângulo reto, numa tentativa de impedir a sua diluição na paisagem.

Nesta obra o júri destaca a «expressa tendência da arquitetura de uma geração mais recente... de modo peculiar na procura de novas soluções arquitetónicas».

Outra Menção Honrosa coube ao Instituto para o Desenvolvimento de Gestão Empresarial (ISCTE) [97], um projeto do arquiteto Raul Hestnes Ferreira para o ISCTE (Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa), situado na Avenida Professor Aníbal Bettencourt.

O júri destaca desta obra a « ...linguagem depurada, criando um ritmo harmónico a partir da fenestração e dos elementos verticais, com domínio total da composição…(numa) fidelidade à expressão plástica do movimento moderno”

Em 1994 o Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura foi atribuído a um edifício de habitação [98] situado na Rua Professor Cavaleiro Ferreira, 4, e Rua José Escada, 3, um projeto do arquiteto João Ângelo Paciência para a Habiparque-Cooperativa de Habitação CRL. Sobre este edifício, o júri destaca a «aplicação da cultura e praxis arquitetónica num programa habitacional, normalmente espartilhado por regulamentos e pressões diversas». Considera ainda 0 edifício como um «notável discurso com inovação, plasticidade, rigor e criatividade».

Foi ainda atribuída uma Menção Honrosa ao edifício do Banco Nacional Ultramarino [99], um projeto do arquiteto Tomas Cardoso Taveira para o Banco Nacional Ultramarino.

Ocupando um Local importante na estrutura da cidade, 0 júri destaca nesta obra a utilização de um «...elemento mítico do imaginário popular, a guitarra (...) impondo-se de forma marcante e inovadora no quotidiano da cidade».

No ano de 1995 nenhum Premio Valmor e Municipal de Arquitetura foi atribuído.

Em 1996 o júri decidiu atribuir apenas uma Menção Honrosa ao edifício da Companhia de Seguros Metrópole SA [100] situado na Rua Barata Salgueiro, 41, um projeto do arquiteto Henrique Lami Tavares Chico para a Companhia de Seguros Zurich, S.A.

Trata-se de um edifício de escritórios nos quais se recupera uma fachada do início do século e se acrescenta um novo volume.

Sobre este edifício o júri considera-o um «projeto (que) expressa um ato correto de reinterpretação do edifício num evidente respeito pelo existente, valorizando e adaptando o imóvel a novos usos, mantendo a matriz».

A partir de 1997 não foram atribuídos prémios. Em 2003/2004 foram estes concedidos retroactivamente.

O Prémio Valmor de 1997 coube ao Edifício Bagatela (101), um projeto dos arquitetos João M. H. Duarte Ferreira e Miguel Sousa para o Pátio Bagatella Empreendimentos Imobiliários S.A., situado na Rua Artilharia Um, 45-51, esquina coma Travessa da Légua da Póvoa, 11-17, tendo os projetos de execução sido ultimados em 1993 e a obra concluída em 1996.

«Com um programa multifuncional, de habitação, escritórios e comércio, o projeto teve como intenção dominante a criação de um conjunto de espaços exteriores comuns, semipúblicos ou privados, articulando percursos, galerias e pracetas (…)” in Memória Descritiva do Projeto.

Foi, ainda atribuída uma Menção Honrosa ao Edifício Administrativo da Parque Expo [102], um projeto dos arquitetos João de Almeida, Pedro Ferreira Pinto e Pedro Emauz Silva, Grupo Arqui Ill, para Parque Expo S.A, situado na Avenida D. João II, lote 1.07.2.1.

«A sua localização central dentro do quarteirão corresponde a uma opção de utilização condominal futura (...) garantindo um percurso pedonal pela transversal do conjunto. Não se escamoteando uma certa carga simbólica na composição que permitisse relaciona-Io com o tema dos Oceanos, ao utilizar elementos como velas em toldos e difusores e, finas redes brancas nas proteções solares das fachadas, procuramos conceber um Edifício que se comportasse de forma correta em face das exposições solares principais (...). A criação de um Átrio coberto em vidro, de grandes dimensões (...) corresponde à seleção de conceitos de Ventilação natural e de Displacement ventilation.» in Memoria Descritiva do projeto.

Em relação ao ano de 1998, foram premiados quatro edifícios concebidos para a exposição, dois com Premio Valmor e dois com Menção Honrosa. Um quinto prémio, também Menção Honrosa, coube ao Edifício Vitoria.

Um dos edifícios premiados com o Prémio Valmor foi o Pavilhão de Portugal [103], localizado na Alameda dos Oceanos, lote 2.12.01, um projeto do arquiteto Álvaro Siza Vieira para a Parque Expo S.A. «O edifício é constituído por dois corpos separados por uma junta de construção:

Corpo A Coberto suspenso de dois pórticos (...). Este coberto define uma ampla área destinada a atos públicos e representações (...)servindo também como espaço de acesso ao Pavilhão.

Corpo B Edifício de dois pisos e cave (...). Os três pisos do edifício designado por Corpo B desenvolvem-se em torno de um pátio (.. .), aterrado ate a cota do rés do chão (...). O Corpo B está longitudinalmente dividido em duas áreas: - Área Expositiva, do lado Poente; - Área Nascente, voltada ao rio.»
in Memoria Descritiva

O outro edifício premiado com o Valmor foi o Pavilhão do Conhecimento dos Mares [104]. Situado na Alameda dos Oceanos, lote 2.09.02, e um projeto do arquiteto João Luis Carrilho da Graça para a Parque Expo S.A..

«É constituído fundamentalmente por um volume vertical, (...) o centro do espaço expositivo e por um outro horizontal rasgado por um pátio de acesso. (..,.) O volume vertical e o horizontal suspenso cruzam-se megaliticamente em betão branco. (...) 0 acesso ao edifício faz-se a partir da Praça Central onde rampas em espiral definem o percurso ate ao Átrio da Entrada» in Memoria Descritiva

Em relação as Menções Honrosas, uma foi atribuída ao Oceanário e Edifício de Apoio [105], situado na Esplanada D. Carlos I, lote 2.09.02, Doca dos Olivais, um projeto do arquiteto Peter Chermayeff para Oceanário de Lisboa SA..

Ocupa «um lugar central em plena doca dos Olivais, de forma a desenvolver 0 edifício de maneira similar a uma embarcação (...) cuja principal característica fosse a omnidireccionalidade da sua própria forma e, também, a capacidade de se erguer da água como (...) um gigantesco compasso orientado simultaneamente aos quatro quadrantes (...). Em terra, um segundo edifício, que se liga ao primeiro através de uma ponte pedestre (...) garante todas as restantes funções» in Memoria Descritiva

Outra Menção Honrosa foi atribuída ao Pavilhão Multiusos [106], um projeto dos arquitetos Regino Cruz e Nicholas Jacobs (SOM) para Atlântico, situado na Alameda dos Oceanos, lote 2.13.01,

«Tratando-se de um edifício de grande volume, reduziu-se a perceção da sua imagem exterior, assumindo [uma] cota de implantação (...) abaixo do nível do solo (...). De um modo geral, caracteriza-se esta solução por: enaltecimento da imagem exterior do Pavilhão, peia escadaria circundante (...), cobertura da construção de curva branda (...), criação de ampla área de circulação e convívio» in Memoria Descritiva

Por fim, a ultima Menção Honrosa deste ano coube ao Edifício Vitoria [107], um projeto do arquiteto Fernando C. da Silva Pinheiro para Vitoria Seguros, S.A. Situado na Avenida da Liberdade, 196 a 200, apresenta uma linguagem moderna que teve em conta condicionalismos próprios de uma zona urbana delicada, em fase de transformação.

Relativamente ao ano de 1999, o júri decidiu apenas atribuir uma Menção Honrosa à Faculdade de Medicina Veterinária [108], um projeto do arquiteto João Lúcio Lopes para a Universidade Técnica de Lisboa, situado na Rua Professor Cid dos Santos, no Alto da Ajuda, obra realizada entre 1995 e 1998.

«Construiu-se o edifício como se fosse um conjunto urbana: definiram-se percursos, atravessamentos, ruas, praças, enquadramentos, transparências e opacidades. Tipologias diversas, para vários programas de ocupação, enquadram soluções arquitetónicas diferenciadas num conjunto que se pretendeu marcadamente unitário» in Memoria Descritiva

Imagens

(91) Rua do Século 107 e 109, Rua da Academia das Ciências nº 2. Travessa da Horta 2-6
(92) Av.5 Outubro 250-250D, Avenida das Forças Armadas 22,22C
(93) Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação - Alameda da Universidade
(94) Av. Maria Helena Viera da Silva 14-14C´, Rua Professor Salazar de Sousa 22
(95) Conjunto das Amoreiras - Avenida Duarte Pacheco Lote 7-7ª
(96) Escola Superior de Comunicação Social - Rua Carolina Michaelis Vasconcelos
(97) ISCTE - Avenida Professor Aníbal Bettencourt
(98) Rua Professor Cavaleiro de Ferreira 4, Rua José Escada 3
(99) Banco Nacional Ultramarino - Avenida 5 de Outubro 175
(100) Companhia de Seguros Zurique - Rua Barata Salgueiro 41,41-A
(101) Pátio Bagatella - Travessa da Légua da Povoa 13,17
(102) Edifício Administrativo Parque Expo 98 - Urbanização Parque Expo , Avenida Dom João II, Lote 1.7.2.1
(103) Pavilhão de Portugal - Alameda dos Oceanos Lote 2.12.01
(104) Pavilhão dos Conhecimentos do Mar - Alameda dos Oceanos Lote 2.10.01
(105) Oceanário e Edifício de Apoio - Esplanada Dom Carlos I, Doca dos Olivais 2.09.02 e 2.09.01
(106) Pavilhão MultiUsos - Alameda dos Oceanos Lote 2.13.01
(107) Edifício Vitória - Av da Liberdade 196-196F e 200
(108) Faculdade de Medicina Veterinária - Rua Professor Cid dos Santos

2000/2006


O Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura referente ao ano de 2000 coube ao Edifício C8 Departamento de Física e Química da Faculdade de Ciências [109], um projeto do arquiteto Gonçalo Byrne para a Faculdade de Ciências da Universidade Clássica de Lisboa, situado na Cidade Universitária, Campo Grande.

«O edifício C8 (...) insere-se num contexto pouco definido, em que aos condicionamentos resultantes da exiguidade do terreno e dos critérios de implantação dos edifícios vizinhos, se junta a indefinição ao nível do pIano desta zona da Cidade Universitaria de Lisboa. O novo edifício procura assumirem essa realidade e de certo modo transformá-Ia, introduzindo novas nexos no contexto precedente, e caracterizando com mais precisão o espaço urbano envolvente e as relações do seu próprio conteúdo com o0 dos edifícios e espaços públicos circundantes». in Memoria Descritiva

A Menção Honrosa coube a um conjunto de edifícios de escritórios [110], situados na Avenida Torre de 3elem, 17 a 19, um projeto dos arquitetos José Silva Pires, Fernando Pinto Coelho e César Barbosa para Criterium Sistemas Informáticos, Lda.

«Pretendeu-se que os edifícios projetados, mesmo sendo destinados ao uso terciário, se identificassem formalmente e volumetricamente com as moradias e outros edifícios envolventes (...). Deste modo, as cérceas não ultrapassam a media das cérceas da Av. da Torre de Belém (...).» Houve cuidado para «que a área verde disponibilizada fosse conseguida, não só através da manutenção de terreno permeável, mas também através de terra vegetal colocada sobre a laje da garagem (. ..).» in Memoria Descritiva

O Premio Valmor e Municipal de Arquitetura de 2001 foi atribuído ao edifício Atrium Saldanha [111], situado na Praga Duque de Saldanha, 1, Avenida Casai Ribeiro, 63, Rua Fernão Lopes, 4, Rua Engenheiro Vieira da Silva, 18, e Avenida Fontes Pereira de Melo, 44, um projeto dos arquitetos João Paciência e Ricardo Bofill para IMOSAL, SA..

«O estudo geométrico, proporção e equilíbrio proporciona, quer numa organização da planta quer nos alçados, criação «inevitável de um grande vazio interior que viria a definir-se sob a forma de um grande semicírculo..), envolvido em altura par plateias virtuais múltiplas e troneo-cónicas, dramatizando deste forma o efeito etnográfico pretendido».

O átrio tem assim, no «elemento gerador fundamental de toda a espacialidade interior do objeto "arquitetónico", conferindo-Ihe toda a sua singularidade.A estabilidade e equilíbrio do edifício são conseguidos através de marcação «das esquinas do quarteirão com um desenho mais fechado e materiais vivamente mais pesados», o que confere uma definição das «balizas dos diferentes troços e da praça» que o delimitam.

A marcação de linhas horizontais de dois em dois pisos «entaladas entre os torreões das esquinas estabiliza a fachada e conferem sentido à forma geral». in revista Imobiliária

Foram atribuídos, para o ano de 2002, dois Prémios Valmor e Municipal de Arquitetura e uma Menção Honrosa.

Um dos prémios foi atribuído ao Edifício da Reitoria da U. 'N. L [112]. Localizado no Campus de Campolide é um projeto dos irmãos Manuel e Francisco Aires Mateus para a Universidade Nova de Lisboa.

«0 terreno e um promontório junto a uma das principais entradas de Lisboa. 0 espaço é regrado pelo antigo ( .) colégio dos Jesuítas. (...) O programa prevê dois grupos de espaços muito distintos: funções administrativas, arrumadas, na torre (...); funções representativas, com grandes áreas, a instalarem-se no embasamento. A construção emergente e da mesma altura do colégio de três pisos, desenhando-se a fachada em pedra branca de forma a não permitir a leitura dos seus muitos níveis. (...) Sob esta praça, os espaços representativos são esculpidos recorrendo à sobreposição dos três níveis, sabre os quais se opera tridimensionalmente.» in Memoria Descritiva

O outro Premio \/almor e Municipal de Arquitetura, atribuído em ex-aequo, coube ao Edifício II do I.S.C.T.E. (113), localizado na Avenida Professor Aníbal Bettencourt, na Cidade Universitária, um projeto de Raul Hestnes Ferreira para a Universidade Nova de Lisboa.

«O Edifício do ISCTE II constitui a última fase do Complexo ISCTE na área da Cidade Universitária (…). Na ausência dum plano para a expansão da instituição (…) processou-se em função dos programas, áreas de implantação e meios disponíveis, tendo em conta as exigências da instituição e a época da execução de cada projeto, havendo (…) conceitos básicos que presidiram a conceção dos edifícios, apoiados na forma construtiva, em que foi dominante a utilização do betão armado. Os espaços principais são para alem do átrio acessível de varias direções e a vários níveis, com uma dominante vertical, um Auditório (...), Anfiteatro (…) a Biblioteca Central do ISCTE, salas de aula, gabinetes, laboratórios e espaços multimédia, zonas de convívio e refeições. (.) Dada a dimensão do edifício e a necessidade de se harmonizar com a envolvente, ele expressa-se de modo diversificado (…).

A norte, assume a importância do seu posicionamento num ponto elevado da Cidade Universitária, enquanto a poente se compatibiliza com o edifício inicial do ISCTE garantindo uma comunicação através de um Passadiço em betão. Por último, a suI, delimita a Praga Central do CTE. (…)

Embora cada corpo edificado do ISCTE tenha a sua individualidade (…) existem pontos de contacto formais entre eles»
in Memoria Descritiva. A Menção Honrosa, atribuída ao Edifício Picoas Plaza [114], localizado na esquina da Rua Tomas Ribeiro com a Rua Viriato, é um projeto dos arquitetos Manuela Abrantes Geirinhas (1960) e Jorge Carvalho Ribeiro (1959) para J. A. Santos Carvalho SA.

Trata-se de «um projeto para o quarteirão da Garagem Militar, na Rua Tomas Ribeiro esquina com a Viriato (…) Verificamos a previsão de uma praça interior ao lote, que adotámos como elemento estruturante do Projeto (...) qualificando-a através da criação de jardins, esplanadas e lagos, simultaneamente eliminando contacto com o tráfego ruidoso da Rua Viriato .(...) O edifício que nos propusemos projetar possui alguma complexidade funcional por coexistirem nele 50 apartamentos (...),2 edifícios de escritórios e serviços (...), um centro comercial (...) e estacionamentos (...). No desenvolvimento do projeto teve-se em conta a integração (…) de duas fachadas antigas que devendo ser (…) recuperadas, foram dotadas de acessórios formais diferentes dos preexistentes (.. .).

Como elemento de ligação entre os edifícios "antigos" e os volumes novos projetou-se um edifício despojado e neutro, a fim de permitir a mudança de linguagem sem perturbar a leitura das recuperações.»
in Memória Descritiva

O Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura, relativo ao ano de 2003, não foi atribuído.

O júri considerou que, do conjunto de um total de 283 obras que estiveram em apreciação, "não houve nenhuma que apresentasse qualidade arquitetónica suficiente”.

O júri decidiu atribuir duas Menções Honrosas:

Por unanimidade uma Menção Honrosa ao projeto de“Reconversão de um quarteirão no Chiado” (115), enquadrado pelas ruas Garrett, Serpa Pinto, Travessa do Carmo e Almirante Pessanha, da autoria do Arquiteto Gonçalo Sousa Byrne, sendo promotor a Companhia de Seguros Império, S.A..

Por maioria uma Menção Honrosa ao projeto“Alcântara-Rio/Reconversão de um quarteirão da antiga Fábrica da União” (116), situado em Alcântara delimitado pelas ruas João de Oliveira Miguéis, Fradesso da Silveira e Fontainhas, da autoria do Arquiteto Frederico Valsassina, sendo promotor a Alcântara Rio-Empreendimentos Imobiliários S.A..

As duas intervenções premiadas são dois bons exemplos de conciliação entre a vertente imobiliária e o respeito pelos valores da cidade. Apresentam uma forma de intervenção com respeito pelas memórias do local e ao mesmo tempo com forte referência da arquitetura atual, sem esquecer que um dos fatores de competitividade entre as cidades reside na melhor oferta da qualidade arquitetónica do edificado, como do espaço público que a envolve.


Para os anos 2004, 2005 e 2006, foi nomeado um Júri, de acordo com o Regulamento do Prémio. O Júri foi constituído, além do Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Arquiteto Manuel Salgado, que presidiu ao Júri, e da Sr.ª Vereadora do Pelouro da Cultura, Dr.ª Rosalia Vargas, pelos seguintes membros externos: Personalidade Nomeada pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Professor Doutor Arquiteto Walter Rossa; Representante da Academia Nacional de Belas-Artes, Arquiteto António Marques Miguel; Representante da Ordem dos Arquitetos, Arquiteto João Luís Carrilho da Graça; Representante da Faculdade de Arquitetura/UTL, Professor Doutor Arquiteto Francisco José Gentil Berger.

O Sr. Arquiteto Manuel Salgado, não participou na avaliação e votação das obras de Arquitetura respeitantes aos Anos 2004 e 2005, por escusa própria com base no Artigo 4º do Regulamento dos Prémios Valmor e Municipal de Arquitetura. Na qualidade de vereador do Pelouro de Urbanismo e Reabilitação Urbana participou como Comissário Técnico Científico.

Em representação da Direção Municipal de Gestão Urbanística, esteve presente a Arquiteta Teresa Lencastre, que assessorou o Júri no seu trabalho.

O Júri avaliou um total de quinhentos e sessenta e seis obras de Arquitetura e um total de trinta e uma obras de Arquitetura Paisagista/Tratamento do Espaço Público Urbano.

Para 2004, o Júri decidiu premiar por unanimidade com o Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura: o Complexo de habitação, serviços e comércio Terraços de Bragança, Rua do Alecrim/Rua António Maria Cardoso, da autoria do Arquiteto Siza Vieira; o Complexo de hotel, serviços/congressos, Art/s Business & Hotel Centre, no Parque das Nações, Avenida Dom João II/Passeio do Cantábrico, da autoria do Arquiteto Frederico Valsassina e a obra de requalificação dum espaço de enquadramento do traçado viário, Qualificação da Entrada Norte de Lisboa, da autoria da Câmara Municipal de Lisboa/DMAU/DEP.

Para 2005, o Júri decidiu premiar por unanimidade com o Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura: o Edifício sede da Vodafone, no Parque das Nações, Avenida Dom João II/Passeio do Báltico e a obra deQualificação do Parque Urbano Quinta das Conchas, no Lumiar, da autoria da Câmara Municipal de Lisboa.

Para 2006, o Júri não atribuiu o Prémio, atribuindo Menções Honrosas por unanimidade aos edifícios: Edifício de habitação, comércio e serviços, localizado no Parque das Nações, Avenida Dom João II/ Passeio do Báltico / Rua do Mar do Norte, Lote 1.13.01, freguesia de Santa Maria dos Olivais, da autoria dos Arquitetos Maria Manuel Rio Maior da Silva Alvarez e Rui SerraEdifício de serviços (obra de alteração e ampliação), localizado na Avenida da Liberdade, 136-136B, freguesia de São José, da autoria do Arquiteto António Júlio Leite Portal Covas;Edifício de habitação e comércio, localizado na Rua Rodrigo da Fonseca, 21-21C, freguesia de São Mamede, da autoria do Arquiteto José Manuel Duarte Soalheiro.

Com a atribuição destes Prémios passam a existir um total de 125 obras premiadas, entre Prémios e Menções Honrosas, atribuídas tanto a edificios como a conjuntos edificados, assim como a espaços públicos.

O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa, em cerimónia realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no dia 30 de outubro de 2009, procedeu à entrega aos premiados dos Prémios Valmor e Municipal de Arquitetura, relativos aos anos 2004, 2005 e 2006.

(109) Edifício C8 da Faculdade de Ciências - Campo Grande
(110) Avenida Torre de Belém 17 , Rua São Francisco Xavier 29, Avenida Torre de Belém 19, Rua Dom Francisco de Almeida 15
(111) Atrium Saldanha - Praça Duque de Saldanha 1-1c
(112) Reitoria da Universidade Nova de Lisboa - Campos de Campolide
(113) ISCTE - Avenida Professor Aníbal Bettencourt
(114) Picoas Plaza - Rua Tomás Ribeiro 65, Rua Viriato 13
(115) Reconversão de um quarteirão no Chiado
(115) Reconversão de um quarteirão no Chiado
(115) Reconversão de um quarteirão no Chiado
(116) Alcântara-Rio/Reconversão de um quarteirão da antiga Fábrica da União

2007/2009

O Júri do Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura dos anos 2007, 2008 e 2009 foi constituído pela Senhora Vereadora do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Dra. Catarina Vaz Pinto e pelo Diretor Municipal de Planeamento, Reabilitação e Gestão Urbanística, Arq. Jorge Catarino Tavares, e pelos seguintes membros externos: personalidade nomeada pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Professor Doutor Arquiteto Francisco da Silva Dias; representante da Academia Nacional de Belas Artes, Professor Doutor Arquiteto António Marques Miguel; representante da Ordem dos Arquitetos Portugueses, Professor Doutor Arquiteto Michel Toussaint; representante da Faculdade de Arquitetura/UTL, Professor Doutor Arquiteto José Manuel Fernandes.

Presidiram às reuniões de deliberação a Senhora Vereadora da Cultura, Dra. Catarina Vaz Pinto, para os anos de 2007 e 2008, e o Senhor Diretor Municipal de Planeamento, Reabilitação e Gestão Urbanística, Arq. Jorge Catarino Tavares, para o ano de 2009.

Estando previsto no regulamento do PVMA, no Artigo 3º, alínea 2, a participação do Senhor Vereador do Urbanismo e Reabilitação Urbana, Arq. Manuel Salgado, nas reuniões do júri, este declarou-se impedido, ao abrigo do disposto no Artigo 4.º do referido regulamento, não tendo participado nas reuniões do júri.

O Júri analisou um total de 459 obras, sendo 137 referentes ao ano de 2007, 155 do ano de 2008 e 167 do ano de 2009.

Por deliberação do júri, foram galardoadas, por unanimidade, as seguintes obras:


Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura de 2007 ex-aequo

Estação de Metro do Terreiro do Paço, localizada na Av. Infante Dom Henrique / Praça do Comércio, da autoria do Arquiteto Artur Rosa, tendo como promotor Metropolitano de Lisboa, E.P.. O Júri salientou as características de “espaço catedral” para uso quotidiano e benefício da população, a partir de condicionantes impostas pela especificidade da obra, de que resulta um ambiente piranesiano sem qualquer concessão ao pitoresco ou à decoração, acentuado por um ambiente de luz e de sombras, forte e expressivo, que assenta na evidência dos elementos estruturais e na espacialidade da obra. 

Hospital da Luz, localizado na Avenida dos Condes de Carnide, 45-45G, da autoria do Arquiteto Manuel Sande e Castro Salgado, tendo como promotor Espirito Santo - U.S.A.T.I. O Prémio foi atribuído pela dimensão arquitetónica, pela elegância plástica, pela fluidez dos espaços, a funcionalidade e a eficácia, bem como pela dimensão urbana e pela capacidade de “construir cidade” no carente subúrbio.

Menções Honrosas de 2007

Edifício de habitação localizado na Calçada da Tapada, 43, da autoria do Arquiteto Lourenço Manuel Gomes Machado Vicente, tendo como promotor Adelino de Jesus de Freitas Mendes.

Edifício de habitação localizado na Rua das Janelas Verdes, 3-3B, da autoria do Arquiteto João Paulo Conceição, tendo como promotor Sociedade Turística Clima Sol, S.A.

Edifício de habitação localizado na Rua do Quelhas, 14, das autoria do Arquiteto João Luís do Rosário Carrilho da Graça, tendo como promotor António Domingues.


Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura de 2008 ex-aequo

Escola Superior de Música de Lisboa, localizada no Campus de Benfica do Instituto Politécnico de Lisboa, da autoria do Arquiteto João Luís do Rosário Carrilho da Graça, tendo como promotor Instituto Politécnico de Lisboa. O Júri fundamentou a escolha alegando a escala urbana, poderosa, de um macro volume implantado num contexto suburbano agressivo e desqualificado, e a inventiva formal e plástica do volume proposto. A clareza da sua organização e a dimensão dos espaços coletivos exaltam o destino público. Tal é reforçado pela síntese formal/espacial que articula a modelação do terreno com as camadas de que é composto.

Estação Metropolitana e Ferroviária do Cais do Sodré, localizada no Cais do Sodré, da autoria dos Arquitetos Nuno Teotónio Pereira e Pedro Viana Botelho, tendo como promotor Metropolitano de Lisboa, E.P.. Refere o Júri que a partir de um programa de extraordinária complexidade, propuseram um espaço público cómodo que satisfaz as exigências funcionais e serve de suporte a Arte Pública, atuando como instrumento de ligação da cidade ao rio e fornecendo à Avenida Vinte e Quatro de Julho o que se pode apelidar de fachada dinâmica pela transparência que permite a perceção da dinâmica ferroviária. 

Menções Honrosas de 2008

Edifício de habitação na Rua da Amendoeira 9-15, da autoria dos Arquitetos Victor Mestre e Sofia Aleixo, tendo como promotor Empresa Pública de Urbanização de Lisboa – EPUL.

Requalificação e Ampliação da Escola Secundária Dom Dinis, localizada na Rua Manuel Teixeira Gomes, da autoria de Bak Gordon Arquitectos, Lda, tendo como promotor Parque Escolar, E.P.E. 

Casa Ronald Mcdonald, que pretende proporcionar “uma casa longe de casa” às famílias das crianças em tratamento hospitalar, localizada no Largo do Conde Pombeiro, 15-15A, da autoria dos Arquitetos Maria Manuel Alvarez e Rui Serra, tendo como promotor Fundação Infantil Mcdonald.


Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura de 2009

Edifício do Banco Mais, localizado na Av. Vinte e Quatro de Julho, 98-98B, da autoria do Arquiteto Gonçalo Byrne, tendo como promotor Banco Bpi, S.A. Entendeu o Júri que sendo um edifício de escritórios de uma instituição bancária, foi projetado para melhor aproveitar a planta retangular do seu corpo principal com os espaços servidores ao centro e as salas de trabalho junto às fachadas. A sua modulação permite um uso flexível baseado na existência de paredes amovíveis e de vastos envidraçados protegidos a Sul, por estores e pela antiga fachada, preservada, que recorda o armazém que lá existiu. A Norte a fachada é iluminada pela reflexão solar no muro de suporte de terras onde se situa o Museu de Arte Antiga. O jardim deste museu prolonga-se visualmente pela cobertura do edifício de escritórios que é ajardinada, conferindo um espaço de distensão e protegendo termicamente a cobertura. Assim, integração e resposta racional eficaz são valores aqui evidentes.

Menções Honrosas de 2009

Edifício dos Estúdios da RTP, localizado na Av. Marechal Gomes da Costa, 37, da autoria do Arquiteto Frederico Raúl Tojal Valsassina Heitor, tendo como promotor BPN-Imofundos, Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, S.A.

Centro Português de Design, localizado na Rua Cupertino Miranda, 9, da autoria do Arquiteto José Justino de Jesus Morais, tendo como promotor Polo Tecnológico de Lisboa.

Edifício de habitação localizado na Travessa da Oliveira à Estrela, 12-12A, da autoria do Arquiteto Bartolomeu Albuquerque da Costa Cabral, tendo como promotor Frederico Bernardino.

Edifício de habitação e serviços localizado na Rua do Mar da China, 1.07.1.1, da autoria do Arquiteto Manuel Rocha de Aires Mateus, tendo como promotor Mar-do-Oriente, Cooperativa de Construção, CRL.

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 Discurso de abertura da cerimónia ( 8-11-2012) - Professor Doutor Arq. Francisco Silva Dias (184 KB)

Imagens

Estação de Metro do Terreiro do Paço, localizada na Av. Infante Dom Henrique / Praça do Comércio
Hospital da Luz, localizado na Avenida dos Condes de Carnide, 45-45G
Edifício de habitação localizado na Calçada da Tapada, 43
Edifício de habitação localizado na Rua das Janelas Verdes, 3-3B
Edifício de habitação localizado na Rua do Quelhas, 14
Escola Superior de Música de Lisboa, localizada no Campus de Benfica do Instituto Politécnico de Lisboa
Estação Metropolitana e Ferroviária do Cais do Sodré, localizada no Cais do Sodré
Edifício de habitação na Rua da Amendoeira 9-15
Requalificação e Ampliação da Escola Secundária Dom Dinis, localizada na Rua Manuel Teixeira Gomes
Casa Ronald Mcdonald, localizada no Largo do Conde Pombeiro 15-15A
Edifício do Banco Mais, localizado na Av. Vinte e Quatro de Julho, 98-98B
Edifício dos Estúdios da RTP, localizado na Av. Marechal Gomes da Costa, 37
Centro Português de Design, localizado na Rua Cupertino Miranda, 9
Edifício de habitação localizado na Travessa da Oliveira à Estrela, 12-12A
Edifício de habitação e serviços localizado na Rua do Mar da China, 1.07.1.1

2010/2012

O Júri do Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura dos anos 2010, 2011 e 2012 foi constituído pela Senhora Vereadora do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Dra. Catarina Vaz Pinto, pelo Diretor Municipal de Planeamento, Reabilitação e Gestão Urbanística, Arq. Jorge Catarino Tavares, e pelos seguintes membros externos: personalidade nomeada pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Arquiteto Duarte Nuno Simões; representante da Academia Nacional de Belas Artes, Arquiteto António Marques Miguel; representante da Ordem dos Arquitetos Portugueses, Arquiteto Manuel Graça Dias; representante da Faculdade de Arquitetura/UTL, Arquiteto Luís Afonso.

Presidiram às reuniões de deliberação a Senhora Vereadora da Cultura, Dra. Catarina Vaz Pinto e o Senhor Diretor Municipal de Planeamento, Reabilitação e Gestão Urbanística, Arq. Jorge Catarino Tavares, para o ano de 2009. 

O Júri analisou um total de 572 obras, sendo 100 referentes ao ano de 2010, 230 do ano de 2011 e 242 do ano de 2012.

 

Por deliberação do júri, foram galardoadas, por unanimidade, as seguintes obras:

 

 

Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura 2010

Alteração de Edifício de Habitação, situado na Calçada do Combro, 125-129, da autoria do arquiteto João Luís do Rosário Carrilho da Graça.

Menções Honrosas de 2010

Escola Básica e Secundária de Passos Manuel, situada na Travessa do Convento de Jesus, da autoria dos arquitetos Victor Mestre e Sofia Aleixo.

Ampliação de Edifício de Habitação, situado na Calçada do Galvão, 39-39A, da autoria do arquiteto Manuel Rocha de Aires Mateus.

 

 

Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura 2011 ex-aequo

 

Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico Vergílio Ferreira, situada na Rua do Seminário, da autoria do Atelier Central  -  José Martinez e Miguel Beleza.

Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico Rainha D. Leonor, situada na Rua Maria Amália Vaz de Carvalho, da autoria do Atelier dos Remédios – Arquitectura e Renovação Urbana, Lda - Francisco Teixeira Bastos e Madalena Cardoso de Menezes.

Escola Básica de Francisco de Arruda, situada na Calçada da Tapada, da autoria do arquiteto José Neves.

 

Menções Honrosas de 2011

Alteração de Edifício de Habitação, situado na Rua de São Bento, 235-239, da autoria da arquiteta Sara Oliveira Ribeiro.


Fundação Champalimaud
, situada na Av. de Brasília da autoria do arquiteto Arquiteto Charles Correa, arquitetos responsáveis: João Pedro Fernandes Abreu e Paulo Daniel Amorim Teixeira.

 

Construção de Edifício de Equipamento Coletivo (Expansão do Oceanário de Lisboa), localizado na Esplanada de Dom Carlos I (ao Parque das Nações), 2.09.01, da autoria do arquiteto Pedro Nuno Campos da Costa.


Escola Secundária António Damásio
, situada na Avenida Dr. Francisco Luís Gomes, da autoria do arquiteto Manuel Mendes Taínha.

 

 

Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura 2012

O Júri decidiu atribuir apenas Menções Honrosas


Menções Honrosas de 2012

 

Construção de Edifício de Habitação, situado na Rua Conde das Antas, 56-56B, da autoria do Arquiteto Samuel Ruiz Torres de Carvalho.

Ampliação de Edifício de Habitação, situado na Rua Rosa Araújo, 49-49B, da autoria dos arquitetos, Frederico Raúl Tojal Valsassina Heitor e Manuel Rocha de Aires Mateus.

Alteração de Edifício de Habitação, situado na Calçada do Combro, 125-129
Escola Básica e Secundária de Passos Manuel, situada na Travessa do Convento de Jesus
Ampliação de Edifício de Habitação, situado na Calçada do Galvão, 39-39A
Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico Vergílio Ferreira, situada na Rua do Seminário
Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico Rainha D. Leonor, situada na Rua Maria Amália Vaz de Carvalho
Escola Básica de Francisco de Arruda, situada na Calçada da Tapada
Alteração de Edifício de Habitação, situado na Rua de São Bento,
Fundação Champalimaud, situada na Av. de Brasília
Construção de Edifício de Equipamento Coletivo (Expansão do Oceanário de Lisboa), localizado na Esplanada de Dom Carlos I (ao Parque das Nações)
Escola Secundária António Damásio, situada na Avenida Dr. Francisco Luís Gomes
Construção de Edifício de Habitação, situado na Rua Conde das Antas
Ampliação de Edifício de Habitação, situado na Rua Rosa Araújo

2013/2016

O Júri do Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura dos anos 2013, 2014, 2015 e 2016 foi constituído pela Senhora Vereadora do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Dra. Catarina Vaz Pinto, pelo Senhor Diretor Municipal de Urbanismo, Arquiteto Jorge Catarino Tavares, e pelos seguintes membros externos: personalidade nomeada pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Arquiteto Sérgio Melo (anos 2013 e 2014); representante da Academia Nacional de Belas Artes, Arquiteto Francisco Berger; representante da Ordem dos Arquitetos, Arquiteto Cândido Chuva Gomes; representante da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, Arquiteto João Pardal Monteiro.

Foram analisadas pelo Júri um total de 967 obras. Para o ano de 2013 correspondem duzentas e cinquenta e quatro obras candidatas, para o ano de 2014 correspondem trezentas e vinte e três obras candidatas, para o ano de 2015 correspondem cento e sessenta e oito obras candidatas e para o ano de 2016 correspondem duzentas e vinte e duas obras candidatas.

O Júri deliberou galardoar as seguintes obras:

 

 

Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura de 2013

Ampliação da ETAR de Alcântara incluindo a sua nova cobertura, localizada na Avenida de Ceuta, da autoria dos Arquitetos Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus e do Arquiteto Paisagista João Ferreira Nunes, teve como promotor a Simtejo-Saneamento Integrado dos Municípios do Tejo e Trancão SA. 

Menções Honrosas de 2013

Construção do edifício de serviços, localizado no nº3 da Rua Laura Ayres, da autoria do Arquiteto João Luís Carrilho da Graça, e promoção da Novasede – Actividades Imobiliárias, SA.

Construção do edifício de habitação, localizado no nº32 da Rua Teófilo Braga, da autoria e promoção do Arquiteto José Paulo Feio Ribeiro Mateus.

Alteração de edifício para Casa da Severa, localizada no nº2 do Largo da Severa, da autoria do Arquiteto José Adrião, e promoção da Câmara Municipal de Lisboa.

 

 

 

Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura de 2014 

Alteração do Banco de Portugal – Museu do Dinheiro, localizado no Largo de São Julião, da autoria dos Arquitetos Gonçalo Byrne e João Pedro Falcão de Campos, e promovido pelo Banco de Portugal.     


Menções Honrosas de 2014

Construção de edifício de habitação, localizado non nº 5 da Travessa do Patrocínio, da autoria do arquiteto Luís Maria Belo Rebelo de Andrade, e promovido por Sigma Pax Investimentos, SA.

Recuperação e Valorização do Museu do Teatro Romano, localizado no nº3 da Rua de São Mamede, com autoria dos Arquitetos Daniela Ermano e João Carrasco, promovido pela Câmara Municipal de Lisboa.

 

 

 

Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura de 2015 

Alteração dos Terraços do Convento do Carmo, localizado no Largo do Carmo, com autoria dos Arquitetos Álvaro Siza Vieira e Carlos Castanheira, promovido pela Câmara Municipal de Lisboa. 



Menções Honrosas de 2015

Construção de edifício de habitação, localizado no n º4 da Rua Dom Francisco de Almeida, com autoria da Arquiteta Ana Mafalda Sequeira Batalha e promovido por Terraquinta, Gestão e Administração de Património Imobiliário SA.

Construção do Museu Nacional dos Coches, localizado no perímetro definido pela Avenida da Índia, Praça Afonso de Albuquerque e Rua da Junqueira, com autoria dos Arquitetos Paulo Mendes da Rocha, MMBB, Arquitetos Lda., Ricardo Bak Gordon e Arquiteto Paisagista João Ferreira Nunes, promoção da Direção Geral do Património Cultural (DGPC).

 

 

 

Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura de 2016 

Alteração do Cine-Teatro Capitólio, localizado no Parque Mayer, com autoria do Arquiteto Alberto Souza Oliveira, promovido pela Câmara Municipal de Lisboa. 


Menções Honrosas de 2016

Alteração do Centro Comercial Caleidoscópio, localizado no Campo Grande, com autoria do Arquiteto Pedro Lagrifa Carvalhais de Oliveira e promoção da Universidade de Lisboa.


Construção do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia
, localizado na Avenida Brasília, com autoria da Arquiteta Amanda Jane Levete e promoção da Fundação EDP.

Fig.1 - ETAR de Alcântara na Avenida de Ceuta.
Fig.2 - ETAR de Alcântara na Avenida de Ceuta.
Fig.3 - Edifício de serviços na Rua Laura Ayres – Pólo Tecnológico de Lisboa.
Fig. 4 – Edifício de habitação na Rua Teófilo Braga nº32.
Fig. 5 – Casa da Severa no Largo da Severa nº2.
Fig. 6 – Banco de Portugal – Museu do Dinheiro no Largo de São Julião.
Fig. 7 – Banco de Portugal – Museu do Dinheiro no Largo de São Julião.
Fig. 8 – Banco de Portugal – Museu do Dinheiro no Largo de São Julião.
Fig. 9 – Edifício de habitação na Travessa do Patrocínio nº5.
Fig. 10 – Museu do Teatro Romano na Rua de São Mamede nº3.
Fig. 11 – Terraços do Convento do Carmo no Largo do Carmo.
Fig. 12 – Terraços do Convento do Carmo no Largo do Carmo.
Fig. 13 – Edifício de habitação na Rua Dom Francisco de Almeida nº4.
Fig. 14 – Museu Nacional dos Coches na Avenida da Índia / Praça Afonso de Albuquerque/ Rua da Junqueira.
Fig. 15 - Cine-Teatro Capitólio no Parque Mayer.
Fig. 16 - Cine-Teatro Capitólio no Parque Mayer.
Fig. 17 – Centro Comercial Caleidoscópio no Jardim do Campo Grande.
Fig. 18 – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) na Avenida Brasília.